<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333</id><updated>2012-01-15T18:57:03.321-02:00</updated><category term='Pobre Resenha'/><category term='On-Line'/><category term='Reflexão'/><category term='Rótulos'/><category term='Crítica Social'/><category term='Escrevendo'/><category term='Jack Loondon'/><category term='Rainer Maria Rilke'/><category term='Literalidades'/><category term='Os Porras do iê iê iê'/><category term='Interpretação'/><category term='Camarada Ieve'/><category term='Someday Never Comes'/><category term='Crítica Política'/><category term='Literatura'/><category term='Crônica'/><category term='E se...?'/><category term='Obras e Autores'/><category term='Lô Borges'/><category term='pseudoEnsaios'/><category term='pseudoPoemas'/><category term='Nicole Atkins'/><category term='Livros'/><category term='Poesia'/><category term='Belo Horizonte'/><category term='Xadrez'/><category term='Filosofia?'/><category term='Nômade'/><category term='Raras Indicações'/><category term='Flôr da Pele'/><category term='Ensaios'/><category term='Música'/><category term='Vizinha Míope'/><category term='Ausência'/><category term='Contos'/><category term='Lugares'/><category term='J. D. Salinger'/><category term='Books (Rain Down)'/><category term='Aldous Huxley'/><category term='Outros Autores - Contribuições'/><title type='text'>ANTARQUISTA - Blog do Escritor Daniel Ricardo Barbosa</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>177</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-391313892184695507</id><published>2011-08-16T08:40:00.002-03:00</published><updated>2011-08-16T08:40:50.090-03:00</updated><title type='text'>Blog em Manutenção - Moderador Idem</title><content type='html'>Em breve novas postagens estarão disponíveis. Agradeço pela paciência dos leitores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-391313892184695507?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/391313892184695507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=391313892184695507&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/391313892184695507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/391313892184695507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2011/08/blog-em-manutencao-moderador-idem.html' title='Blog em Manutenção - Moderador Idem'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8130456445107838205</id><published>2011-07-12T10:50:00.001-03:00</published><updated>2011-08-31T09:05:45.109-03:00</updated><title type='text'>RUINARIA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O escritor Victor Hugo de&amp;nbsp;Araújo Barbosa, a levar consigo, quiçá presa à orelha, a sua pena cada vez mais afiada, está de casa nova. É o blog &lt;a href="http://www.ruinaria.blogspot.com/"&gt;Ruinaria&lt;/a&gt;, que se abre às visitas dos caros leitores, e de cara nos brinda com a excelente prosa &lt;a href="http://ruinaria.blogspot.com/2011/04/pedra-fundamental.html"&gt;Pedra Fundamental&lt;/a&gt;, bem como o conto, que me lembrou a desenvoltura de Aldous Huxley e a engenhosidade de Thomas Pynchon, intitulado &lt;a href="http://ruinaria.blogspot.com/2011/05/memorias-de-fungo.html"&gt;Memórias de Fungo&lt;/a&gt;. E deixo claro, para o bem geral da sanidade, que a citação dos respectivos autores inglês e estadunidense nada tem a ver com aquelas equiparações sem propósito que a ausente crítica literária moderna, os críticos musicais aloprados de plantão, e por aí vai, estão acostumados a fazer. E, sim, humilde lembrança sem eira nem beira.&lt;br /&gt;Já tornei notória aos fortuitos e queridos visitantes desse sítio, a minha boa opinião sobre a literatura que escorre, como se fora fácil, dos dedos do Victor. A atualidade dos seus textos, diria visceral, a sua honestidade e precisão, resultam em “experimentos” generosos, e arrebatadores.&lt;br /&gt;Não me referiria ao Victor usando a expressão “escritor promissor”, pois não o vejo como um "escritor de futuro", e sim, desde já, um dos maiores “entalhadores das palavras” não apenas de sua geração. E não me importa o fato de que ele ainda não tenha publicado livros. Eles surgirão na mesma velocidade em que a progressiva e vertiginosa maturidade desse escritor destila a olhos nus uma trilha muito bem delineada e factual.&lt;br /&gt;“Rasgação de seda” esse post, como se diz? Mas não se vê muito disso por aqui, não é mesmo? Trata-se tão somente da humilde opinião – assim como a lembrança – de quem se orgulha não de sua pobre escrita, mas da “sorte” de ter conhecido pessoas notáveis, sobretudo por seus gênios. É o que vale! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por sua vez, os textos do Victor, merecem muito mais do que o meu infrutífero “bravo!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8130456445107838205?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8130456445107838205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8130456445107838205&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8130456445107838205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8130456445107838205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2011/05/ruinaria.html' title='RUINARIA'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8934671680089095553</id><published>2011-04-11T20:09:00.001-03:00</published><updated>2011-04-11T20:09:53.595-03:00</updated><title type='text'>Redescobrindo III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A formação de hipóteses é a fase mais misteriosa do método científico. De onde elas vêm, ninguém sabe. A pessoa está sentada num lugar qualquer, pensando na vida, e de repente – zás! – passa a entender uma coisa que não entendia antes. Até ser testada, a hipótese não é verdadeira, mas ela não provém de experiências. Origina-se em outro lugar. Disse Einstein:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;“O homem tenta elaborar para si mesmo, do modo que melhor lhe pareça, uma descrição simplificada e inteligível do mundo. Depois, tenta até certo ponto substituir o mundo da experiência por esse universo por ele construído, para poder dominar toda a natureza... Ele faz desse universo e da sua construção o centro de sua vida emocional, para encontrar, assim, a paz e a serenidade que não consegue dentro dos limites a ele impostos pelo turbilhão da experiência pessoal. O objetivo último a ser atingido é chegar àquelas leis elementares universais a partir das quais o universo foi construído através de pura dedução. Não há um caminho lógico que conduza até essas leis; apenas a intuição, baseada no conhecimento afetivo da experiência, pode conduzir a elas...”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Intuição? Afetividade? Palavras estranhas para descrever a origem do conhecimento científico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguém que fosse menos cientista que Einstein teria dito: “Mas o conhecimento científico vem da natureza. É a natureza que fornece as hipóteses.” Einstein, porém, sabia que não é assim. A natureza só fornece dados experimentais. [...]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O rompimento de Fedro com o sistema lógico ocorreu quando, em consequência de algumas experiências de laboratório, ele se interessou pelas hipóteses como entidades em si mesmas. Ele já havia percebido várias vezes, no seu trabalho de laboratório, que o que poderia parecer a parte mais difícil do trabalho científico, a criação das hipóteses, era sempre a mais fácil. O simples ato de anotar formalmente tudo, com a maior precisão e clareza possíveis, já parecia sugerir as hipóteses. [...]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No começo, ele achava aquilo divertido. Inventou até uma lei gozadora, no estilo das Leis de Parkinson, segundo a qual “o número de hipóteses racionais que podem explicar qualquer fenômeno dado é infinito”. (...) Foi só meses após ter criado essa lei que ele começou a ter algumas dúvidas sobre a graça ou utilidade que ela teria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se fosse verdadeira, a lei não detectaria uma simples escorregadela do raciocínio científico. Seria completamente niilista, uma catastrófica refutação lógica da validade geral de todo o método científico!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o propósito do método científico é selecionar uma dentre inúmeras hipóteses, e se o número de hipóteses cresce tão rápido que o método científico não pode controlá-las, fica claro que nunca se poderão testar todas as hipóteses; os resultado de qualquer experiência serão, portanto, incompletos, e o método científico inteiro deixa de alcançar o objetivo de estabelecer um saber comprovado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Einstein comentou, a respeito, que “a evolução mostrou que a qualquer momento há sempre uma hipótese que se destaca, por ser nitidamente superior às outras”, e ficou por aí. Mas para Fedro, tal resposta não era ainda satisfatória. A frase “a qualquer momento” causou-lhe profundo impacto. Será que Einstein acreditava que a verdade era uma função do tempo? Afirmar isso seria o mesmo que arrasar o pressuposto mais básico de toda a ciência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, no entanto, isto se observa em toda a história da ciência, que é nitidamente uma sucessão de explicações sempre novas e mutáveis sobre os mesmos velhos fatos. (...) quanto mais hipóteses, menor o tempo de vida da verdade. E o que parece estar fazendo com que cresça o número de hipóteses nas últimas décadas é nada mais nada menos que o próprio método científico. Quanto mais se olha, mais se vê. Ao invés de selecionar uma verdade dentre uma quantidade de hipóteses, aumenta-se essa quantidade. Logicamente, isso significa que, ao se tentar alcançar a verdade imutável através da aplicação do método científico, não se realiza qualquer progresso. Pelo contrário, passamos a distanciar-nos dessa verdade!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquilo que Fedro observou a nível pessoal era um fenômeno bastante característico da história da ciência, omitido durante anos. Os resultados previstos da pesquisa científica e os resultados reais estão diametralmente opostos neste ponto, e ninguém parece prestar muita atenção a este fato. O objetivo do método científico é selecionar uma dada verdade dentre muitas verdades hipotéticas. A ciência consiste essencialmente nisso. Historicamente, porém, a ciência faz exatamente o contrário: através de um acúmulo descomunal de fatos, dados, teorias e hipóteses, é ela mesma quem está levando a humanidade das verdades únicas e absolutas para as verdades múltiplas e relativas. O principal gerador do caos social, da indecisão do pensamento e valores que o conhecimento racional se destina a eliminar é nada mais nada menos que a própria ciência. O que Fedro percebeu no isolamento do sei trabalho de laboratório há anos atrás é percebido agora em todas as partes do mundo tecnológico. Anticiência produzida cientificamente. Um verdadeiro caos. [...]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu fracasso precoce o havia redimido de qualquer obrigação de pensar de acordo com qualquer linha institucionalizada e seus pensamentos já haviam alcançado um grau de independência que poucas pessoas atingem. Ele sentia que instituições como a escola, a igreja, o governo e organizações políticas de toda espécie tendiam a dirigir o pensamento para fins, em vez de para a verdade, para a perpetuação de suas próprias funções e para o controle dos indivíduos subordinados a essas funções. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;(do livro "Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas", de Robert M. Pirsig. 3ª Edição. Paz e Terra. 1984.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8934671680089095553?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8934671680089095553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8934671680089095553&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8934671680089095553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8934671680089095553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2011/04/redescobrindo-iii.html' title='Redescobrindo III'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-7991318493245613941</id><published>2011-04-11T19:09:00.000-03:00</published><updated>2011-04-11T19:09:32.880-03:00</updated><title type='text'>AMNESIAC</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WSQ5sOz2epQ/TaN6gt9Ao1I/AAAAAAAAAeY/IJVoaoCZPAY/s1600/Amnesia_73X94cm_oleo_tela_2005.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="247" r6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-WSQ5sOz2epQ/TaN6gt9Ao1I/AAAAAAAAAeY/IJVoaoCZPAY/s320/Amnesia_73X94cm_oleo_tela_2005.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;Amnesia. &lt;/em&gt;Ludmilda, 2005.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de um tempo em que eu “queria tantas coisas da vida”! Estar vivo significava muito mais do que apenas respirar...&lt;br /&gt;Outrora, quis tão “pouco”! Primeira audição do Ok Computer, do Radiohead, n‘algum momento dos vinte anos arranhado de acordes, bastou para que tocar guitarra razoavelmente bem, se tornasse tudo de que eu carecia para morrer feliz...&lt;br /&gt;Hoje... hum, bem... que dia é hoje?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/7vFaoA7t2RE" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-7991318493245613941?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/7991318493245613941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=7991318493245613941&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7991318493245613941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7991318493245613941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2011/04/amnesiac.html' title='AMNESIAC'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WSQ5sOz2epQ/TaN6gt9Ao1I/AAAAAAAAAeY/IJVoaoCZPAY/s72-c/Amnesia_73X94cm_oleo_tela_2005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8334755152687222196</id><published>2011-04-02T17:50:00.003-03:00</published><updated>2011-04-02T23:45:40.578-03:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/tRpjmg8zst4?rel=0" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8334755152687222196?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8334755152687222196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8334755152687222196&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8334755152687222196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8334755152687222196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2011/04/vizinha-miope-grande-retorno.html' title='...'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/tRpjmg8zst4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-7010230239314806880</id><published>2011-03-29T19:48:00.003-03:00</published><updated>2011-03-29T19:52:35.135-03:00</updated><title type='text'>Redescobrindo II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;[...]&lt;br /&gt;Naquela noite eu disse a Chris que Fedro passara a vida inteira perseguindo um fantasma. É verdade. Era o fantasma inerente à tecnologia, a toda a ciência moderna, a todo o pensamento filosófico. O fantasma da própria racionalidade. Contei a Chris que ele tinha encontrado o fantasma e que o havia destruído. Creio que, num sentido figurado, isso é verdade. O que desejo revelar, à medida que prosseguimos, são algumas das coisas que ele descobriu. Agora os tempos são outros, e pode ser que alguém encontre nestas ideias alguma validade. Naquela época, ninguém via o fantasma perseguido por Fedro, mas creio que hoje cada vez mais pessoas o veem ou entreveem nos maus momentos, um fantasma que se denomina racionalidade, mas cuja aparência é de incoerência e falta de significado, fazendo com que a mais normal das ações cotidianas pareça meio despropositada, devido à sua total irrelevância em relação ao restante das coisas. Esse é o fantasma dos pressupostos normais de cada dia, que declaram que o objetivo final da vida, que é sobreviver, não pode ser alcançado, mas continua a ser o objetivo final, de qualquer maneira, e assim os grandes homens continuam a curar as doenças para que as pessoas possam viver por mais tempo. Só os loucos questionam isso. A gente vive mais para poder viver mais ainda. Não há outro objetivo. É o que diz o fantasma.&lt;br /&gt;[...]&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;(do livro "Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas", de Robert M. Pirsig. 3ª Edição. Paz e Terra. 1984.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-7010230239314806880?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/7010230239314806880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=7010230239314806880&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7010230239314806880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7010230239314806880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2011/03/redescobrindo-ii.html' title='Redescobrindo II'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-1438627027614823438</id><published>2011-03-28T20:58:00.003-03:00</published><updated>2011-03-29T21:23:08.451-03:00</updated><title type='text'>do "Os Nomes na Máquina"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-U96mwMsD47Q/TZEbYY_AvFI/AAAAAAAAAeU/gUVoWHzpOYM/s1600/Sem-t%25C3%25ADtulo-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-U96mwMsD47Q/TZEbYY_AvFI/AAAAAAAAAeU/gUVoWHzpOYM/s400/Sem-t%25C3%25ADtulo-1.jpg" width="305" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;Jaci. &lt;/em&gt;Elizabeth Finholdt, 2009.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Jaci&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos leitores cuja hipocondria não os induziu a uma pesquisa sobre o assunto em pauta; àqueles que não conhecem por não se dedicarem à medicina ou simplesmente não se interessarem por psicologia e/ou psiquiatria; aos amigos que não tiveram a oportunidade de participar de assembleias, palestras, enquetes a respeito do tema central das linhas abaixo subscritas, segue com singela dedicatória uma sucinta explanação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entende-se por Transtorno Bipolar o mal psicossomático outrora chamado de Psicose Maníaca-depressiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trata-se de doença que pode acometer qualquer ser humano sem que ele sequer desconfie da enfermidade. O indivíduo que sofre de Transtorno Bipolar costuma atravessar períodos de extrema euforia. Não dorme durante noites seguidas. Percorre festas, apronta todas as presepadas possíveis, cativa os semelhantes com sua exultante, porém passageira simpatia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A seguir, não mais que de repente, o enfermo entra num estado de profunda depressão. Não sai de casa, chora sem nenhum motivo em particular, tortura-se assistindo a uma reprise de Titanic ou Ghost. Pensa em suicídio como os políticos pensam em cifras e dígitos. Muitos bipolares chegam ao ato extremo de se matar, pois tudo se torna por demais intolerável. A simpatia do período eufórico transforma-se em irritante rabugice e as pessoas se afastam. Resta apenas a insuportável solidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante dessas breves informações, mas não querendo engrossar a fila dos hipocondríacos que tomam qualquer sentimento humano como um cárcere, rabisco a seguinte pergunta (e conto com a perspicaz ajuda dos leitores para chegar a alguma resposta): será possível que eu, Jaci Alex Max Rigoto, sofra de Transtorno Bipolar? Serei eu acometido pela citada enfermidade, porém, interagindo com o meu ser, tal doença adquiriu caracteres deveras singulares – sintomas que se diferenciam um bocado dos mal-fadados extremos do humor?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema é que respondo a mui semelhantes circunstâncias de distintíssimas maneiras. Não saberia explicar com todas as letras o que se passa comigo. Às vezes passo pelos acontecimentos com incrível competência. Aproveito ao máximo as situações para aprender e ensinar. Sucede uma troca para a qual a cordialidade quase sempre abre as portas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito firmemente que diálogos engrandecedores podem nascer do mais trivial cumprimento. Toda e qualquer circunstância é propícia para a troca de experiências pessoais. Sempre é possível escolher as frases mais convenientes em prol do aprendizado recíproco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, em certas ocasiões parece que me esqueço de tudo em que acredito. Retorno à crueza dos tempos da infância, torno-me bufão, o cúmulo da irônica grosseria. Repito que perante a mesma deixa sou capaz de responder com teores completamente distintos, opostos, paradoxais. Resposta tipicamente bipolar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A adversidade de minhas intervenções (ou seria melhor dizer bipolaridade?) se manifesta maiormente, quando o assunto discutido entre amigos envolve temas de interesse geral. Então vacilo entre a brandura didática e a explosão de ódio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes os pensamentos que passam pela minha cabeça são como o vento forte a entoar sua amena canção. Tais pensamentos parecem querer me levar como o vento parece querer. Mergulho na sensação de estar voando suavemente para bem longe, e já posso vislumbrar belíssimas e inusitadas paisagens, que me esperam e anseiam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A branda conjuntura acima exposta faz com que as palavras fluam por meus lábios com natural cordialidade. Elas contribuem para a relevância do diálogo e conquistam o respeito e admiração dos ouvintes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caso o assunto em debate, por exemplo, seja a crescente violência e criminalidade no mundo moderno, explico habilmente que de nada adianta se concentrar apenas em combater o crime em si. Melhor seria lidar com as causas que levam as pessoas a praticá-lo. Senão corremos o risco de um dia o número de indivíduos condenados e encarcerados vir a ser maior do que o dígito a apontar a população a caminhar por aí.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obviamente é o momento em que sempre surge alguém para inserir certos conceitos retrógrados. Pena de morte ou coisas desse tipo. Ainda assim, no entanto, o meu rompante de cordial retórica volta à carga. Pacientemente demonstro que o líquido aplicado na veia do condenado, a eletricidade descarregada em seu corpo, qualquer elemento que venha a compor a mórbida encenação, são patrocinados pelos impostos que a população é obrigada a pagar. Completo o raciocínio dizendo com toda a calma que quem paga para matar é tão assassino quanto o carrasco que puxa o gatilho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outras vezes, no entanto, quando o limite entre os “extremos bipolares” é rompido, o ímpeto ao sarcasmo se apossa de minhas ideias e reações. Habilidade, paciência, calma..., parecem não fazer sentido. Então os pensamentos não são como o vento forte entoando amena canção. São como um território há vários meses castigado por seca sem precedentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nenhuma nuvem conseguira romper os céus cada vez mais empoeirados. Acumulara-se fumaça de máquinas, chaminés, queimadas. O ar pesado irritara a garganta, sufocara os pulmões, derramara-se nas veias e apossara-se do coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coração poluído, cansado, combalido. Sua verdadeira natureza não é a ferrugem. Talvez amor seja a palavra mais apropriada. Amor em essência e não o produto que se vende nos programas e anúncios da TV. Amor verdadeiro e fluído e onipresente, que diz respeito diretamente à compreensão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Subitamente essa natureza do coração é subjugada sob camadas espessas. Coração é livre mas se sente preso. Parece querer parar de bater. Deseja apenas inexistir. Pede socorro em silêncio e por fim pulsa revolta. Impulsiona o meu lado obscuro. Qualquer estalar de dedos é o suficiente para que dê vazão a respostas das quais ninguém sentiria orgulho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pena de morte como nós a conhecemos? Você tem muito pouca imaginação! Use a inteligência! Cadeira elétrica, injeção letal, pelotão de fuzilamento, forca, câmara de gás? Hoje em dia os criminosos não temem esse tipo de punição. Muitos deles se deparam com circunstâncias bem mais chocantes antes mesmo do café da manhã. Estamos mais do que acostumados com a morte alheia. Ela não nos importa ou diverte mais. Não há temor ou beleza! Precisamos de algum requinte que a caracterize, senão não lhe damos atenção. Precisamos inovar no “quesito” execução! Sejamos criativos! Vamos inovar instituindo o esquartejamento como método! Começaremos por arrancar as unhas e decepar os dedos dos condenados. Usaremos soluções químicas que mantenham os bandidos acordados durante as torturas com ferro em brasa. O criminoso tem que estar desperto e olhando em nossos olhos enquanto estivermos extraindo os seus dentes com o alicate. Desperto quando rasgarmos as suas orelhas. Acordado enquanto dilaceramos o pênis, os testículos, os seios, o clitóris... Acabaremos com a criminalidade despedaçando marginais e a sociedade não será obrigada nem ao menos a se preocupar com os despojos dos infelizes. A porcaria toda não compartilhará espaço com os defuntos dos cidadãos de bem. Consumiremos os pedacinhos com a colaboração tecnológica dos melhores cientistas e inventores. Ou então podemos contratar o apoio dos maiores nutricionistas do mundo. Cozinharemos os restos dos criminosos no feijão e cobraremos caríssimo pelo prato! Ou talvez fosse melhor darmos uma de filantropos a fim de acabar com a fome do mundo! Feijão com miúdos... Ensopado de carne humana... Hum!, que delícia!”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O espanto e o silêncio em que os ouvintes são imersos – mergulho vertiginoso e sem retorno incólume numa profundidade que aumentava conforme se dava o suceder das minhas palavras; e que, no exato instante da conclusão das ditas ironias, atingira o âmago de um negro mar de sensações inéditas e paradoxais – sempre me impõem a dúvida se eu não sofro mesmo de Transtorno Bipolar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que pessoas diferentes exigem respostas diferentes sobre a mesma verdade. Sei que palavras macias não convencem quem não conhece a suavidade. Sei que é inútil mostrar belas paisagens a quem tem os olhos vendados. Contudo, eu gostaria de ser mais constante. Devo mesmo sofrer de um distúrbio qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez eu devesse me conformar com a enfermidade e procurar tratamento médico. Conformar-me com a multidão sonâmbula que se vê por aí. Conformar-me com as passageiras, porém persistentes limitações dos seres humanos. Conformar-me com a inércia e hipocrisia generalizada. Conformar-me com a verdade sobre o falho caráter humano. Conformar-me com o comodismo e a passiva burrice. Conformar-se com...﻿&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(texto e ilustração que o segue do livro de contos de minha autoria intitulado "Os Nomes na Máquina". Editoras Hemisfério Sul e Canto Escuro. 2009.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-1438627027614823438?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/1438627027614823438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=1438627027614823438&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1438627027614823438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1438627027614823438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2011/03/do-os-nomes-na-maquina.html' title='do &quot;Os Nomes na Máquina&quot;'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-U96mwMsD47Q/TZEbYY_AvFI/AAAAAAAAAeU/gUVoWHzpOYM/s72-c/Sem-t%25C3%25ADtulo-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-2755427273551254476</id><published>2011-03-25T15:42:00.000-03:00</published><updated>2011-03-25T15:42:39.734-03:00</updated><title type='text'>Redescobrindo I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;[...] John concorda com um gesto de cabeça, e eu prossigo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– Na minha opinião, o homem de hoje não é intelectualmente superior ao antigo. Os quocientes de inteligência não mudaram tanto assim. Aqueles índios e as pessoas da Idade Média eram tão inteligentes como nós, só que viviam num contexto completamente diverso do nosso. Nesse contexto intelectual, os fantasmas e os espíritos são tão plausíveis quanto os átomos, as partículas, os fótons e os quanta são para o homem de hoje. Nesse sentido, eu acredito em fantasmas. O homem de hoje também tem os seus fantasmas e espíritos, não é?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– E quais são?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– Bom, as leis da física e da lógica... Os sistemas numéricos... O princípio de substituição algébrica. São os nossos fantasmas. Só que a gente tem uma fé tão grande neles, que eles parecem reais.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– Para mim, eles são bem reais – contesta John.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– Não estou entendendo nada – reclama Chris.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– Pois bem. Por exemplo, parece perfeitamente natural pressupor que a gravidade e a lei da gravidade existiam antes que Isaac Newton as descobrisse. Pareceria loucura pensar que até o século XVII não existiria gravidade.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– Claro!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– Então, qual a origem dessa lei? Teria ela sempre existido?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;John franze o cenho, imaginando onde quero chegar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– O que tenho em mente – digo eu – é a ideia de que antes que a Terra se formasse, antes que o sol e as estrelas surgissem, antes que qualquer outra coisa surgisse, a lei da gravidade já existia.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– É óbvio.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– Mesmo assim, parada ali, sem massa nem energia próprias, sem estar na cabeça de ninguém, porque ninguém existia, nem situada no espaço, porque também não havia espaço, parada ali no nada, ela ainda existia?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Agora John já não tem mais tanta certeza.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– Se a lei da gravidade já existisse, eu francamente não saberia quais as condições que as coisas deveriam atender para não existirem. Parece-me que a lei da gravidade passou por todos os testes possíveis de inexistência. Não se pode imaginar sequer uma propriedade de inexistência que não se aplique à lei da gravidade. Nem tampouco uma propriedade de existência que se aplique a ela. Ainda assim, todo mundo acha natural acreditar que ela já existia.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– É, acho que tenho de pensar melhor sobre o assunto – reconhece John.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– Bom, calculo que se você pensar bastante, depois de dar umas quinhentas mil voltas vai chegar a uma única conclusão possível, inteligente e racional: a lei da gravidade, e até mesmo a própria gravidade não existiam antes de Isaac Newton. Não existe conclusão mais coerente. E isso quer dizer – prossigo, antes que ele me interrompa – isso quer dizer que a lei da gravidade existe apenas nas nossas cabeças! É um fantasma! Ficamos derrubando os fantasmas dos outros, dando uma de arrogantes e presunçosos, mas somos tão ignorantes, primitivos e supersticiosos quanto eles.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– Então, por que é que todo mundo acredita na lei da gravidade?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– Hipnose em massa. Disfarçada sob uma forma bastante ortodoxa, chamada “educação!”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– Quer dizer que você acha que o professor hipnotiza as crianças para elas acreditarem na lei da gravidade?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– Claro.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– Mas isso é ridículo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– Já ouviu falar na importância do contato visual em sala de aula? Qualquer educador enfatiza isso, mas ninguém explica o porquê dessa importância.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;John balança a cabeça e me serve mais uísque. Depois cobre a boca com uma das mãos, dirigindo a Sylvia um aparte irônico: &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;– Puxa, ele parecia tão normal o tempo todo...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;[...]&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(do livro "Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas", de Robert M. Pirsig. Paz e Terra. 3ª Edição. 1984.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-2755427273551254476?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/2755427273551254476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=2755427273551254476&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2755427273551254476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2755427273551254476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2011/03/redescobrindo-i.html' title='Redescobrindo I'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-9195162560651009912</id><published>2011-01-29T10:36:00.002-02:00</published><updated>2011-01-29T10:36:48.722-02:00</updated><title type='text'>Onde terá sido assassinado? Quem matou o amor? #4</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TUQJ1cwPOXI/AAAAAAAAAeM/SkgLLYLepdg/s1600/Dezembro-Janeiro-181.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" s5="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TUQJ1cwPOXI/AAAAAAAAAeM/SkgLLYLepdg/s1600/Dezembro-Janeiro-181.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-9195162560651009912?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/9195162560651009912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=9195162560651009912&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/9195162560651009912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/9195162560651009912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2011/01/onde-tera-sido-assassinado-quem-matou-o_5842.html' title='Onde terá sido assassinado? Quem matou o amor? #4'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TUQJ1cwPOXI/AAAAAAAAAeM/SkgLLYLepdg/s72-c/Dezembro-Janeiro-181.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8961434142723319627</id><published>2011-01-29T10:35:00.002-02:00</published><updated>2011-01-29T10:35:59.456-02:00</updated><title type='text'>Onde terá sido assassinado? Quem matou o amor? #3</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TUQJhjXuWKI/AAAAAAAAAeI/BWSiwxDx9ds/s1600/Dezembro-Janeiro-159.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TUQJhjXuWKI/AAAAAAAAAeI/BWSiwxDx9ds/s1600/Dezembro-Janeiro-159.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8961434142723319627?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8961434142723319627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8961434142723319627&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8961434142723319627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8961434142723319627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2011/01/onde-tera-sido-assassinado-quem-matou-o_6920.html' title='Onde terá sido assassinado? Quem matou o amor? #3'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TUQJhjXuWKI/AAAAAAAAAeI/BWSiwxDx9ds/s72-c/Dezembro-Janeiro-159.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-3647722114674302548</id><published>2011-01-29T09:50:00.005-02:00</published><updated>2011-01-29T10:34:36.702-02:00</updated><title type='text'>Onde terá sido assassinado? Quem matou o amor? #3</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TUQJIQCcj5I/AAAAAAAAAeE/s278M3wmQhE/s1600/Dezembro-Janeiro-145.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TUQJIQCcj5I/AAAAAAAAAeE/s278M3wmQhE/s1600/Dezembro-Janeiro-145.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-3647722114674302548?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/3647722114674302548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=3647722114674302548&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3647722114674302548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3647722114674302548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2011/01/onde-tera-sido-assassinado-quem-matou-o_29.html' title='Onde terá sido assassinado? Quem matou o amor? #3'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TUQJIQCcj5I/AAAAAAAAAeE/s278M3wmQhE/s72-c/Dezembro-Janeiro-145.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8932489622700612687</id><published>2011-01-24T12:11:00.001-02:00</published><updated>2011-01-24T12:18:29.778-02:00</updated><title type='text'>O Poeta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TT2JyT_V2PI/AAAAAAAAAd8/5P_V4TKgL5U/s1600/melancholy_edvard_munch.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="249" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TT2JyT_V2PI/AAAAAAAAAd8/5P_V4TKgL5U/s320/melancholy_edvard_munch.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Melancholy. Edvard Munch, 1891.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Sou um estrangeiro neste mundo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Sou um estrangeiro, e há na vida do estrangeiro uma solidão pesada e um isolamento doloroso. Sou assim levado a pensar sempre numa pátria encantada que não conheço, e a sonhar com os sortilégios de uma terra longínqua que nunca visitei. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Sou um estrangeiro para minha alma. Quando minha língua fala, meu ouvido estranha-lhe a voz. Quando meu Eu interior ri ou chora, ou se entusiasma, ou treme, meu outro Eu estranha o que ouve e vê, e minha alma interroga minha alma. Mas permaneço desconhecido e oculto, velado pelo nevoeiro, envolto no silêncio. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Sou um estrangeiro para o meu corpo. Todas as vezes que me olho num espelho, vejo no meu rosto algo que minha alma não sente, e percebo nos meus olhos algo que minhas profundezas não reconhecem. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Quando caminho nas ruas da cidade, os meninos me seguem gritando: “Eis o cego, demos-lhe um cajado que o ajude.” Fujo deles. Mas encontro outro grupo de moças que me seguram pelas abas da roupa, dizendo: “É surdo como a pedra. Enchamos seus ouvidos com canções de amor e desejo.” Deixo-as correndo. Depois, encontro um grupo de homens que me cercam, dizendo: “É mudo como um túmulo, vamos endireitar-lhe a língua.” Fujo deles com medo. E encontro um grupo de anciãos que apontam para mim com dedos trêmulos, dizendo: “É um louco que perdeu a razão ao frequentar as fadas e os feiticeiros.” &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Sou um estrangeiro neste mundo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Sou um estrangeiro e já percorri o mundo do Oriente ao Ocidente sem encontrar minha terra natal, nem quem me conheça ou se lembre de mim. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Acordo pela manhã, e acho-me prisioneiro num antro escuro, frequentado por cobras e insetos. Se sair à luz, a sombra de meu corpo me segue, e as sombras de minha alma me precedem, levando-me aonde não sei, oferecendo-me coisas de que não preciso, procurando algo que não entendo. E quando chega a noite, volto para a casa e deito-me numa cama feita de plumas de avestruz e de espinhos dos campos. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Ideias estranhas atormentam minha mente, e inclinações diversas, perturbadoras, alegres, dolorosas, agradáveis. À meia-noite, assaltam-me fantasmas de tempos idos. E almas de nações esquecidas me fitam. Interrogo-as, recebendo por toda resposta um sorriso. Quando procuro segurá-las, fogem de mim e desvanecem-se como fumaça. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Sou um estrangeiro neste mundo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Sou um estrangeiro e não há no mundo quem conheça uma única palavra do idioma de minha alma... &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Caminho na selva inabitada e vejo os rios correrem e subirem do fundo dos vales ao cume das montanhas. E vejo as árvores desnudas se cobrirem de folhas num só minuto. Depois, suas ramas caem no chão e se transformam em cobras pintalgadas. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;E as aves do céu voam, pousam, cantam, gorjeiam e depois param, abrem as asas e viram mulheres nuas, de cabelos soltos e pescoços esticados. E olham para mim com paixão e sorriem com sensualidade. E estendem suas mãos brancas e perfumadas. Mas, de repente, estremecem e somem como nuvens, deixando o eco de risos irônicos. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Sou um estrangeiro neste mundo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Sou um poeta que põe em prosa o que a vida põe em versos, e em versos o que a vida põe em prosa. Por isto, permanecerei um estrangeiro até que a morte me rapte e me leve para minha pátria."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kalil Gibran.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8932489622700612687?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8932489622700612687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8932489622700612687&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8932489622700612687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8932489622700612687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2011/01/o-poeta.html' title='O Poeta'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TT2JyT_V2PI/AAAAAAAAAd8/5P_V4TKgL5U/s72-c/melancholy_edvard_munch.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-4387676885062581351</id><published>2011-01-04T12:23:00.000-02:00</published><updated>2011-01-04T12:23:38.783-02:00</updated><title type='text'>Onde terá sido assassinado? Quem matou o amor? (#2)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TSMsxdKjgtI/AAAAAAAAAd4/PcZ6r5vUKw8/s1600/CIMG1864.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="430" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TSMsxdKjgtI/AAAAAAAAAd4/PcZ6r5vUKw8/s400/CIMG1864.jpg" width="480" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-4387676885062581351?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/4387676885062581351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=4387676885062581351&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4387676885062581351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4387676885062581351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2011/01/onde-tera-sido-assassinado-quem-matou-o_04.html' title='Onde terá sido assassinado? Quem matou o amor? (#2)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TSMsxdKjgtI/AAAAAAAAAd4/PcZ6r5vUKw8/s72-c/CIMG1864.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-2877475022952822502</id><published>2011-01-04T12:19:00.000-02:00</published><updated>2011-01-04T12:19:36.105-02:00</updated><title type='text'>Onde terá sido assassinado? Quem matou o amor? (#1)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TSMqqvfugTI/AAAAAAAAAd0/pQtd6om6OG8/s1600/CIMG1860.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="460" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TSMqqvfugTI/AAAAAAAAAd0/pQtd6om6OG8/s400/CIMG1860.jpg" width="480" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-2877475022952822502?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/2877475022952822502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=2877475022952822502&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2877475022952822502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2877475022952822502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2011/01/onde-tera-sido-assassinado-quem-matou-o.html' title='Onde terá sido assassinado? Quem matou o amor? (#1)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TSMqqvfugTI/AAAAAAAAAd0/pQtd6om6OG8/s72-c/CIMG1860.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-1103181897006811358</id><published>2010-12-09T15:25:00.002-02:00</published><updated>2010-12-11T07:44:46.655-02:00</updated><title type='text'>Belo Horizonte!? (III)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;... e nunca mais vi&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; estrelas cadentes...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZpNTxYtGKCg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ZpNTxYtGKCg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-1103181897006811358?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/1103181897006811358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=1103181897006811358&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1103181897006811358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1103181897006811358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/12/belo-horizonte-iii.html' title='Belo Horizonte!? (III)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-5424071100164203452</id><published>2010-11-27T11:23:00.004-02:00</published><updated>2010-11-27T11:29:38.107-02:00</updated><title type='text'>Deturpado Silêncio (II)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;“[...] Castro morrera pensando no passado com uma incrível lucidez. Lembrou-se nitidamente desde a sua mais tenra infância, a adolescência, a fase adulta, a velhice, até os instantes imemoriais... “Será que todos os seres humanos um dia se lembrarão com saudades de cada momento vivido?”, perguntou Castro. Ele concluiu que todos os momentos vividos eram válidos e mereciam saudades.&lt;br /&gt;Castro lembrou-se dos avós, com os quais só partilhara momentos através das histórias moldadas pela serena voz da mãe, ou mesmo pela indefinível voz do pai. Ele pensou nos próprios pai e mãe e se surpreendeu agradecendo. Fora muito bom viver ao lado deles. Também teria sido muito bom ter tido primos, tios e tias, outros parentes, mais amigos; irmãos para implicar, brigar, brincar, sorrir, amar, viver...&lt;br /&gt;Castro sentiu saudades da casa cheia de gente. Sentiu saudades dos móveis cheios de objetos espalhados. Coisas fora do lugar, coisas fora do eixo. Cadeiras ocupadas, sofás ocupados, camas ocupadas. Saudades até mesmo dos últimos anos em que a solidão se impregnara do barulho da bengala a auxiliar-lhe os passos tocando vacilante a madeira do assoalho.&lt;br /&gt;Eram os defeitos e virtudes das pessoas que movimentavam a vida. E todos os momentos movimentados valiam a pena. Todas as pessoas encheram a sua vida de sentido. Ele próprio, com o seu jeito todo particular de movimentar a vida, o seu mundo particular, era uma réplica em miniatura do que se passava pelo planeta. Uma só família espalhada pela Terra. Uma só família vivendo os mesmos extremos. Tantos e tão semelhantes extremos, cada um valendo a pena, cada um passivo de saudades.&lt;br /&gt;Era muito fácil amar todas as pessoas. Castro se perguntava como fora possível não perceber antes! Ele sabia que estava morrendo e desejava voltar para dizer ao mundo. Talvez um retorno fosse tão possível quanto era desejável. Era até mesmo lógico! Seria bom ter infinitas oportunidades de dizer aos irmãos em cada canto do planeta as coisas boas que se descobre subitamente. E dizê-las nas amenas circunstâncias de um monótono “paraíso” no mínimo seria menos meritório.&lt;br /&gt;Muita gente acreditava na necessidade do desejável retorno. E se ele realmente existisse, corroborando a beleza do movimento e contrariando o tédio do repouso eterno, Castro quereria poder voltar tendo os mesmos pais, parentes, amigos; mesma humanidade. Por mais que soubesse que os momentos seriam muito ou um pouco diferentes, ele queria todos de volta para si, pois qualquer momento a se guardar na memória um dia será lembrado com saudades.&lt;br /&gt;Era muito fácil amar as pessoas e Castro desejava poder regressar, a fim de lutar por elas e dizer a quem tem tempo: “Lute!”. Ele queria lutar para que apenas os defeitos e virtudes movimentassem a vida e nenhuma outra circunstância ou força delimitasse e coagisse o movimento. Nenhuma outra circunstância limitadora e condicionante.&lt;br /&gt;Castro morreu com a mente cheia de pensamentos engrandecedores. Pois todas as lembranças são boas porque todas as conclusões a que se chega através delas são úteis. Tanto o suor quanto o orvalho servem para regar e dar vida às flores. Emergencial estava com os olhos e o rosto úmidos de lágrimas não por estar morrendo sufocado. Eram lágrimas que saíam naturalmente agradecidas.&lt;br /&gt;Elas agradeciam ao mundo por tantas oportunidades. Agradeciam às árvores, que partilharam do mesmo ar carregado dos mais diversos elementos, e possibilitaram a vida. Aos animais que se sacrificaram para doar o alimento e de várias maneiras também movimentaram a vida, aprendendo o seu aprendizado. Ao sol que iluminara o caminho e secara o rosto. Ao vento que desmanchara os cabelos, aliviara o peso de uma caminhada, enchera os olhos de poeira...&lt;br /&gt;Emergencial estava agradecido a tudo e a todos. Deles dependiam as circunstâncias perfeitas para que ele chegasse a qualquer conclusão. Estava agradecido porque todos tinham a mesma capacidade de concluir, compreender, amar. A vida era realmente bela e Castro a amava integralmente. Amava a tudo e a todos e morreu com o coração tranqüilo, embora cheio de saudades. [...]”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;(do livro de minha autoria "&lt;/em&gt;Elo, Entrelinhas &amp;amp; Alucinações".)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-5424071100164203452?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/5424071100164203452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=5424071100164203452&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/5424071100164203452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/5424071100164203452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/11/deturpado-silancio-ii.html' title='Deturpado Silêncio (II)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8982489977069803542</id><published>2010-11-26T20:06:00.006-02:00</published><updated>2010-11-27T02:29:07.429-02:00</updated><title type='text'>Deturpado Silêncio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vMt52dsmdSk?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/vMt52dsmdSk?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;"Breve a passagem por este mundo belo! Leve suspiro, súbita lufada de ar, pesado sonho. Tantos passaram sem que as minhas vistas alcançassem! Tantos outros&amp;nbsp;desapareceram sob o meu mareado olhar! Restam apenas as saudades, atemporais. Restam apenas essas lágrimas incômodas a alimentarem esperança fugaz (?) -&amp;nbsp;nenhum vínculo&amp;nbsp;há que tempo ou espaço possam quebrar. Saudades e esperanças de que lógica estatísticas filosofias vãs fanatismo banal, sejam apenas como poeira persistente a lapidar a alma. E, lá fora, ah!, aqueles que um dia em meu coração fizeram morada, e espalharam profundas raízes, não se percam de mim em infinda escuridão."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;para a&amp;nbsp;'miga Katiê.&lt;/span&gt;﻿&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8982489977069803542?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8982489977069803542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8982489977069803542&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8982489977069803542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8982489977069803542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/11/deturpado-silencio.html' title='Deturpado Silêncio'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-7111282411474254203</id><published>2010-11-23T12:44:00.000-02:00</published><updated>2010-11-23T12:44:32.202-02:00</updated><title type='text'>Palavras Quem Quer Ouvi-las? (VIII)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Defmkz4SirE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Defmkz4SirE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;o problema, problema&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;não são as lâminas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;cravadas no peito&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;a cada mentira&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;a cada fuga&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;deliberadamente&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;sem razão&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;o problema, problema&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;é o amor&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;o amor&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;discretamente&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;a escapar pelas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;feridas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-7111282411474254203?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/7111282411474254203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=7111282411474254203&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7111282411474254203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7111282411474254203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/11/palavras-quem-quer-ouvi-las-viii.html' title='Palavras Quem Quer Ouvi-las? (VIII)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-252347122077571964</id><published>2010-11-12T12:41:00.001-02:00</published><updated>2010-11-23T12:50:18.234-02:00</updated><title type='text'>Palavras Quem Quer Ouvi-las? (VII)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TN1RzNwe42I/AAAAAAAAAcc/4skDyeeThh0/s1600/phone.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" px="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TN1RzNwe42I/AAAAAAAAAcc/4skDyeeThh0/s320/phone.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;Phone Mask, &lt;/em&gt;Nick Keppler.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Atenda ao telefone!&lt;br /&gt;Atendo ao anseio...&lt;br /&gt;Atenda à porta!&lt;br /&gt;Atendo ao desespero...&lt;br /&gt;Atenda ao monitor!&lt;br /&gt;Atendo à desconfiança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço a solidão&lt;br /&gt;Embarco sem medo&lt;br /&gt;Encontro vil atemporal&lt;br /&gt;Caminho perdido longe&lt;br /&gt;Estrada coberta nuvens&lt;br /&gt;Memória decreta nunca mais&lt;br /&gt;Outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-252347122077571964?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/252347122077571964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=252347122077571964&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/252347122077571964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/252347122077571964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/11/palavras-quem-quer-ouvi-las-vii.html' title='Palavras Quem Quer Ouvi-las? (VII)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TN1RzNwe42I/AAAAAAAAAcc/4skDyeeThh0/s72-c/phone.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8779266156190158173</id><published>2010-10-25T12:42:00.000-02:00</published><updated>2010-10-25T12:42:01.571-02:00</updated><title type='text'>Palavras Quem Quer Ouvi-las? (VI)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TMWW13ThxrI/AAAAAAAAAbo/61I57KRO9T4/s1600/Brenda_York_girl_and_bird_Oil_on_canvas2007_12_7x12_7cm.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nx="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TMWW13ThxrI/AAAAAAAAAbo/61I57KRO9T4/s320/Brenda_York_girl_and_bird_Oil_on_canvas2007_12_7x12_7cm.jpg" width="317" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #9999ff; font-size: 78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #9999ff; font-size: 78%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Brenda York, &lt;em&gt;Girl and bird.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O estranho mundo das floriculturas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/em&gt;(Victor Hugo)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;[...] Lembrei da floricultura do velho mercado. Era algo profissional, com flores espalhadas por corredores, empilhadas, atulhadas umas aos lados das outras. Aquela floricultura obviamente teria o girassol. Provavelmente todas as flores desejavam estar naquela floricultura. Ser vendida ali com toda a certeza lhes traria um destino proveitoso: um amor conquistado, um feliz aniversário realmente feliz, uma condolência honrosa. O girassol estaria ali para atender meus intentos.&lt;br /&gt;E estava. Eram logo cinco girassois disputando minha atenção. Escolhi o mais vistoso, o mais vaidoso, aquele que mais agradaria a garota. Mandei entregar. Paguei. &lt;br /&gt;Ao meu lado, enquanto guardava o troco, notei mais um jovem rapaz. Escrevia uma carta. Provavelmente uma carta de amor. Ele me olhou de esguelha e sorriu.&lt;br /&gt;“O grande Victor Hugo. Há tempos queremos conhecê-lo…”, disse num tom cordial.&lt;br /&gt;Suspeitei.&lt;br /&gt;“Como você sabe meu nome?”.&lt;br /&gt;“Sabemos tudo sobre você. Onde mora, com quem fala, para quem escreve suas cartas de amor”.&lt;br /&gt;“Quem é você?!”, indaguei já nervoso.&lt;br /&gt;“Vamos lá fora”.&lt;br /&gt;Puxou-me pelo braço, percorrendo os corredores tortos daquele mercado velho, onde fogões idosos se empilhavam sobre mercadorias tão velhas quanto, onde condimentos, bebidas e artigos de decoração estavam lado a lado, disputando atenção dos bolsos com dinheiro, onde caixas velhas serviam de bancos e mesas, onde o café era de um negror já esquecido. Puxou-me pela história.&lt;br /&gt;Chegamos do lado de fora, onde a claridade ofuscou minhas retinas.&lt;br /&gt;Quando me acostumei à luz, percebi que ao meu redor estavam os rapazes das floriculturas pelas quais tinha procurado frustradamente o girassol. Além de mais dez outros homens.&lt;br /&gt;“Oh que bom, ele está aqui!”, comentaram entre si.&lt;br /&gt;“Expliquem o que é isso, por favor”, exigi.&lt;br /&gt;“Victor, somos um grupo muito restrito. Temos o observado e chegamos à conclusão de que talvez você queira se juntar a nós”.&lt;br /&gt;“E do que se trata?”, perguntei curioso.&lt;br /&gt;“Todos nós nos conhecemos em floriculturas, ou cafeterias, ou parques, ou joalherias. Em algum momento da vida, nos conhecemos enquanto gostávamos de alguém, nos reconhecemos pois éramos pessoas apaixonadas, em busca de uma pessoa. Nos reunimos para trocar experiências, dicas, para conhecer novas paixões. Não temos a hipocrisia de afirmar que vivemos por sucesso profissional ou por ideologias. Vivemos apenas pela paixão”, explicou um deles.&lt;br /&gt;E prosseguiram:&lt;br /&gt;“O C. aqui, presenteava suas amantes com colares lindíssimos, nos explicou tudo sobre jóias e o que elas mais adoram. O F. era um exímio conquistador, de uma cafeteria ou uma doceria, já conseguia emendar um motel, vai aprender muito com ele. O T. ali escreveu poemas lindíssimos sob a sombra de ipês, e suas mulheres se derretiam com suas doces palavras”. [...]&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;O texto pode ser lido na íntegra clicando &lt;a href="http://zaratustratemquemorrer.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt; no endereço do blog do &lt;a href="http://zaratustratemquemorrer.blogspot.com/"&gt;Victor Hugo&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8779266156190158173?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8779266156190158173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8779266156190158173&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8779266156190158173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8779266156190158173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/10/palavras-quem-quer-ouvi-las-vi.html' title='Palavras Quem Quer Ouvi-las? (VI)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TMWW13ThxrI/AAAAAAAAAbo/61I57KRO9T4/s72-c/Brenda_York_girl_and_bird_Oil_on_canvas2007_12_7x12_7cm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-4530672384669344499</id><published>2010-10-05T00:09:00.000-03:00</published><updated>2010-10-05T00:09:45.260-03:00</updated><title type='text'>Palavras Quem Quer Ouvi-las? (V)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TKqWF2dPaVI/AAAAAAAAAbk/QDZobBbxEl0/s1600/_5b8aec049d22113047890-resize_500x.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TKqWF2dPaVI/AAAAAAAAAbk/QDZobBbxEl0/s320/_5b8aec049d22113047890-resize_500x.jpg" width="316" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;Chronos. &lt;/em&gt;Liubov Stepunina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela manhã, não acordo. Pareço renascer, agora ao seu lado, e o dia será bom.&lt;br /&gt;Pelo almoço, voltas para cá. Ressurjo das cinzas que quase me sufocaram, desde que partiste, mas o dia será bom.&lt;br /&gt;Pela tarde, outra vez&amp;nbsp;me perco&amp;nbsp;na fuligem. A paciência quase se esgota, mas cá surge você, e a noite será boa.&lt;br /&gt;Pela noite, pareces ocupada. Ando pra lá e pra cá ansiando por algo – às vezes discutimos, pois não o encontramos –, mas acontece leve beijo, um ou outro abraço, e a madrugada será boa.&lt;br /&gt;Então dormes... morro então.&lt;br /&gt;Acordo, não!, renasço!&lt;br /&gt;Outro dia...&lt;br /&gt;Nova semana...&lt;br /&gt;Hoje vivo por poucas horas quase perfeitas.&lt;br /&gt;Elas me sustentam ao longo do tempo.&lt;br /&gt;Passa tempo, passe logo!&lt;br /&gt;O fim da vida será bom.﻿﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-4530672384669344499?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/4530672384669344499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=4530672384669344499&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4530672384669344499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4530672384669344499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/10/palavras-quem-quer-ouvi-las-v.html' title='Palavras Quem Quer Ouvi-las? (V)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TKqWF2dPaVI/AAAAAAAAAbk/QDZobBbxEl0/s72-c/_5b8aec049d22113047890-resize_500x.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8888678930037034622</id><published>2010-10-03T12:24:00.002-03:00</published><updated>2010-10-03T12:26:10.038-03:00</updated><title type='text'>Palavras Quem Quer Ouvi-las? (IV)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Excerto da Solidão"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="405" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/51pFUv772Jk?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/51pFUv772Jk?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Está tudo bem, amor&lt;br /&gt;apesar dos quilômetros que nos separam&lt;br /&gt;agora&lt;br /&gt;embora a minha disposição tenha s'esvaído em&lt;br /&gt;suas mãos&lt;br /&gt;e com ela&lt;br /&gt;todo o resto desprezado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está tudo bem, amor&lt;br /&gt;é só o mesmo gosto amargo&lt;br /&gt;na boca&lt;br /&gt;e aquelas coisas de sempre que não descem&lt;br /&gt;o sono, o não-beijo, o riso, o não-beijo&lt;br /&gt;este lugar que a cada segundo&lt;br /&gt;parece querer nos matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está tudo bem, amor&lt;br /&gt;seus abraços, carinhos, beijos, olhares&lt;br /&gt;o apoio, tudo está à sua espera&lt;br /&gt;talvez não com tanto calor&lt;br /&gt;talvez menos teso &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;e por isso&lt;br /&gt;pouco envolvente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ontem seria diferente, hoje&lt;br /&gt;é assim, fazer o quê?&lt;br /&gt;Dizer está tudo bem, amor&lt;br /&gt;e seguir sangrando, tentando&lt;br /&gt;quiçá depois de outra semana&lt;br /&gt;ausentes, distantes, arredios&lt;br /&gt;não possamos nos encontrar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe depois de outros mesmos dias&lt;br /&gt;de peso nas costas, lágrimas nas faces,&lt;br /&gt;não consigamos enfim perceber o outro&lt;br /&gt;e dançar no mesmo ritmo?&lt;br /&gt;quem sabe não consigamos,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;aprendamos&lt;br /&gt;a nos enxergar claramente?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8888678930037034622?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8888678930037034622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8888678930037034622&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8888678930037034622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8888678930037034622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/10/excerto-da-solidao-esta-tudo-bem-amor.html' title='Palavras Quem Quer Ouvi-las? (IV)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-1207011618244646914</id><published>2010-09-29T16:26:00.002-03:00</published><updated>2010-09-29T16:26:33.982-03:00</updated><title type='text'>Arpeggi</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="405" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/T7aEgDylZLg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/T7aEgDylZLg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-1207011618244646914?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/1207011618244646914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=1207011618244646914&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1207011618244646914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1207011618244646914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/09/arpeggi.html' title='Arpeggi'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-4906515879330250936</id><published>2010-09-29T14:57:00.000-03:00</published><updated>2010-09-29T14:57:21.774-03:00</updated><title type='text'>Palavras Quem Quer Ouvi-las? (III)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;“&lt;b&gt;Amélia Earhart Invertida”&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TKN8UZvfTjI/AAAAAAAAAbg/g5gfRR06cN8/s1600/Odalisque+with+a+Slave+1840+%E2%80%93+Ingres,+Jean-Auguste-Dominique.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="244" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TKN8UZvfTjI/AAAAAAAAAbg/g5gfRR06cN8/s320/Odalisque+with+a+Slave+1840+%E2%80%93+Ingres,+Jean-Auguste-Dominique.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;Odalisque with a Slave - &lt;/em&gt;Jean Auguste Dominique Ingres&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia tu te queixaste em silêncio: “Café, cafuné, café, cafuné...”, como se estas fossem as minhas únicas preocupações –, e, realmente, devo em algum momento ter dado a entender que não viveria sem eles. Passaram-se os anos...&lt;br /&gt;Hoje, a minha própria voz exige que eu faça em silêncio, o que se minhas mãos não tomassem para si, penso que não seria nunca feito. &lt;br /&gt;Comprar mantimentos, ir à farmácia, cuidar do gato, lavar as roupas, lavar as louças, manter-me disponível para quando chegares e quiseres abraço, pagar contas no banco ou correspondente, arrumar cama, fazer a cama, cuidar das plantas, fazer o jantar, botar o café sobre a mesa, tentar dormir às zero horas e acordar seis e trinta a fim de acompanhar o seu horário, silenciar-me, tornar-me mudo de corpo e alma, e$crever, e$crever, e$crever... nunca os meus próprios escritos.&lt;br /&gt;Cuidar de anúncios, manter em dia contatos, manter limpa a mesa, manter-me saudável, razoavelmente vistoso, para que eu não a envergonhe ou rirá de mim como se eu fora seu inimigo e os outros aliados (aliados são estes que não a querem ou a querem por conveniência?), um desconhecido a parar de fumar, não tocar lábios em álcool, acompanhá-la em festas, deixá-la ir onde quiser ir só, eu só, a e$crever, e$crever, e$crever... nunca o meu epitáfio!&lt;br /&gt;Suster o que falta – o que não falta é explícito – aluguel e algo mais de um pouco que não sei dizer –, manter o pau em repouso – amor só quando lhe der nas ventas –, manter-me calado. &lt;br /&gt;“Limpe o chão! Por que não varro o piso e esfrego o banheiro?”, pergunto-me. “Oh!, piso e banheiro deixo para depois!”, respondo. As caixas ali cheias de minhas coisas: depois; minhas expectativas: depois; meus gritos: jamais!&lt;br /&gt;Ah!, tudo pela grandeza de um simples olhar seu que remeta carinho – ou dois, ou três – ao longo de um dia! Pelo café ligeiro em sua companhia! Pelo almoço de micro-ondas e instantâneo em que tu quase se faz presente! Pelo cafuné breve de sono e logo dormes; pelo afago que só às vezes acontece ou que o sono pesado de pesadelos e cansaço não me deixa sentir! &lt;br /&gt;Vá bem, volte logo, bem, boa noite... e se me disser “eu te amo”, alheia, alegre, generosa!, ganho o prêmio! E se se junta a um olhar, e me sobra um carinho... minhas queixas se calam, minha revolta se cala, silencio-me até emudecer de novo, até que uma nova explosão me delegue novas culpas a que redimir e tudo se inverta – como se tendo o meu quinhão nunca houvera razão para clamores!; até outra nova rara entrega sem gosto o corpo, até outra mesma esmola, até o dia em que as lágrimas me sufoquem e eu não mais acorde para ouvir o seu “bom dia”. Neste dia... não sei o que farás, então... eu... eu, bem... não farei absolutamente nada – algo novo!﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-4906515879330250936?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/4906515879330250936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=4906515879330250936&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4906515879330250936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4906515879330250936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/09/palavras-quem-quer-ouvi-las-iii.html' title='Palavras Quem Quer Ouvi-las? (III)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TKN8UZvfTjI/AAAAAAAAAbg/g5gfRR06cN8/s72-c/Odalisque+with+a+Slave+1840+%E2%80%93+Ingres,+Jean-Auguste-Dominique.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-7318223610729777763</id><published>2010-09-29T13:35:00.001-03:00</published><updated>2010-09-29T13:35:53.294-03:00</updated><title type='text'>Palavras Quem Quer Ouvi-las? (II)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Colcha de Retalhos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TKNqEnmGDWI/AAAAAAAAAbY/lxN3ApjxBSw/s1600/An+Alcoholic,+2003.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TKNqEnmGDWI/AAAAAAAAAbY/lxN3ApjxBSw/s320/An+Alcoholic,+2003.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olho pela fresta da cortina o movimento da rua. Ali onde as vistas alcançam, alço voo. Alcanço com pensamentos o tartamudear do vazio. Será que ela vem chegando; será que ela vem chegando? Não ouço passos. O vento bate no portão e quase entoa um Lá... lá na esquina ninguém surge, há nuvens, as sombras proliferam. O silêncio pode ser prolífero, mas a vida é maior, e os sonhos espreitam tímidos a ansiedade tomar o cedilha da esperança.&lt;br /&gt;Olho pela janela, agora escancarada, flores ao lado, vermelhas e amarelas, parapeito, fios que desvirtuam paralelas. Olho tudo, não avisto nada, suspiro. Estou cego, agora, e a partida é o limite no horizonte. A cor cinza inspira desamor. O azul cintila o clamor do desafogo. O verde, ah!, não seria sensato! Fiquemos onde estamos, pairemos naquelas águas a arrastarem a sujeira dos ratos, tornemo-nos desconhecidos, longínquos, errantes.&lt;br /&gt;Olhe a tez: suada. Veja, o mundo, é algo que pode justificar. A tristeza, o pote, a gota. Quisera enxergar a ampulheta, deixe estar, a punheta – o laço frágil de cetim que nunca fora desfeito e será quebrado. Bote fogo nos papéis, deixe descer pelo esgoto lágrimas que não valem a pena... deixe tudo ruir: o prédio, a rua, a janela, os sonhos, os planos, o mundo, a vida. Deixe-nos ruir! Ranger dentes seja lá o que isto for – vaidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TKNqS0kE5rI/AAAAAAAAAbc/l1KYVWGdXb4/s1600/saudek-7_01934262428E+17.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" px="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TKNqS0kE5rI/AAAAAAAAAbc/l1KYVWGdXb4/s320/saudek-7_01934262428E+17.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ilustrações do artista &lt;/em&gt;Jan Saudek.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-7318223610729777763?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/7318223610729777763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=7318223610729777763&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7318223610729777763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7318223610729777763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/09/palavras-quem-quer-ouvi-las-ii.html' title='Palavras Quem Quer Ouvi-las? (II)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TKNqEnmGDWI/AAAAAAAAAbY/lxN3ApjxBSw/s72-c/An+Alcoholic,+2003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-7618643622722262346</id><published>2010-09-25T13:39:00.005-03:00</published><updated>2010-09-27T11:48:33.510-03:00</updated><title type='text'>Palavras Quem Quer Ouvi-las? (I)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TJ4j-OFx4OI/AAAAAAAAAbU/peBBuZpZGw4/s1600/_2F_images_2F_origs_2F_525_2F_star_gazing_over_borestone_mountain_____5x5_____oil_on_canvas______75.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TJ4j-OFx4OI/AAAAAAAAAbU/peBBuZpZGw4/s320/_2F_images_2F_origs_2F_525_2F_star_gazing_over_borestone_mountain_____5x5_____oil_on_canvas______75.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;Star Gazing Over Borestone Mountain.&lt;/em&gt; Elizabeth Fraser, 2009.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento, hoje, parecia em festa. Rodopiava, espalhava poeira, fazia par em dança com folhas secas, tocava flores de árvores como se quisesse descobrir nalguma fresta ali por perto incomparável elemento que ele perdera de suas vistas quas'etéreas. O vento é caprichoso! Ora toca usando de intensa força, ora exibi suavidade como nenhuma outra há...&lt;br /&gt;O sol, hoje, parecia exasperado. Irradiava com grande ímpeto, iluminava, transpirava, alimentava plantas, castigava a tez dos transeuntes, tomava todo canto como se pretendesse tudo desvelar das sombras a fim de que no mundo nada lhe permanecesse oculto. O sol é caprichoso! Maior paradoxo não existe: vida e fenecer...&lt;br /&gt;A chuva, hoje, parecia solitária. Não deu as caras, recolheu-se nas parcas nuvens, passeava pelos céus em alta velocidade, transmutava-se como massa de modelar, procurava ocupar os espaços e ver através dos vidros dos edifícios – o que haveria por detrás das copas das árvores? A chuva é caprichosa! Quando lhe dá nas ventas, vai por terra; quando não, baita seca!&lt;br /&gt;O rio, o mar, hoje, pareciam afoitos. O tempo todo misturando água em ondas. A correnteza não parou de descer, o mar de bramir, o calor refrescar, a sede matar, o ar renovar. Tinham pressa em se acarinhar! Como se procurassem nas margens e areia as pegadas de Narciso. Mar e rio são caprichosos! Quando cismam, não há quem os contenha...&lt;br /&gt;As montanhas, hoje, pareciam silenciosas – mas também agoniadas. Suas raízes sempre plantadas em terra, sua vontade de sair por aí à procura; à procura de algum&amp;nbsp;sonho de quem elas mesmas não saberiam dizer, apesar de sua imensa sabedoria, precisamente a natureza. Nem sempre é possível falar sobre a perfeição! Por vezes, só se pode sentir, uma pequena porção de sua exuberância... Mas há muita solidão, além de saudades e sabedoria, nas alturas. As montanhas são caprichosas! E naquele silêncio alado, naquele luto insone, as montanhas entoavam mantras pela presença de alguém.&lt;br /&gt;Eu... bem... não sou lá muito caprichoso, mas imperfeito. Falho tanto que às vezes escondo o rosto! Só não deixo de enxergar. Sinto-me feliz por perceber claramente que o vento a rodopiar, sol a iluminar, chuva a espreitar, montanhas a entoar, se assim os fazem apressados, poxa!, é por que vivem à procura dos teus passos. Eles vivem atrás de você!&lt;br /&gt;E, quando a encontram, ah!, faltam palavras a essa massa por aprimorar, para descrever a beleza da perfeição. Não sei se alguém mais vê – passam adormecidos pela mais bela estrela em firmamento encantado! – mas eu, ao fixá-la cortejada pelos elementos, choro, então, ou sorrio!, por amar-te tanto e vê-la como és (não negue...) – sempre tão linda!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; color: black;"&gt;Para Beth Finholdt.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;﻿&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-7618643622722262346?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/7618643622722262346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=7618643622722262346&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7618643622722262346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7618643622722262346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/09/palavras-quem-quer-ouvi-las-i.html' title='Palavras Quem Quer Ouvi-las? (I)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TJ4j-OFx4OI/AAAAAAAAAbU/peBBuZpZGw4/s72-c/_2F_images_2F_origs_2F_525_2F_star_gazing_over_borestone_mountain_____5x5_____oil_on_canvas______75.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-6480696355897685193</id><published>2010-09-09T16:57:00.001-03:00</published><updated>2010-09-09T16:57:51.314-03:00</updated><title type='text'>In This Camp</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;object height="405" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SI6PRMg4l2w?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SI6PRMg4l2w?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quer ir embora?&lt;br /&gt;quer se livrar do frio?&lt;br /&gt;precisa sem demora&lt;br /&gt;acabar comigo&lt;br /&gt;precisa lufada&lt;br /&gt;ar&lt;br /&gt;mofada&lt;br /&gt;alma.&lt;br /&gt;Quer ir embora?&lt;br /&gt;quer partir comigo?&lt;br /&gt;liberdade&lt;br /&gt;solidão&lt;br /&gt;desejo mais&lt;br /&gt;seu beijo.&lt;br /&gt;desejo mais&lt;br /&gt;que morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mata-me.&lt;br /&gt;Ah!, seus olhos ternos,&lt;br /&gt;pastilhas sublinguais&lt;br /&gt;corpo esbelto&lt;br /&gt;cabelos castanhos.&lt;br /&gt;Mata-me.&lt;br /&gt;Ah!, suas mãos trêmulas,&lt;br /&gt;frenéticas&lt;br /&gt;espasmos&lt;br /&gt;fluídos.&lt;br /&gt;Matam-me.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-6480696355897685193?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/6480696355897685193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=6480696355897685193&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6480696355897685193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6480696355897685193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/09/in-this-camp.html' title='In This Camp'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-2512921767676082528</id><published>2010-08-24T03:49:00.000-03:00</published><updated>2010-08-24T03:49:25.010-03:00</updated><title type='text'>Naked Fly</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;object height="405" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fcHVYrcb6As?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/fcHVYrcb6As?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-2512921767676082528?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/2512921767676082528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=2512921767676082528&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2512921767676082528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2512921767676082528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/08/naked-fly.html' title='Naked Fly'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-1790092940878327927</id><published>2010-08-19T12:10:00.008-03:00</published><updated>2010-08-24T03:50:54.245-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nômade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Someday Never Comes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flôr da Pele'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ausência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jack Loondon'/><title type='text'>Please Jack London, Listen To Me...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;&lt;/param&gt;&lt;br /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" height="405" src="http://www.youtube.com/v/nkAuxZiDJ3c?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x234900&amp;amp;color2=0x4e9e00&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;... This is the last train to cross the Alaska range and perhaps Walden. Let my humble person to accompany this latest adventure. And then, only then hand over our bodies full of sorrows of the world to the infinite ocean of Martin Eden.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/param&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-1790092940878327927?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/1790092940878327927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=1790092940878327927&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1790092940878327927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1790092940878327927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/08/please-look-at-jack-london-just-one.html' title='Please Jack London, Listen To Me...'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-7073945728941980305</id><published>2010-08-18T10:01:00.001-03:00</published><updated>2010-08-18T10:01:49.902-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flôr da Pele'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ausência'/><title type='text'>Listen To Henry David Thoreau: Fears and Anxieties are Brethren?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="405" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OFBTYow4YC0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OFBTYow4YC0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-7073945728941980305?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/7073945728941980305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=7073945728941980305&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7073945728941980305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7073945728941980305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/08/listen-to-henry-david-thoreau-fears-and.html' title='Listen To Henry David Thoreau: Fears and Anxieties are Brethren?'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-4767552952807305975</id><published>2010-08-17T11:37:00.001-03:00</published><updated>2010-08-17T15:50:59.587-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lô Borges'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belo Horizonte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ausência'/><title type='text'>Belo Horizonte!? (II)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="405" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Xft0j-ydujg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Xft0j-ydujg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-4767552952807305975?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/4767552952807305975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=4767552952807305975&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4767552952807305975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4767552952807305975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/08/belo-horizonte.html' title='Belo Horizonte!? (II)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-482641856948632820</id><published>2010-08-17T11:24:00.001-03:00</published><updated>2010-08-17T11:35:10.321-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nicole Atkins'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raras Indicações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flôr da Pele'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>My Home is Death's Place</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="405" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8xdkX4z3Q6M?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8xdkX4z3Q6M?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-482641856948632820?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/482641856948632820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=482641856948632820&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/482641856948632820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/482641856948632820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/08/my-home-is-deaths-place.html' title='My Home is Death&apos;s Place'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-2080514333762479910</id><published>2010-08-16T14:33:00.001-03:00</published><updated>2010-08-16T14:34:29.794-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rainer Maria Rilke'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ausência'/><title type='text'>Os Cadernos de Malte Laurids Brigge (II)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;“[...] Eu nunca tinha percebido, por exemplo, que existiam tantos rostos. Há um número imenso de pessoas, mas o número de rostos é muito maior, pois cada uma delas possui vários. Há pessoas que ostentam um rosto por anos a fio, e, obviamente, ele se gasta, fica sujo, rompe-se nos vincos, alarga-se como as luvas que usamos durante a viagem. São pessoas parcimoniosas, simples; não o trocam, nem sequer mandam limpá-lo. Esse é bom o bastante, dizem elas, e quem poderá lhes provar o contrário? Pergunta-se, todavia, visto que possuem vários rostos: o que fazem com os outros? Elas os guardam. Seus filhos devem usá-los. Mas também acontece de seus cães saírem com eles por aí. E por que não? Rosto é rosto.&lt;br /&gt;Outras pessoas trocam os seus rostos extraordinariamente depressa, um após o outro, e os gastam pelo uso. Parece-lhes, de início, que os teriam para sempre, porém, mal chegam aos quarenta, e eis o último. Isso tem, é claro, a sua tragicidade. Elas não estão acostumadas a poupar rostos, o último se gastou em oito dias, tem buracos, está fino como papel em muitas partes, e então, pouco a pouco, revela o que há por detrás dele, o não-rosto, e elas andam com esse não-rosto por aí.&lt;br /&gt;Mas a mulher, a mulher: ela tinha caído inteiramente em si mesma, em suas mãos, diante de si. Foi na esquina da &lt;/em&gt;Rue Notre-Dame-des-Champs&lt;em&gt;. Tão logo a vi, comecei a andar sem ruído. Quando pessoas pobres refletem, não se deve perturbá-las. Talvez lhes ocorra alguma idéia. &lt;br /&gt;A rua estava vazia demais, o seu vazio se aborrecia, tomou o passo debaixo de meus pés e bateu com ele em volta, lá e aqui, como se fosse um tamanco. A mulher se assustou e emergiu de si mesma, de modo rápido demais, brusco demais, de tal maneira que o rosto ficou nas duas mãos. Pude ver como jazia nelas, sua forma côncava. Custou-me um esforço indescritível deter-me nessas mãos e não olhar para o que tinha sido arrancado. Apavorei-me de ver um rosto por dentro, mas tive ainda mais medo da cabeça sem rosto, despida e esfolada. [...]”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(Rainer Maria Rilke &lt;em&gt;in &lt;/em&gt;"Os Cadernos de Malte Laurids Brigge". L&amp;amp;PM, 2009.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-2080514333762479910?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/2080514333762479910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=2080514333762479910&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2080514333762479910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2080514333762479910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/08/os-cadernos-de-malte-laurids-brigge-ii.html' title='Os Cadernos de Malte Laurids Brigge (II)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-7424746371543721849</id><published>2010-08-16T14:14:00.003-03:00</published><updated>2010-08-16T14:34:54.085-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rainer Maria Rilke'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ausência'/><title type='text'>Os Cadernos de Malte Laurids Brigge (I)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;“[...] Aprendo a ver. Não sei a razão, tudo cala mais fundo em mim e não se detém onde sempre costumava se extinguir. Tenho um âmago que desconhecia. Tudo deságua nele, agora. Não sei o que se passa lá.&lt;br /&gt;Hoje escrevi uma carta, e, ao fazê-lo, me ocorreu que faz apenas três semanas que estou aqui. Três semanas em outro lugar – no campo, por exemplo – poderiam ser como um dia; aqui, são anos. Não quero mais escrever cartas. Por que deveria dizer a alguém que estou me modificando? Se me modifico, deixo de ser aquele que era e passo a ser algo diferente do que até agora fui, e então é evidente que deixo de ter conhecidos. E a pessoas estranhas, a pessoas que não me conhecem, é impossível escrever. [...]”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Rainer Maria Rilke &lt;em&gt;in &lt;/em&gt;"Os Cadernos de Malte Laurids Brigge". L&amp;amp;PM, 2009.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-7424746371543721849?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/7424746371543721849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=7424746371543721849&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7424746371543721849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7424746371543721849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/08/os-cadernos-de-malte-laurids-brigge-i.html' title='Os Cadernos de Malte Laurids Brigge (I)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-7781578948434130894</id><published>2010-06-16T15:50:00.004-03:00</published><updated>2010-06-17T14:23:31.008-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flôr da Pele'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aldous Huxley'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vizinha Míope'/><title type='text'>Quem Não Conhece uma Vizinha Míope?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;Aldous Huxley, em seu “O Gênio e a Deusa”, dizia que a prosa (ou a literatura de ficção de um modo geral), jamais seria o perfeito espelho da vida. Segundo ele, o romance faz sentido, enquanto a vida nenhum sentido faz. Concordo com o Huxley – dos meus autores preferidos! –, mas, durante anos seu pensamento me perseguiu. Afinal, a prosa é o “lugar” onde mais me sinto confortável, e considero o escritor também o registro do seu tempo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;Mesmo não vendo lá muitas qualidades em minha prosa, desejava à grande provar a mim mesmo que Aldous Huxley estava enganado! Procurei, escavei, flutuei... e não consegui encontrar a personagem perfeita – aquela que se aproximasse ao máximo da expressão da realidade; uma personagem tão sem sentido, que a &amp;nbsp;linha a separá-la entre o mundo concreto e a ficção fosse quase imperceptível.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;Depois de tantos anos e buscas, quando estava prestes a desistir, eis que surge ela, a personagem perfeita – embora estivesse sempre à espreita –, saída da realidade para a ficção: a minha Vizinha Míope.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;Sei que cada caro amigo a ler este post, saberá apontar a sua própria vizinha míope a lhe espreitar os passos, e tecer comentários tão agradáveis quanto as anônimas colocações que brindam a blogosfera. É para a minha Vizinha Míope, no entanto, que dedico as primeiras linhas de uma série de publicações homônimas – e, por favor, não a tomem de mim!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;Ah!, Vizinha Míope que observa das janelas do mundo: é por você que escrevo! Posso tentar me convencer de que escrevo para o meu deleite, desafogo, arroubo, ou mesmo para o entretenimento ou tédio dos leitores, porém, Vizinha Míope sempre a esquecer seus óculos pelos cantos da casa, é sua imagem que me vem à mente quando me sento na cadeira com lápis em mãos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;O que dirá a minha Vizinha Míope? Gostará deste texto? Preferirá o outro? E se escrevê-los desta ou daquela maneira? Agradará à Vizinha Míope uma poesia, ou estará ela com bons olhos para a prosa? Qual estilo é o seu preferido? Ou preferirá estilo algum?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;Ah!, Vizinha Míope, quando me dou conta de que as linhas continuam vazias, e o peso no peito ainda grita por liberdade!, não mais vacilo. Digo: dane-se Vizinha Míope! É justamente pelo seu contrariar que escreverei! E não adianta derramar lágrimas, debruçar-se melhor na janela para apontar o palavrão que eu dissera, agitar a língua incansavelmente em direção ao céu da boca, mover os dedos na velocidade que a artrite lhe permite – como um polvo reumático a escorregar e buscar equilíbrio sobre a baba do tubarão no fundo do mar –; nada disso mudaria a minha resolução: o teu desgosto, Vizinha Míope, é o meu prazer!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;Sei que clamas por justiça aos quatro ventos, desejosa de que eu nunca mais risque palavras sobre o papel. Mas se o faz, Vizinha Míope, sei agora: é porque me amas!, e me quer só para ti.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-7781578948434130894?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/7781578948434130894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=7781578948434130894&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7781578948434130894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7781578948434130894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/06/quem-nao-conhece-uma-vizinha-miope.html' title='Quem Não Conhece uma Vizinha Míope?'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-7486160486158398123</id><published>2010-06-11T11:44:00.002-03:00</published><updated>2010-06-11T11:47:39.746-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flôr da Pele'/><title type='text'>Reformas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproveitando o ensejo de&amp;nbsp;algum intruso dos tempos digitais ter modificado&amp;nbsp;o layout do blog,&amp;nbsp;e tornado impossível chegar à face que ele tinha dantes, declaro que a casa se encontra em reformas. Em breve os posts já publicados estarão de acordo com o novo formato, bem como novas publicações já estão no "prelo".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agradeço aos visitantes pela paciência e compreensão - algumas postagens mais antigas ainda figuram com arranjos&amp;nbsp;bastante grotescos! Até a volta, de cara nova, e senha idem!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-7486160486158398123?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/7486160486158398123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=7486160486158398123&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7486160486158398123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7486160486158398123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/06/reformas.html' title='Reformas'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8079222501421446913</id><published>2010-06-06T12:14:00.004-03:00</published><updated>2010-06-11T11:18:46.618-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Someday Never Comes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Someday Never Comes #4</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="364"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Bqvcmud3LFQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Bqvcmud3LFQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8079222501421446913?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8079222501421446913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8079222501421446913&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8079222501421446913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8079222501421446913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/06/someday-never-comes-4.html' title='Someday Never Comes #4'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-2329944015120277645</id><published>2010-06-06T12:12:00.003-03:00</published><updated>2010-06-11T11:23:11.827-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Someday Never Comes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Someday Never Comes #3</title><content type='html'>&lt;object width="490" height="364"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/b3V8EznD4Jo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/b3V8EznD4Jo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="490" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-2329944015120277645?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/2329944015120277645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=2329944015120277645&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2329944015120277645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2329944015120277645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/06/someday-never-comes-3.html' title='Someday Never Comes #3'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-9011801491375329502</id><published>2010-06-05T15:08:00.005-03:00</published><updated>2010-06-11T11:23:29.415-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Someday Never Comes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Someday Never Comes #2</title><content type='html'>&lt;object width="490" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jhdFe3evXpk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jhdFe3evXpk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="490" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-9011801491375329502?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/9011801491375329502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=9011801491375329502&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/9011801491375329502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/9011801491375329502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/06/someday-never-comes-2.html' title='Someday Never Comes #2'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-4209628604500649421</id><published>2010-06-05T15:04:00.006-03:00</published><updated>2010-06-11T11:23:42.138-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Someday Never Comes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Someday Never Comes #1</title><content type='html'>&lt;object height="360" width="490"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7jO99LxBSy8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x234900&amp;amp;color2=0x4e9e00&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7jO99LxBSy8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x234900&amp;amp;color2=0x4e9e00&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="490" height="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-4209628604500649421?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/4209628604500649421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=4209628604500649421&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4209628604500649421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4209628604500649421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/06/someday-never-comes-1.html' title='Someday Never Comes #1'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-1409934542707670895</id><published>2010-06-02T10:17:00.002-03:00</published><updated>2010-06-10T13:06:11.762-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Sem Fronteiras (II)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me perfeitamente de grata surpresa que tive aos 13 anos, quando a minha mãe foi sorteada num concurso, cuja premiação constituía uma coleção de livros sobre arqueologia. Na época eu estava nos primeiros momentos de fissura pela leitura, e, embora preferisse os clássicos juvenis de aventura – Jack London, Coleção Vaga-Lume, Monteiro Lobato, Alexandre Dumas – qualquer novidade literária era acolhida por mim com grande prazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada livro daquela coleção abordava determinada civilização antiga. Suméria, Grécia do Paternon, Astecas, Maias, Incas... eram doze os volumes e a memória não guardou os motes dos demais estudos. Confesso que, naquele primeiro momento, a “linguagem” essencialmente didática dos livros não me agradara. Anos depois voltaria a ter com os volumes, porém, jamais me esqueceria dos títulos dos quatro livros que eram ofertados como complemento à coleção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que primeiro chamou a minha atenção nos volumes complementares, foi a capa em lona vermelha – enquanto o dourado imperava sobre os livros de arqueologia. Em segundo lugar, aquele símbolo desconhecido – viria a saber o seu nome pouco tempo depois: suástica – assustava-me um bocado e inexplicavelmente. Os títulos: Os Manequins Nus, Os 186 Degraus, Médicos Malditos, O Julgamento de Nuremberg.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li aqueles quatro livros em poucas semanas. Foram agente de emoções profundas e tão grande impacto que até hoje, ao fechar os olhos e puxar pela memória, lembro-me de grandes trechos e das fotografias a ilustrarem os parágrafos. Sentia várias coisas após a leitura, mas, talvez, vergonha fosse o sentimento que sobressaía. Envergonhava-me saber que no mesmo século em que eu nascera – pouco mais de três décadas apenas! – ocorrera massacre de tais proporções.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Impressionava-me saber, dentre tantas outras informações, que mesmo algum dos ditos salvadores daquele povo que fora a maior vítima de tão funesta tirania, livrara os sobreviventes das celas como quem cumpre desagradável obrigação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quis descobrir o motivo para que aquele povo tivesse sido tão maltratado – hoje sei que não são necessários motivos muito fortes para que se pratique a degradação. Li bastante sobre a História e Cultura daquele povo. Passei a admirá-lo profundamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, tal admiração, junta-se ao respeito que sinto por todos os povos. Não se trata de uma questão religiosa – instituições religiosas: um desastre! – ou mesmo de filosofia pessoal, mas algo que parte de convicção mais simples ligada à observação e à biologia: não há grandes diferenças entre os “povos”; somos uma só humanidade espalhada pela Terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez por preservar tal convicção, respeito, admiração, é que me sinta tão revoltado ao me deparar com atos tresloucados de politicagem, que, à par de qualquer possível ética, buscando unicamente dar vazão e resguardo aos interesses de tão poucos – interesses estritamente mercantilistas, eu diria – ocasionam consequências tão nefastas as quais sequer conseguimos explicar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além dessas óbvias consequências, revolta-me uma outra, não tão perceptível a curto prazo e primeiras vistas. Ao darem vazão aos seus atos de politicagem, e repercutirem tantos equívocos mórbidos, os poucos que regem o mundo e se sentem seus donos, incitam as diferenças, dando supostos argumentos àqueles que já eram preconceituosos. O preconceito, portanto, encontra prerrogativas para se perpetuar. Espalha-se como erva daninha e compromete uma primavera que nunca mais chega.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-1409934542707670895?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/1409934542707670895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=1409934542707670895&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1409934542707670895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1409934542707670895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/06/sem-fronteiras-ii.html' title='Sem Fronteiras (II)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-2145341043273020254</id><published>2010-06-01T15:14:00.006-03:00</published><updated>2010-06-10T13:05:54.839-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Sem Fronteiras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cada dia me convenço mais e mais do quanto a organização social baseada&amp;nbsp;no mercado, na economia,&amp;nbsp;na atual política, é, desde os seus princípios mais básicos, o que há de mais nocivo ao ser humano. Apenas o próprio ser humano poderia ser ainda mais nocivo contra si próprio. Sigo me recusando a falar a sério sobre política. Política, esta entidade que se tornou alheia à nossa vontade, não merece que se fale a sério sobre ela.&lt;br /&gt;Obviamente respeito opiniões que divirjam desta minha resolução. Cada casa é um caso! Que apresentem suas ideias e debatam a questão: já é alguma coisa! Só peço que não icem ao meu nariz qualquer bandeira do que houve no passado - por mais recente que seja esse passado. Um holocausto, o gueto, a câmara de gás, não justificam o perpetrar de outros crimes semelhantes. E não me refiro especificamente a um povo, visto que este também será prisioneiro, como qualquer outro, do tipo de organização social a que nos rendemos. Refiro-me aos governos, que agem à revelia do povo, em defesa de interesses pessoais.&lt;br /&gt;Segue na íntegra, com os devidos créditos e autorização concedida, uma crônica colhida no blog &lt;a href="http://terramagazine.terra.com.br/"&gt;Terra Magazine&lt;/a&gt;. A autoria e de &lt;a href="http://maierovitch.blog.terra.com.br/"&gt;Wálter Fanganiello Maierovitch&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Israel consuma crime de guerra à luz do Direito Internacional.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Nada aconteceu por acaso. Faz duas semanas que o assunto, em todos os cantos de Israel, era a chegada de algumas embarcações turcas, com partida pelo porto de Chipre, trazendo auxílio humanitário à Faixa de Gaza e, a bordo, o xeque Raed Salah, líder islâmico da comunidade árabe-israelense.&lt;br /&gt;Raed Salah, por sorte, está vivo e a sua morte, seguramente, levaria a uma nova intifada.&lt;br /&gt;O ataque promovido por Israel em águas internacionais e a vitimar passageiros de embarcações que não tinham propósitos bélicos, mas humanitários, caracteriza crime de guerra, à luz do Direito Internacional. Além, evidentemente, de estupidez de matriz nazifascista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. No Direito Internacional aquele (Israel) que toma a iniciativa de um ataque não pode alegar atuação em legítima defesa. Além da iniciativa, o ataque foi desproporcional.&lt;br /&gt;Por outro lado, havia outra forma de promover uma blitz nas embarcações, para verificar sobre eventual transporte de armamentos e presença de terroristas.&lt;br /&gt;A mera presença nas embarcações de representantes de uma organização não governamental (IHH- de solidariedade a palestinos em face do desumano bloqueio imposto na Faixa de Gaza) descaracteriza situação de legítima defesa. Caracteriza, isto sim, intolerância e injusta agressão. Na verdade, um estúpido ataque noturno que coloriu o mar de cor de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Todo mês o governo direitista do premiê Netanyahu — que conquistou o poder graças a uma união com extremistas e levou para a pasta de relações internacionais um irracional que já prometeu afogar todos os egípcios — mostra à comunidade internacional como se pratica terrorismo de Estado.&lt;br /&gt;Mais uma vez, Israel promoveu terrorismo de Estado.&lt;br /&gt;Quando da visita do vice-presidente norte-americano a Israel, o premiê Netanyahu fez a provocação ao anunciar a construção de casas populares em área ocupada militarmente em Jerusalém Leste.&lt;br /&gt;O professor Noam Chomsky, notável e respeitável professor de universidade norte-americana, foi detido e submetido a interrogatório humilhante. Isto por ter entrado em Israel depois de uma visita à Jordânia. Chomsky, por evidente, não é nenhum terrorista. Sua única arma é a escrita e a sua força decorre do prestigio das suas obras e artigos.&lt;br /&gt;Poucos dias atrás, o ultranacionalista Avigdor Lieberman recebeu a visita do embaixador turco (até então país amigo e distante do conflito) e o humilhou: colocou a cadeira do convidado em nível bem abaixo da sua e arrancou do gabinete a bandeira da Turquia, na frente do visitante.&lt;br /&gt;Avigdor Lieberman tem uma mente tortuosa. Ele já virou notícia por ter, antes de assumir o cargo, viajado à Bielo-Rússia para se aconselhar com o ditador Aleksandr Lukashenko.&lt;br /&gt;O ultranacionalista Avigdor, nascido Evet Lieberman, apelidado Yvette ou Leonid, tornou-se, pelo seu partido Yisrael Beiteinu (Nossa Casa Israel), o fiel da balança na formação do novo governo israelita.&lt;br /&gt;Aos 51 anos e nascido na então república soviética da Moldávia, Lieberman conseguiu 1 milhão de votos de imigrantes russos e seu partido conquistou 15 cadeiras no Parlamento, transformando-se no terceiro maior.&lt;br /&gt;Avigdor deixou a Moldávia em 1978 e, em trinta anos de Israel, apesar das denúncias de corrupção e de uma filha acusada de fraudes fiscais, integrou o gabinete do premiê Ehud Olmert (anterior a Netanyahu e marcado pela corrupção), num decorativo Ministério de Ações a Longo Prazo.&lt;br /&gt;Algumas frases desse fanático de turno são preocupantes. 1 Devemos mandar o Hamas para o paraíso. 2 Vamos bombardear a represa de Assuã para inundar o Egito. 3 Precisamos fazer em Gaza aquilo feito por Putin na Chechênia. 4 Abu Mazen é um incompetente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Israel não aceita a jurisdição do Tribunal Penal Internacional criado pelo Tratado de Roma e com competência para julgar crimes de guerra, contra a humanidade e genocídios. Como o país integra as Nações Unidas, espera-se que o Conselho de Segurança imponha sanções pelo mar de sangue que acabou de promover e cujo número de mortos está, até agora, estimado em dez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. A esquerda israelense, que afundou nas últimas eleições — o Meretz (pacifistas) teve de torcer pelo Kadima (centro-direita) e os trabalhistas perderam representatividade —, se fortaleceu depois do covarde ataque às embarcações humanitárias dispostas a furar pacificamente o absurdo bloqueio imposto a Gaza.&lt;br /&gt;Já se fala e se exige a queda do premiê Netanyahu e de todo o seu gabinete, por consequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Israel, que não tem uma Constituição escrita e mantida a direita extremista no poder do Estado hebreu, certamente, continuará a indignar os que lutam pelo respeito aos direitos naturais do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Wálter Fanganiello Maierovitch&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-2145341043273020254?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/2145341043273020254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=2145341043273020254&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2145341043273020254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2145341043273020254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/06/sem-fronteiras.html' title='Sem Fronteiras'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-4704837916802429795</id><published>2010-05-26T13:36:00.006-03:00</published><updated>2010-06-11T11:21:58.761-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pobre Resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literalidades'/><title type='text'>Simple Plan</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="490"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QFMreSQlh-s&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/QFMreSQlh-s&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="490" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pedro The Lion é a banda de indie rock hoje inativa, formada em 1995, na cidade de Seatle, pelo multi-instrumentista David Bazan. Tratava-se apenas de um de seus projetos e visava a interpretação musical dos livros "Nove Estórias", de J.D.Salinger, e Sangue Sábio, de Flannery O'Connor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre o primeiro livro nada direi. Quem vasculhar os posts antigos desse blog, encontrará várias menções a Salinger - autor cujas obras não me canso de ler, e que, a cada nova leitura, ensina-me muito sobre valores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto à Flannery O'Connor, e seu "Sangue Sábio", devo confessar que não conhecia, e procurei saber mais a respeito motivado justamente pela música do Pedro The Lion. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O citado livro, publicado em 1952,&amp;nbsp;e tido por muitos como uma releitura da literatura gótico-sulista estadunidense, relata a trajetória de Hazel Motes, filho de um pastor evangélico, e que tinha como destino herdar a congregação e&amp;nbsp;dar prosseguimento às pregações&amp;nbsp;do pai. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua trajetória muda&amp;nbsp;radicalmente quando Hazel é obrigado a lutar numa das muitas guerras já travadas. Ao voltar para a sua cidade natal, Hazel perdera toda e qualquer fé. O pai falecera e ele decide não seguir seus preceitos. Funda uma nova igreja - a Igreja Sem Cristo -, "onde o cego não vê, o aleijado não anda, e o que está morto assim permanecerá". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro parte da premissa de que o homem nasce e morre só, e o que salta às vistas em "Sangue Sábio", é justamente a solidão dos&amp;nbsp;parcos personagens. Outro deles que merece destaque,&amp;nbsp; e evoca justamente tal solidão, é Enoque Emery - jovem que fora obrigado pelo pai a procurar melhores condições de vida na capital, e que, &amp;nbsp;após 2 anos ali residindo, não conseguira estabelecer nenhuma amizade. Sua solidão é também expressa pela inexplicável raiva que ele sente pelos animais nas jaulas do&amp;nbsp;zoológico&amp;nbsp;onde&amp;nbsp;Enoque trabalhava. Também ele haverá de "converter-se em nada,&amp;nbsp;ao invés de entregar-se ao bem ou ao mal".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora apresente uma ou outra inconsistência, a leitura vale a busca em sebos (não foram muitas as edições desse livro), sobretudo por sua atualidade. A música de Pedro The Lion, no entanto, independente do que se possa dizer sobre ela - ou eu mesmo possa pensar -, é que não me sai da cabeça... existirá algum antídoto? Talvez ouvir Radiohead?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object height="344" width="490"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZSAgkRpCLvM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ZSAgkRpCLvM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="490" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-4704837916802429795?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/4704837916802429795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=4704837916802429795&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4704837916802429795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4704837916802429795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/05/simple-plan.html' title='Simple Plan'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-1782958589460772411</id><published>2010-04-29T13:05:00.007-03:00</published><updated>2010-06-11T11:28:20.166-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nômade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Belo Horizonte!?</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TBJHRGozinI/AAAAAAAAAZA/DjpBOlG0Of4/s1600/chagallllll.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="245" qu="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TBJHRGozinI/AAAAAAAAAZA/DjpBOlG0Of4/s320/chagallllll.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quando surgiram as primeiras rústicas construções da aldeia que um dia se tornaria capital das Minas Gerais, a parca e pobre população contava apenas com a agricultura de subsistência e atividades pastorais para sobreviver. Antes ainda da Revolução Industrial, diz-se que logo a artesanal maneira de os locais lidarem com a terra enxergou no algodão boa alternativa. A região montanhosa, novecentos metros acima do nível do mar, cercada pela natural moldura da Serra do Curral, era perfeita para tal cultivo. Os habitantes ainda descobririam a extração de minério de ferro, bronze, granito e calcário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apenas no final do século XVIII, porém, Belo Horizonte nasceria sob as estruturas pelas quais hoje ela é conhecida. Não vale a pena citar o nome dos pioneiros políticos que deram vazão aos projetos para construção da primeira cidade brasileira planejada – nunca vale a pena citar nomes de políticos –, mas os fundadores foram grandemente influenciados pelos positivistas, Haussmam, e ideais republicanos que imperavam naquela época.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por volta de 1940, devido ao estrondoso crescimento populacional – aquela pequena aldeia levava a sério o dito do crescimento e multiplicação e agora comportava cerca de setecentos mil habitantes –, os governantes acharam por bem mudar um bocado os planos estruturais da capital. Surgiu então a influencia modernista expressa pela art-dèco (Bauhaus) – e os arranha-céus substituíram as árvores. Trata-se da única cidade brasileira de arquitetura inspirada pelo dito. Se bem que a metrópole excedeu em muito o centro, onde se pode ver tal influência, e planejado para ser a íntegra do município.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Belo Horizonte (!?) ainda passaria pelas mãos do famoso Juscelino Kubitschek (ops!: a gente sempre acaba citando os infelizes políticos!), que chegaria à presidência e endividaria o país para construir a bela Brasília. Em começo de carreira, foi prefeito da capital mineira, com a alta aprovação popular que caracteriza a sua jornada, e seu espírito construtivista o levou a conceber a Lagoa da Pampulha. Trata-se de um dos principais cartões postais e ainda hoje é essencial para o equilíbrio da umidade relativa do ar da zona nobre. Tal obra teve a bela participação de Oscar Niemeyer, Burle Marx, Ceschiatti. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, só na capital, vivem quase dois milhões e meio de pessoas. A região metropolitana é o terceiro maior aglomerado populacional do Brasil, contando com cerca de cinco e meio milhões de habitantes, incluindo os descendentes diretos e indiretos dos principais imigrantes a terem desembarcado por essas bandas – portugueses, italianos, espanhóis – a enfrentarem temperaturas médias entre os quinze e trinta e cinco graus. Se bem que, no mesmo dia, já testemunhei os termômetros marcarem os quarenta e dois e à noite descerem aos doze graus. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia desses, não resistindo aos apelos de certos conhecidos, pus-me a caminhar e tomar os vertiginosos ônibus que cortam as ruas da capital mineira, em direção a certa galeria de arte. Ali estavam expostos inúmeros trabalhos do “modernista” Marc Chagall.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Vá lá ver o Chagall!”, disseram, e eu, acreditando se tratar de alguma sessão mediúnica, ansioso quanto a um encontro com o artista através do corpo de algum espírita, lá fui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Decepcionei-me logo de cara: não se tratava de mesa branca e encorporação. Já que estava ali, porém, resolvi bater perna e admirar as obras do Chagall. Surpreendi-me: haviam belos trabalhos. O que não esqueceria jamais, no entanto, foi a reação de determinada observadora – síntese da reação da maioria dos presentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As salas de tal galeria estavam lotadas. Além do sem-número de obras do Marc Chagall, haviam também algumas esculturas do Rodin. Os visitantes admiravam as obras andando em lenta fila. Não costumo ficar alerta às conversas alheias, mas a pequena distância quase que inviabilizava minha usual indiferença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Que trabalho sensual!”, dizia pela terceira vez a admiradora que me seguia, quebrando de vez as minhas reservas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Será que ela está na mesma exposição que eu?”, perguntava-me, pois via belos traços naquelas figuras, mas nenhuma sensualidade. “Teria eu me tornado por demais insensível?” &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Provavelmente sim, pois o acompanhante da moça, figura dos seus 30 anos que não tirava a mão do queixo, como se cofiasse inexistente cavanhaque, e não descruzava o outro braço, simplesmente meneava afirmativamente perante as consideração reiteradas da amiga. Nada dizia. Apenas meneava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi quando chegamos à obra retratada na imagem do início do post. Olhei-a e rapidamente dei lugar ao casal: estava curioso e a expectativa crescia a cada segundo. O que diria minha casual parceira de fila? O jovem que a acompanhava parecia torcer para que ela não repetisse sua usual sentença. Ele podia não suportar aquilo e suas intenções – parecer inteligente e culto, levá-la para a cama, ser apresentado a algum amigo homossexual da acompanhante –, poderiam ruir por alguma resposta mal-recebida. Ele a observava sofregamente e redobrara o comichão do queixo. Os minutos passaram...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Que desenho sensual!”, não resistiu a observadora de artes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A seguir houve o frenético menear afirmativo do rapaz, quase que a balançar o pênis de dois metros que não se vê na figura, mas tenho certeza: lá está! Não costumo bem receber a nudez masculina, mas posso garantir que o meu conceito do que é ou não sensual está muito ultrapassado. Preciso me atualizar para bem viver esta temporada na capital do belo horizonte – quiçá no mundo!?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ensaio publicado originalmente no &lt;a href="http://renascimentolusitano.blogspot.com/"&gt;O Bar do Ossian&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-1782958589460772411?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/1782958589460772411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=1782958589460772411&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1782958589460772411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1782958589460772411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/04/belo-horizonte.html' title='Belo Horizonte!?'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/TBJHRGozinI/AAAAAAAAAZA/DjpBOlG0Of4/s72-c/chagallllll.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-1458431623155376637</id><published>2010-04-29T12:37:00.009-03:00</published><updated>2010-06-11T11:29:30.014-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rótulos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flôr da Pele'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vizinha Míope'/><title type='text'>Leituras e Rótulos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seriam os rótulos o maior legado do artista? A cada par de passos, a cada interpretação dos estranhamentos, a cada nova leitura, ouço – ou já escutei: ateu, cristão, anti-cristo, satanista, vagabundo, workaholic, comunista, capitalista, niilista, anarquista, pessimista, positivista, hippie, yuppie, beatnik, naturalista, nudista, exorcista, bruxo, místico, cético, agnóstico, metafísico, cientologista, zen-budista, dionísio, hades, infomaníaco, bipolar, realista, sonhador, utopista...&lt;br /&gt;Sei que há vários outros rótulos que a memória deixou escapar... muitos ainda hão de surgir: creio que nem a terra há de devorá-los junto com o corpo que um dia tomará de volta. Só atingido por&amp;nbsp;balas de metralhadora deixaria esmorecer a minha voz – substantivos passam por mim como o vento atua sobre meus dedos quando já não há mais forças neles para mover a caneta. Só eu conheço o meu inexistir único.&lt;br /&gt;Perante o ato de rotular sempre me lembro de Lao Tzé e seu pensamento cuja citação pode vir até mesmo a me promover outros rótulos:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Através de uma brecha na porta se tem visão restrita. Olha-se de dentro para fora. A contemplação é limitada subjetivamente. Um homem relaciona tudo a si mesmo e é incapaz de se colocar no lugar do outro e compreender os motivos de sua ação. Isso é apropriado a uma boa dona-de-casa, cuja função não requer bom entendimento dos assuntos do mundo. Para um homem que atua na vida pública, esse modo egoísta e limitado de ver as coisas é evidentemente nefasto.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object height="334" width="490"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/u3S6ycTvuyI&amp;amp;hl=en_GB&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/u3S6ycTvuyI&amp;hl=en_GB&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="490" height="334"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-1458431623155376637?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/1458431623155376637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=1458431623155376637&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1458431623155376637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1458431623155376637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/04/leituras-e-rotulos.html' title='Leituras e Rótulos'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-6423148379260291326</id><published>2010-04-24T12:16:00.004-03:00</published><updated>2010-06-17T14:14:12.787-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Camarada Ieve'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Interpretação'/><title type='text'>CAMARADA IEVE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto de pensar no universo como um daqueles palácios de arte que comportam inúmeros palcos teatrais. Existem atores em número suficiente para encenar as mais variadas tramas e nunca deixar os palcos desocupados – embora em todas as plateias apenas eu ocupe as cadeiras. Permaneço ali sentado independente do que esteja sendo encenado. Comédia ou tragédia: sempre me divirto!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há atores que não creem na existência de qualquer espectador. Preferem acreditar no vazio das cadeiras. Talvez sustentem tal atitude para que se sintam mais seguros! Outros dizem não amar o observador e sua presença – consideram-na desnecessária. Cumprem seus papéis pensando no próprio deleite, carências, exigências do ego. Raramente se sentem tranquilos o bastante para vibrarem de alegria enquanto decoram e proclamam. Sinto pontinha de dó, mas sigamos adiante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Geralmente considero mais talentosos aqueles que se entregam ao público com o mesmo ímpeto da leitura do roteiro. Independente disso, porém, permaneço ali sentado enquanto encenam ininterruptamente, e a minha única preocupação é me divertir. Não deixo de me divertir mesmo quando me deparo com os inúmeros atores que se sentem donos exclusivos do palco. Tal atitude é até engraçada! Divirto-me como aqueles que observam o ridículo de as pulgas tenderem a impor o seu tempo ao cão. Situações de ridícula infantilidade usualmente são bem divertidas! Rio-me enquanto as pulgas mordem o corpo que julgam de sua propriedade – e exigem sempre mais sangue!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fico imaginando, embora conheça a resposta desde o início de qualquer tempo, até que ponto o cão acha as pulgas divertidas. Aqueles seres minúsculos discutindo metafísica sobre a sua corcunda! Acredito que as tolere, e talvez as ame como a coceira que a princípio dá distração e depois desespero, até o momento em que insuportável se torne o incômodo. Então, num simples mover de pata ou mandíbula, livra-se dos infelizes insetos. E as siphonapteras contavam que aquele mundo cheio de pêlos fosse ostensivamente seu! É divertido... filosofia de arthropoda... mas é claro que o cão também acredita que a mão que o alimenta, e, às vezes, o ajuda a se livrar dos insetos com o uso de algum veneno, por direito lhe pertence.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal mão tem ainda menos escrúpulo de se livrar dos pequenos elementos... até do cão... ou de outros atores... palco... é hilário!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pena que as peças não possam durar eternamente como se poderia supor – ou se protela. Mas, no fim das contas, nada se perde, não é? Aproveita-se tudo noutro teatro – escreve-se outros roteiros. Tudo se acaba apenas quando me entedio. Sinto sono, estendo o braço, apago as luzes. Demoro um bocado, no entanto, a fazê-lo – simples assim! –, pois a possibilidade infinita de novas formas me fascina! Quase que acertaria aquele que me comparasse com o genuíno artista: sempre a buscar novas formas... A matéria de cada ciclo oferece diversidade inúmera! Infinitude muito maior do que poderia supor o tempo das pulgas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Creio não estar entediado... agora... ainda. Até por que ainda consigo dar risadas de coisas tão irrisórias! Como quando insetos, cão, mão que alimenta a todos, e por aí vai, encenam seus papéis de ladainhas sobre eu lhes faltar com amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ahahaha! O que poderia saber o carrapato sobre o amor? É até bonitinho o seu conceito sobre o amor, mas não queira ele aquecer todo o universo, iluminar ou escurecer cada e todos os pormenores de uma só estrela, clamando amor enquanto suga sangue, ladra contra ladrões, inventa venenos contra parasitas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos menores aspectos do Meu Conceito de amor já seria por demais incompreensível para o alcance do raciocínio dos elementos supracitados, em suas atuais formas, e proveria todos os seres daquilo que eles precisam para serem bem-sucedidos. Nesse ínterim, cabe a pergunta: por que clamar por minha interferência todas as vezes que desejam maior volume de sangue?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obviamente, quando a peça encenada não me agrada, interfiro! Sinto uma vontade que brota entre uma e outra estrela, e o vento sopra reagindo sobre os pêlos do mundo onde se exigiu a intervenção, sobre as formas que poderiam originar venenos, sobre o vento menor que sobe a saia da “dona” da mão que alimenta os seus menores camaradas. Mas tal intervenção se dá raramente... apenas quando, com suas próprias ideias retrógradas, elementos erguem intransponíveis muros a impedirem o acesso à plateia e ao palco, encerrarem o artista em seus próprios conceitos e barrarem sua probabilidade de conquistar novas formas, atalharem o encenar dos roteiros que eles mesmos escreveram, peças para as quais o menor aspecto do meu amor provêm de todo o necessário. E é fácil substituir, depois que o vento sopra, o que falta acolá do que excede ali, e manter o equilíbrio das formas! Simples como soprar verbos e sustenidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas clamem! Também essa peça chega aos meus ouvidos, Eu Sou, e amo aquele que me faz carícias... querem sugar seu sangue cada vez mais e por todo o sempre? Não percebem a infinitude à sua espera? Que bonitinho! Seja quem tu és! O que quiserem ser! Divirtam-se!&lt;/div&gt;(&lt;em&gt;Continua...&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima a primeira parte da "crônica-ensaio"&amp;nbsp;que inaugurou&amp;nbsp;a minha coluna eletrônica quinzenal, a ser publicada no &lt;a href="http://renascimentolusitano.blogspot.com/"&gt;O Bar do Ossian&lt;/a&gt;. Conforme forem sendo publicados novos textos, dou notícias, e os replico por aqui após alguns dias. &lt;a href="http://renascimentolusitano.blogspot.com/2010/04/camarada-ieve.html"&gt;Cliquem aqui&lt;/a&gt; para darem um passar de vistas no próprio mencionado sítio!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-6423148379260291326?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/6423148379260291326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=6423148379260291326&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6423148379260291326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6423148379260291326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/04/camarada-ieve.html' title='CAMARADA IEVE'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-7798906574577672811</id><published>2010-04-20T13:59:00.009-03:00</published><updated>2010-06-11T13:35:14.516-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raras Indicações'/><title type='text'>Antologia do Esquecimento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leiam o poema abaixo,&amp;nbsp;logo após&amp;nbsp;a imagem como originalmente o post foi publicado,&amp;nbsp;e entendam por que não há um só dia em que eu não visite o blog &lt;a href="http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/"&gt;Antologia do Esquecimento&lt;/a&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ambersunshower&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/S83Y8aS5nsI/AAAAAAAAAXA/pbEEpzr3jEM/s1600/TRICKY.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/S83Y8aS5nsI/AAAAAAAAAXA/pbEEpzr3jEM/s320/TRICKY.JPG" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora vou falar-te de excessos. Já estive à beira da morte. Pensando no assunto, estamos cada segundo das nossas vidas à beira da morte. A vida é um excesso, o meu nome é excessivo, eu acredito que não acredito em nada, a minha boca é excessiva. Vou contar-te do excesso. Vou contar-te de um corpo pendurado a seis passos do chão, a balouçar como se fosse um ponteiro de um relógio danificado, e o tempo a passar pelos músculos rasgados de tanta força fazerem para trazerem de novo à tona o corpo pendular. Vou contar-te da jóia negra que um dia comi sem saber que tinha SIDA. Nunca fiz o teste, receei o resultado. Vou contar-te de uma coisa parecida com um corpo humano a saltar de um veículo em andamento, numa estrada atlântica ladeada de canaviais onde tantas vezes procurei esconder-me das luas cheias que me açoitavam as hormonas. Vou falar-te de uma orgia a céu aberto, com dois corpos rebolando-se sobre as brasas extintas de uma fogueira apagada, e de como cada um desses corpos ao rebolar-se daquela maneira deixou escrito a carvão, na pele que trazemos sobre a nossa própria pele, o quanto era importante activar todas as glândulas num único sentido: o do excesso que nos faz sentir vivos nem que seja por brevíssimos e esplendorosos e absolutamente únicos instantes. Vou falar-te de uma salada de maconha, respiração boca a boca em pleno deserto, com o mundo inteiro a transformar-se numa miragem. Quando morreres, que te prestem contas pelo que não fizeste. Que a vida te seja proveitosa no céu. A vida é um alvo ao alcance da mira excessiva, a vida é a bala em trânsito. Às vezes compro caixas de lua cheia e devoro-as num segundo, só para sentir o açúcar a embebedar-me o sal do sangue; sempre que bebo, bebo predispondo-me para a bebedeira com que um dia levantei ao ar um caixote do lixo com nome de mulher. Tinha um nome complexo. A revolução acabou de começar, mas é já, como na voz da Shirley Bassey em latitudes diversas, a história a repetir-se. Isso mesmo, a revolução acabou de começar ─ grande expressão! ─ mas é só a história a repetir-se. Tricky em estado epiléptico e eu com os costados atrelados à sacristia, ali todo defeituoso, excessivamente defeituoso, enquanto chovem pingos de suor do tecto do Coliseu. Olha para a capa: podíamos ser nós, se tu fumasses charros e se eu fosse preto. Mas tu és igualzinha à deusa que aparece estampada na capa, és igualzinha com tiros certeiros de fumo respirados boca a boca. Toma lá um bafo, leva-o bem ao fundo dos pulmões, encolhe a respiração, explode de alegria e, faz-me esse favor, não lhe chames artificial. No fundo, é apenas a chama do riso a ser ateada. E nos meus pulmões o ar dos teus pulmões refazendo, como se diz, toda a perspectiva do mundo. Os meus olhos vêem-te por todo o lado sob todas as formas, pelo que tu és igualzinha. E eu mudo-te o nome: Ambersunshower. És igualzinha a um banho de sol em delírio, a uma guitarra distorcendo as ancas que dançam e pulam e giram e se abanam como se quisessem espanar do ar as poeiras que o vento traz. De onde traz o vento todas estas poeiras? Não quero saber. Já preparei a mochila, em breve seguirei por aí à procura de um rumo para os estilhaços espalhados pelo chão. Estou no ir. Há algo no ar que o vento traz, estou no ir. Todas as evidências enterradas, um passado inteiro atirado para a berma da estrada, estou no ir, uma ossada ganhando músculos, desabrochando, os nervos crescendo no corpo como uma flor na terra, sementes de pele rebentando sobre a carne viva, desnascer só pode ser isto, estar no ir, e eu estou a chover dentro de mim próprio para que alguma coisa nova nasça, estou a fecundar as terras do meu corpo para que alguma coisa nele brote, alguma coisa que se possa cultivar sem os cuidados exigidos das hortas lavradas, alguma coisa selvagem, um silvado carregado de amoras, um silvado excessivo onde alguém um dia mergulhará cada um dos seus anseios para de lá sair com o corpo cravado de espinhos, estou a flectir as pálpebras, a revirar os olhos para melhor observar o que dentro me vai impedindo de estar em sintonia com o que está fora, estou no ir. Ambersunshower: para os teus banhos de sol, uma das minhas caixas de lua cheia. Podes ficar com a poesia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O poema acima é da autoria de Henrique Manuel Bento Fialho, assim como o &lt;a href="http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/"&gt;Antologia do Esquecimento&lt;/a&gt; é de sua inteira competência. Lá se encontram os mais variados posts. Resenhas, comentários sobre os mais variados assuntos, poemas de autores que só pude conhecer através das indicações do Henrique Fialho, enfim, gama infindável de textos. Posso até conhecer sítios de qualidade semelhante, mas não de maior qualidade. Depois de algum tempo seguindo o Antologia (desde quando o sítio ainda se hospedava sob outro endereço),&amp;nbsp;ainda não entendo a mágica para que&amp;nbsp;alguém possa ser tão prolífero! E isso&amp;nbsp;apesar de&amp;nbsp;os disparates do&amp;nbsp;camarada Van Zeller (leiam com tempo a "epopéia" no sítio sugerido), dentre os ditos de tantos outros perpetradores de anãs filosofias,&amp;nbsp;atormentar-lhe os pensamentos! E o que dizer dos irritadiços e mal-humorados anônimos? Outra coisa que não entendo é como um poeta e prosador como Henrique Fialho ainda possa passar despercebido por tanta gente...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-7798906574577672811?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/7798906574577672811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=7798906574577672811&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7798906574577672811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7798906574577672811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/04/antologia-do-esquecimento.html' title='Antologia do Esquecimento'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/S83Y8aS5nsI/AAAAAAAAAXA/pbEEpzr3jEM/s72-c/TRICKY.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-3267962982891561493</id><published>2010-04-05T19:44:00.007-03:00</published><updated>2010-06-17T14:06:05.996-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raras Indicações'/><title type='text'>O Bar do Ossian, Mil-Hafre, Entremeios</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Natural, após a indicação do “&lt;a href="http://zaratustratemquemorrer.blogspot.com/"&gt;Zaratustra Tem Que Morrer&lt;/a&gt;” alguns posts abaixo a abrir a série de publicações sobre os weblogs que venho acompanhando, onde o responsável pelo sítio, Victor Hugo, entre tantos textos de qualidade, fala de seus pontos de vista que contrariam o pensamento de Nietzsche, falarmos igualmente dos singulares sítios de um autor que tem a filosofia do alemão como uma das bases de orientação não apenas de sua vida autoral, mas a lhe guiar os passos – é sempre bom ver alguém que não apenas lê livros, ouve músicas, aprecia a arte de um modo geral, mas destarte procura seguir as ideias relevantes com que se depara. &lt;br /&gt;Devo confessar que nesse post faço as vestes do advogado do diabo, pois, dando o ar de uma ou outra brincadeira (o que seria do ser humano se, além de todas as possibilidades de agruras, ele não contasse com alguma medida de humor?), respeitando o pensamento de Nietzsche, e compreendendo a sua contemporaneidade, no entanto, sou obrigado a reconhecer que não concordo com boa parte de suas ideias. &lt;br /&gt;A interrogação ente parêntesis vai para os autores da meia dúzia de comentários e e-mails em tom de ameaça que recebi devido ao dito post que indicava o blog cujo autor discorda de Nietzsche. É com grande alegria que digo a eles, igualmente, a fim de decepcioná-los profundamente, que Nietzsche não é o pai do nacional-socialismo e do nazismo e/ou suas práticas. Os entusiastas do filósofo alemão sabem muito bem separar o que realmente é da autoria de Nietzsche das bedelhadas com fins particulares que terceiros inseriram na obra desse tão debatido filósofo. Antes de darem voz de prisão com suas fardas, pesquisem, leiam, leiam, pesquisem, para que seus dizeres não se resumam a patacoadas. E podem continuar mandando suas carinhosas mensagens: não temo suas investidas! O que seriam dos ideais se aqueles que os sustentam não são&amp;nbsp;fossem dignos de apostar a própria vida em sua defesa ou debate? - já o diria Stendhal. &lt;br /&gt;Seja como for, os caros leitores poderiam perguntar por que cargas d'água, já que não concordo com a maioria das ideias do autor de “Assim Falava Zaratustra”, “A Gaia Ciência”, etc., indico os sítios de alguém que toma o pensamento de Nietzsche como alicerce de suas convicções? Em primeiro lugar: toda unanimidade é burra! - concordo com Nelson Rodrigues. Considero ignorância o fechar de portas a pontos de vista que não os seus, assim como considero blasé, no mínimo, o impor de pontos de vista particulares como se eles fossem a verdade última. Por fim digo que gosto sobremaneira do debate de ideias! É através do confronto sadio entre variados modos de pensar que se aprofunda e se edifica as convicções. &lt;br /&gt;Hoje em dia tomamos o hábito de considerar os debates como se fossem disputas à espada e metralhadora. Considera-se vergonhoso ceder espaço ao ponto de vista alheio. Seria temor de que as convicções se mostrem frágeis? Preserva-se toda sorte de convicções absurdas só pelo hipotético prazer de se sentir “o vencedor”. Seria reflexo da sociedade em que o semelhante deixa de o ser para se tornar em mero concorrente? &lt;br /&gt;Por meu lado, abstenho-me de concorrer... muito pelo contrário, espero sinceramente que surja o pensamento que acrescentará algo às minhas convicções. Convicções essas, aliás, que erigi tomando infinidade de berços como fundamento. Eu não poderia concordar ou discordar de todo o pensamento de Nietzsche, assim como não pactuaria com todo o dito por Spinoza, Kant, Heiddeger... &lt;br /&gt;Obviamente há certos tipos de convicções cujo debate nada ou muito pouco acrescenta às bases que tomo a cada segundo, mas não é o caso de Nietzsche, que ao menos dá-me argumentação exímia para o meu contraditório. Em breve, antes mesmo de dar sequência às indicações de sítios, publicarei um post onde pretendo mostrar de maneira direta alguns desses meus contraditórios à Nietzsche. De qualquer maneira, creio ter justificado razoavelmente o motivo das indicações dos excelentes, e por vezes polêmicos sítios de Vitor Vicente. E que venha à tona o debate!&lt;br /&gt;Tratamos do blog &lt;a href="http://mil-hafre.blogspot.com/search/label/*%20Vitor%20Vicente"&gt;Mil-Hafre&lt;/a&gt; (O Fórum da Lusofonia) e do &lt;a href="http://renascimentolusitano.blogspot.com/search/label/*%20Vitor%20Vicente"&gt;O Bar do Ossian&lt;/a&gt;. Vitor Vicente, atualmente e por tempo indeterminado, afastado das funções de editor da Canto Escuro (casa editorial que levou os dois modestos cantos de minha autoria, além de ímpar catálogo, à publicação e distribuição em Portugal e sabe-se-lá a quantos cantos mais), atualmente concentra-se apenas em seus próprios textos e publica assiduamente nos blogs dos links acima.&lt;br /&gt;Breves comentários sobre o Mil: fórum cuja proposta principal é a interação entre autores lusófonos das mais variadas nacionalidades; valorizar, preservar, enriquecer, debater assuntos diversos sob a ótica daqueles que expressam sua cultura através dos inúmeros sotaques que o português ganha mundo a fora. Visitem o sítio do Mil, leiam os textos e aderiam à proposta, caso queiram. Podem começar pelo trecho no fim do post e depois clicarem &lt;a href="http://mil-hafre.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Quanto ao &lt;a href="http://renascimentolusitano.blogspot.com/"&gt;O Bar do Ossian&lt;/a&gt;, disse que era polêmico, e não explicarei o por quê. Não poderia fazer melhor do que incluir um trecho, indicar o link, e deixar que o leitor diga por si mesmo algo sobre indiferença, amor, ódio, empatia... Seguem os trechos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Português e Vagamundo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha educação foi assente no cisma. Em certo sentido, na suspeita. Em última instância, no culto da repulsa. Alertou-me para os abusos de autoridade como para uma ameaça iminente. Principalmente, nas pessoas dos patrões e das mulheres. Ainda assim, alguns anos mais tarde, dei a volta ao assunto e consegui apaixonar-me por um perfil de patrão e por muitas mulheres. Mas nem sempre foi assim. Antes a palavra (a própria palavra, sem a proximidade física) autoridade provoca-me um asco impulsivo, instintivo. Irracional. Sofria de autoridadofobia. Desdenhava de tudo o que me era imposto, tão-só por se tratar de algo que me chegava de modo imposto. Na escola, excluindo assuntos que me atraíssem magneticamente o espírito, sentia que todas as matérias me queriam metamorfosear; tratando-me, manobrando-me como a um boneco de barro. Leituras obrigatórias nem lê-las, nem vê-las. Lançava esses livros para longe. Lançava-os literalmente da janela do meu quarto. Como quem excomunga. A janela do meu quarto era a minha fogueira. Um belo dia, em plena efervescência adolescente, lancei janela fora O Principezinho de Saint-Exupery. Durante um acesso de asma, arfando, afónico, lancei um maço de tabaco. O maço não terá voltado ao meu quarto. Alguns cigarros, sim. Um a um, casualmente. Ou aos pares, em noites em que o álcool me terá baralhado as contas. O Principezinho regressou hoje, envolto em neve, qual D. Sebastião, nessa neve fora de época que cobriu de branco Barcelona que nem Berlim. O patrono d'O Principezinho, porém, veio para ficar. A fechar a minha fila de livros por desfolhar, tenho a novela Voo Nocturno, de Saint-Exupery. Comprei-a no começo (ou no final, dependendo do caminho de cada um) da Carrer Major de Sarrià; onde há três anos e tal comecei a renascer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É assim o vai e vem dos nossos aeroafectos. Uns partem levados, levantados por anónimos ventos, outros aterram com maior ou menor ansiedade. E ainda há os que, de súbito, inesperados, regressam. Com estes últimos basta partilhar uma pequena-grande paixão. A saber, e no caso, a aviação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Vitor Vicente &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; O Bar do Ossian.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Tranladação dos Ossos de Jorge de Sena&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;De Santa Bárbara chegaram os ossos do poeta que a pátria exilou. Uns pulhas de um assim chamado Ministério da Cultura, que não dão à poesia a mínima importância, ergueram-se a esse gesto como se não se soubesse quanto os poetas detestam, como tantas e tantas vezes foi provado e a paródia eleiçoeira, desta vez, fez promover, não por amor aos versos, certamente, mas para marcar a determinação da pequenez em que todos morrem de fome da fartura enfatuada desta gente. A ocasião, como é comum dizer-se, faz o ladrão, e a estes não escapam as oportunidades que o brio predador lhes aconselha, sujando tudo em volta, dando a tudo o que é grande a represália de sempre, tal como a todos os poetas já fizeram, tal como fizeram ao Botto e agora ao Sena fazem, que esperou mais de trinta anos para que a terra portuguesa de vez o afeiçoasse, notando-se que como clandestino aqui chegou, agora, não pela obra dele ou os seus actos, mas pela solerte ratice da canalha que nunca subirá a púlpitos para pedir desculpa do mal que nos tem feito e à poesia sempre odiará por lhe saber o fantástico poder que a cilindra. Brancos os ossos chegam às exéquias da trasladação que por demais tardou e não há corais de crianças das escolas a entoar-lhe cânticos, não se promove gente a ler-lhe os livros, não se lhe divulga a obra, nem os telejornais abrem com a notícia da chegada justa, a todos convocando não só a que assistam e aprendam, mas que usem a sua arte de música e de palavras para ampliar a verdade e a liberdade, o corpo e os sentidos, a dignidade de resistir a tudo, por mais que o vilipêndio se prolongue e se não salde nunca a dívida. Não é para admirar. De humilhações, exílios e imbecilidades sofreu Jorge de Sena durante toda a vida e este misto de preito e de omissão está na linha do que a pandilha execrável é capaz, tratando-se de dar com uma mão para tirar com a outra, como é próprio do descaramento e do oportunismo que, imparável, os há-de condenar ao esquecimento de nunca terem nome, nem espinha dorsal, nem verticalidade, nem ossos que alguma vez possam passar por nossos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Amadeu Baptista, Cadernos de Poesia Pena Ventosa - Anos L, Porto, Dezembro de &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;2009. Publicado por Vitor Vicente &lt;em&gt;in &lt;/em&gt;Mil-Hafre.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-3267962982891561493?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/3267962982891561493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=3267962982891561493&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3267962982891561493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3267962982891561493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/04/o-bar-do-ossian-mil-hafre-entremeios.html' title='O Bar do Ossian, Mil-Hafre, Entremeios'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-983882661903545949</id><published>2010-04-05T18:00:00.003-03:00</published><updated>2010-06-17T14:28:56.372-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Interpretação'/><title type='text'>Livre Tradução</title><content type='html'>Ter uma vida. Ter um emprego.&lt;br /&gt;Ter uma carreira, uma família.&lt;br /&gt;Ter uma televisão grande... máquina de lavar,&lt;br /&gt;carros, toca-discos, abridor de latas elétrico.&lt;br /&gt;Ter saúde, colesterol baixo, seguro dentário.&lt;br /&gt;Ter prestações fixas para pagar.&lt;br /&gt;Ter uma casa. Ter amigos.&lt;br /&gt;Ter roupas e acessórios que combinam.&lt;br /&gt;Ter um terno feito do melhor tecido.&lt;br /&gt;Se masturbar domingo de manhã pensando na vida.&lt;br /&gt;Sentar no sofá e ficar vendo televisão...&lt;br /&gt;Comer um monte de porcarias...&lt;br /&gt;Acabar apodrecendo no final...&lt;br /&gt;Ter uma família e se envergonhar&lt;br /&gt;dos filhos egoístas que pôs no mundo para substitui-lo.&lt;br /&gt;Ter futuro. Ter uma vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que eu iria querer isto?&lt;br /&gt;Eu escolhi não viver.&lt;br /&gt;E as razões?&lt;br /&gt;Não há razões para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Irvine Welsh &lt;em&gt;in &lt;/em&gt;Trainspotting&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-983882661903545949?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/983882661903545949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=983882661903545949&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/983882661903545949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/983882661903545949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/04/livre-traducao.html' title='Livre Tradução'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-3690032185509167886</id><published>2010-04-05T17:33:00.007-03:00</published><updated>2010-06-17T14:27:31.497-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aldous Huxley'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Teia do Aranha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia desses me espantei ao ler num blog de certo professor de Letras – que lecionava numa das principais universidades do país (muitos a consideram como sendo a principal) –, a sua opinião a respeito do livro “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley. Vale dizer que sempre que alguém me pede a indicação de alguma leitura, costumo, de acordo com a personalidade do ouvinte, indicar ou “O Apanhador no Campo de Centeio”, de Salinger, ou o próprio “Admirável Mundo Novo”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O último se trata de livro que espantou não só o pateta que vos escreve, mas igualmente um sem-número de artistas espalhados pelo mundo. Zé Ramalho, Iron Maiden, Raul Seixas, e tantos outros, tomaram-no como inspiração para suas incursões artísticas em diversos momentos.&lt;br /&gt;Mesmo o citado volume, porém, não poderia me surpreender como o fez o supracitado e renomado professor de letras em seu blog. Disse que, na verdade, Aldous Huxley &lt;em&gt;propunha&lt;/em&gt; à sociedade um modelo sistemático. Eu, que sempre tomei o livro como uma severa crítica do que poderia ser esse modelo – e engolia em seco ao observar muitas das visões de Huxley se confirmarem no mundo moderno –, fiquei estupefato. Admirei-me, pois considerava remota a possibilidade de ainda me surpreender com algo... Teria eu interpretado erroneamente o suicídio do Selvagem no final do livro? Interpretado equivocadamente o tom ácido de toda a estupenda trama?&lt;br /&gt;Meu estupor só encontraria sossego dias depois, quando fui obrigado a atravessar o campus de outra dessas faculdades principais do país, e recebi justamente em frente ao prédio da faculdade de letras, o panfleto cuja imagem incluo logo abaixo. Vale ressaltar que a minha primeira reação ao receber o &lt;em&gt;flyer&lt;/em&gt; foi amassá-lo para depositá-lo em seu devido lugar: a lixeira; porém, logo o apanhei de volta, pois não poderia deixar de partilhar com os fortuitos visitantes tão graciosa concepção do que hoje se aprende maiormente nas instituições de ensino – é claro que conheço pessoas que entraram em universidades cheias de intenções louváveis; de qualquer maneira, já que a intenção é o que vale, segue a imagem como resposta à&amp;nbsp;leitura do professor supracitado quanto ao “Admirável Mundo Novo” - e não se apeguem à má qualidade da imagem:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/S7pHm_dIlaI/AAAAAAAAAW4/yEw0lLK0oWo/s1600/Universit%C3%A1rios.jpg" imageanchor="1" style="cssfloat: left; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" nt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/S7pHm_dIlaI/AAAAAAAAAW4/yEw0lLK0oWo/s400/Universit%C3%A1rios.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-3690032185509167886?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/3690032185509167886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=3690032185509167886&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3690032185509167886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3690032185509167886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/04/teia-do-aranha.html' title='Teia do Aranha'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wlGHf8r4vCE/S7pHm_dIlaI/AAAAAAAAAW4/yEw0lLK0oWo/s72-c/Universit%C3%A1rios.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-4939019674527904899</id><published>2010-03-30T10:50:00.003-03:00</published><updated>2010-06-17T14:08:17.523-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Interpretação'/><title type='text'>Cena 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caminhou até a cozinha, abriu a geladeira, laçou a garrafa. Tomou largo gole d'água. Devolvia o vasilhame à prateleira, quando pensou que melhor seria tê-lo consigo. Fechou a porta do eletrodoméstico, deu as vistas ao redor. A pia cheia de louças por lavar: aquele não era dia para tarefas domésticas executadas à risca! Pensou nos mantimentos que faltava comprar com os parcos trocados que ainda lhe sobravam do último serviço realizado. &lt;br /&gt;Desligou a luz em nome da economia e retornou à sala, onde a frágil iluminação do abajur sobre a mesa; onde o cinzeiro de vidro cor de terra cheio de guimbas, sobre rendas e pequeno tapete de tiras de malha, podia ser visto ao lado de folhas soltas, caderno de rascunho e caderno usado em outro serviço que lhe encomendaram – será que honrariam a palavra e o pagariam por aquela história?&lt;br /&gt;Ele precisava se esforçar para terminar dentro do prazo o número de páginas combinado. Esforçar-se para tirar as derradeiras palavras de fonte quase seca.&lt;br /&gt;Outra vez solta o corpo sobre a cadeira, que range e pendula – precisava de tempo para reformá-la com as próprias mãos –, e posta os cotovelos sobre o beiral de madeira da mesa com tampo de vidro fumê. Observa o castiçal caído sobre a renda, a circunferência do abajur, o cinzeiro que agora tinha a companhia do vasilhame com água, os maços de cigarro vazios – três maços consumidos enquanto consumia o líquido que poderia ser utilizado em suas próprias ideias – o caderno à espera de ideias – o coração aguardava o milagre.&lt;br /&gt;Arrasta o caderno até bem próximo do peito. Empunha o lápis, checa a presença da borracha – teria o gato a usado como brinquedo e a levado até qualquer canto da casa? Não, ali estava a borracha, a folha em branco, o silêncio quebrado por fortuita sirene à distância. E... de novo o silêncio... silêncio...&lt;br /&gt;Assim não era possível! O ritmo de trabalho era de duas horas para cada par de frases! Ele jamais conseguiria cumprir o prazo e deixariam de pagá-lo! Justo agora que já tinha o texto além da metade. Matemática e letras não combinavam: ele não conhecia nada sobre cabala...&lt;br /&gt;“Pense no dinheiro! Pense no dinheiro! Pense nas contas pagas, pense nas suas responsabilidades, pense em tudo o que depende desse serviço terminado...”&lt;br /&gt;Ele pensava, às vezes funcionava, mas agora... o silêncio do grafite pousado, imóvel, inerte, sem peso sobre o papel. Não era possível! Outra vez duvidava de sua capacidade. Outra vez acreditava que os elogiados textos de outrora não passaram de mero acaso; abortos concebidos n'algum tipo de processo de canalização. &lt;br /&gt;Ah!, que saudades dos tempos inconsequentes em que o álcool, a fumaça, a fungada, regiam o ímpeto à criação! A adolescência provara que o melhor é não se preocupar demais – madrugadas a fio ouvindo o macio mover do lápis pelas linhas virgens. O resultado nem sempre era o esperado: a ressaca mostrava qualidade inferior àquela encontrada nas horas ébrias; fumaça, álcool, fungadas, eram bençãos de longínquo passado, porém, as madrugadas do agora sempre remetiam nostalgia dos tempos em que a irresponsabilidade lhe era possível.&lt;br /&gt;Após descontar a frustração em outra ponta a ser feita no lápis, novamente ele se levanta. Caminha até a cozinha...&lt;br /&gt;“Pó de guaraná!”, tenta se sentir surpreendido.&lt;br /&gt;Ele sempre tomava pó de guaraná. Era natural – como se absorvesse algum aspecto da adolescência, porém, sem a culpa que costumava sentir –; o gosto se parecia com o odor da urina do diabo, mas ele conseguia disfarçar o péssimo sabor, dissolvendo a colherada do pó numa xícara de café amargo. Aquilo costumava, por efeito direito ou psicológico, acelerar suas ligações neuronais.&lt;br /&gt;Preparou bule de café, tomou o líquido misturado ao guaraná, mostrou suas caretas ao invisível devido à desagradável experiência do paladar. Caminhou alguns minutos dentro da diminuta cozinha aguardando o efeito almejado. A conta de luz andava nas alturas: ativa o interruptor e retorna à sala, à cadeira em frente ao tampo de vidro, à iluminação morna do abajur. Caderno próximo ao peito sufocado, lapiseira em punho... silêncio. Quisera ele possuir uma arma para puxar o gatilho e espalhar as palavras!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-4939019674527904899?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/4939019674527904899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=4939019674527904899&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4939019674527904899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4939019674527904899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/03/cena-1.html' title='Cena 1'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-6988733110641053360</id><published>2010-03-30T10:46:00.003-03:00</published><updated>2010-06-17T14:09:11.936-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ausência'/><title type='text'>A Volta dos que não Foram II (ou: Antárquico-Regional-Universalismo.)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem sequer tentarei explicar tamanha ausência desde a última postagem nesse blog. Os caros visitantes acostumados com minha (ir)regularidade saberão muito bem encontrar em seu próprio dia a dia alguns daqueles motivos que nos levam a ausentar dos quiméricos lugares onde gostaríamos de estar. Saberão dizer mais sobre os leões que nos privam de liberdade.&lt;br /&gt;Sigamos adiante com o post abaixo, o presente, os futuros. E que o observador saiba tirar proveito do microcosmo e o torne universal! O quê não seria universalista aos olhos do bom entendedor? O meu canto se torna mais afiado ao ouvir o desafinado grito do vendedor de peixes a oferecer em altos brados o produto na feira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-6988733110641053360?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/6988733110641053360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=6988733110641053360&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6988733110641053360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6988733110641053360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/03/volta-dos-que-nao-foram-ii-ou-anarquico.html' title='A Volta dos que não Foram II (ou: Antárquico-Regional-Universalismo.)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-6324955854126675942</id><published>2010-03-29T15:07:00.003-03:00</published><updated>2010-06-17T14:10:13.782-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='On-Line'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escrevendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Interpretação'/><title type='text'>The Death of Pasárgada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Subitamente seu cérebro passou a sugar hábitos doentios de toda a densidade da atmosfera. Talvez ele tenha se habituado, por constante prática, a só&amp;nbsp;digerir as informações&amp;nbsp;a partir de suas experiências traumáticas. Tudo o que se dizia, qualquer reação ao seu redor, fosse qual fosse a ação, havia sempre o questionamento pejorativo que o levava ao conceito ácido e consequente efeito de querer se isolar, sumir, morrer. Ele não&amp;nbsp;conhecia&amp;nbsp;maneira de&amp;nbsp;se libertar de tal vício – e nem sequer podia dizer se realmente quereria se ver liberto. As possibilidades apresentadas pela mente bem que podiam espelhar a realidade; e quase sempre espelhavam! O vício o livrava do mal da frustração. É certo que também assassinava a pureza, mas... e quem não sofre todo tipo de agruras sendo puro? A pureza se tornara uma utopia que jaz sem forças para revirar o corpo dentro do caixão em que a modernidade a encerrara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Trecho do livro "On_Line",&amp;nbsp;texto que me chama da gaveta exigindo minhas horas de sono.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-6324955854126675942?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/6324955854126675942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=6324955854126675942&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6324955854126675942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6324955854126675942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/03/death-of-pasargada.html' title='The Death of Pasárgada'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-402002512172695565</id><published>2010-02-16T20:48:00.002-02:00</published><updated>2010-06-17T14:11:05.192-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raras Indicações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literalidades'/><title type='text'>Zaratustra Tem Que Morrer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este post abre uma série de publicações que, de acordo com o decorrer do tempo – e de minhas inconstantes inserções no blog (a cada dia que passa admiro mais e mais os seres inconstantes), figurarão nesse sítio.&lt;br /&gt;As publicações tratarão de dar notícias a respeito dos blogs e páginas que colhi na Web a fora e venho acompanhando nos últimos tempos. Acho interessante compartilhar tais endereços com os caros e fortuitos visitantes. E que desse modesto contributo possa surgir boas ideias, amizades, trocas...&lt;br /&gt;O primeiro sítio que inabilmente apresento, chamou a minha atenção há cerca de 2 meses. Trata-se do blog de um autor classificado em 3º lugar em certo concurso de contos promovido pela &lt;a href="http://blog.oficioeditorial.com.br/"&gt;Ofício Editorial&lt;/a&gt; (outro blog que acompanho e que figurará em futuros posts).&lt;br /&gt;Gostei do conto, porém, o que mais me saltou às vistas foi o nome do sítio informado aos organizadores do concurso por Victor Hugo de Araújo Barbosa – o criador do blog e autor do conto que pode ser lido &lt;a href="http://blog.oficioeditorial.com.br/2010/01/27/entrevista-com-victor-hugo-de-araujo-barbosa/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. O nome do blog: &lt;a href="http://zaratustratemquemorrer.blogspot.com/"&gt;Zaratustra Tem Que Morrer&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Só pelo nome do blog, já valeria o post. Poxa! Até que enfim encontro alguém que não vai lá muito com as fuças do Nietzsche – ou com seu bigode estilo rabo de gambá! Dia desses explico os motivos que me levam a não pactuar com o pensamento de Nietzsche – ou com parte de suas ideias. No momento creio ser melhor seguirmos concentrados no sítio do Victor.&lt;br /&gt;Pode até ser que um dia, por qualquer que seja a razão, eu deixe de visitar o “Zaratustra...” . Por hora, porém, continuarei assíduo. Transcrevo abaixo dois trechos encontrados no supracitado blog. Leiam os excertos, cliquem nos links, visitem o blog, e me digam se lá não se encontram textos, no mínimo, singulares. Vale a pena conferir se a minha opinião não anda caduca – e que o futuro não corte o meu barato: Zaratustra tem que morrer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O porquê do nome do blog&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;(Victor Hugo de Araújo Barbosa)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns leitores, por vezes, e com razão, param-me e indagam: “Por que seu blog se chama Zaratustra tem que Morrer?”&lt;br /&gt;A pergunta, feita com a mais sincera curiosidade, embaraça-me, pois às portas de completar seu segundo aniversário (sim, dia 25 de Janeiro!), não há nenhum post no blog a respeito disso.&lt;br /&gt;Não que as tentativas certas já não tenham sido executadas. Pelos mais diversos motivos, contudo, o resultado não chega aos olhos dos leitores: ora falta-me criatividade e oportunidade para escrever sobre o assunto, ora meu dedo leve esbarra na tecla Power do teclado fazendo eu perder todo o conteúdo do texto, ora a Providência simplesmente me toma por teimoso e me manda um raio à cabeça. Não é por motivos assim, entretanto, que deixarei de tentar explicar algo que merece ser explicado. Afinal de contas, o nome do meu blog é sua principal janela.&lt;br /&gt;É preciso salientar, antes de tudo, que em seus meses mais primitivos, o nome do blog era Zaratustra me Contou, num reflexo do mais pueril daquela fase de adolescentes estranhos que idolatram Nietzsche. No caso em questão, brincava com o título do livro de autoria do filósofo já citado, Assim falava Zaratustra¸ livro que fascinava meu desejo de contestação: ótima leitura para aqueles que almejam enxergar o mundo de uma óptica diferente, isenta de amarras éticas e morais, trajadas sob o manto sagrado das virtudes, capazes de engessar uma sociedade em bases sólidas e retrógradas, identificadas ora sob ferro e sangue, ora sob preces e terços.&lt;br /&gt;É em Assim falava Zaratustra que Nietzsche se fantasia de Zaratustra, profeta e filósofo, e se põe a pregar suas observações sobre a vida, a morte, o pensamento, a sociedade e suas perspectivas, exaltando o que julga ser correto e sensato e atacando aquilo que abomina. Fascinei-me, inicialmente, com a visão dura e fria com que Zaratustra encarava as coisas, desprovida de sentimento, desprovida de qualquer coisa, pois uma visão niilista. &lt;br /&gt;Em Setembro de 2007, entretanto, o nome do blog passou a ser Zaratustra tem que Morrer. De onde partira todo esse antagonismo?&lt;br /&gt;Foi durante todo o primeiro semestre de 2007 que eu tive aulas de Ética, com um ótimo professor chamado Bianco. Nessas lições, fui inserido nos estudos da ética e da moral, ou seja, dos limites do ser humano, no que diz respeito aos seus atos potenciais e quanto ao seu próprio conhecimento; além do estudo das lógicas, a maneira como se ordena esse conhecimento. Durante esses ensinamentos, obtive contato com o estudo da lógica dialética, na qual não me alongarei em explicações, que podem ser conferidas aqui, mas que, resumidamente, posso conceber como “a contradição de idéias que leva a outras idéias”. O entendimento disso pode ser feito a partir de um exemplo contrário e prático, disposto bem a sua frente. Esse monitor com que você me lê, leitor, recheado de softwares, hardwares e etc, nada mais é do que o desenvolvimento da lógica racional, matemática, binária, do 0 e 1. Tal lógica envolve a essência da negação, da exclusão. A não pode ser não-A, eles se excluem, 0 não é 1 e vice-versa. Na lógica dialética, contudo, A e não-A não se excluem no todo, eles podem resultar em algo novo.&lt;br /&gt;A aplicação social desse conceito merece a análise do momento pelo qual eu passava então: mudara-me para Londrina, para cursar a faculdade de Direito, separando-me, para isso, de mãe, pai, família, namorada, amigos e lar. Sem referências para me amparar, só pude contar comigo mesmo, com minhas próprias forças. Não havia quem me consolasse, quem fizesse as coisas por mim. Eu estava sozinho.&lt;br /&gt;E foi nesse cenário que compreendi o sentido da “luta”. Não vá se fazer de ignorante, leitor, e imaginar que falo de combates corporais. Não. Falo de luta no sentido de superação, no sentido de ter leões em seu pescoço, cada um representando um enorme problema, e você ter de tirá-los dali, a qualquer custo, caso não queira tombar. Naquela época, apinhavam-se em meu corpo inúmeros leões, de dentes afiados, garras dilacerantes e tão pesados quanto todas as responsabilidades às costas de Atlas.&lt;br /&gt;Voltando um pouco em nossa explanação, tínhamos Zaratustra, o profeta que vivia no topo de uma montanha, pregava a morte de Deus e contentava-se em proclamar a vinda do Super ou Supra Homem (por favor, não pense em Clark Kent), um ser perfeito que seria a evolução do ser humano como o conhecemos hoje, aquele que transita na rua ao seu lado todo dia.&lt;br /&gt;Passei a negar essa visão de Nietzsche e a não concordar mais com ela. Percebi que a filosofia do alemão baseava-se em uma lógica matemática, racional, mecanicista, em que duas contradições não poderiam sobreviver no mesmo espaço. O Super Homem de Nietzsche significava a exclusão do homem normal, defeituoso.&lt;br /&gt;Passei a conceber a fraqueza como ponto primordial do homem. Sim, a fraqueza. Sem a fraqueza, o homem não teria consciência de seus defeitos, de seus vícios, de suas desvantagens, e jamais poderia evoluir, à base de sangue, suor e luta. É com a vergonha que o homem possui de sua fraqueza que ele pode decidir-se a evoluir e a lutar, dando lugar a um ser superior, sim, porém advindo de uma lógica dialética, da contradição, da superação. Não é simplesmente um conceito excepcional de um ser superior que nega seu passado e toma o homem que fora com desprezo e negação.&lt;br /&gt;O óculos quebrado na imagem do topo da página nada mais é do que isso: a superação. A quebra da fraqueza.&lt;br /&gt;Envolto em problemas e cansado, pude negar Nietzsche e sua visão niilista e estóica. Pude me afirmar em mim mesmo, e acreditar na fraqueza, na luta e na superação. Não há o forte sem o fraco. Pude acreditar na lógica dialética e vencer meus próprios leões, acreditando na minha própria força.&lt;br /&gt;Não é na profecia da vinda de um ser superior que o ser humano precisa acreditar. Tampouco na existência de um Deus que nos substitua na persecução de nossos desejos. O ser humano precisa acreditar em si mesmo e em suas capacidades e potencialidades. E então poderá fazer milagres. Precisa acreditar no poder de seu sangue, suor e lágrimas.&lt;br /&gt;E, acreditando que a figura de Zaratustra representava toda uma destruição e uma descrença e a impossibilidade de existir um mundo onde as pessoas tivessem a ambição de melhorar em alma e garra, que proclamei à blogosfera e a todos que tivessem olhos para me ler e ouvidos para me escutar, não sem alguma tristeza e compaixão antes: ZARATUSTRA TEM QUE MORRER!&lt;br /&gt;E esse tem sido o objetivo do blog desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desvirtudes (parte II)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;(Victor Hogo de Araújo Barbosa)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o pioneiro. Com minha readaptação, esperava lançar as bases de uma nova concepção da arte, fundindo – sempre a mistura, ressaltava – a ideia do intocável, do sublime, com a ideia do vulgar, daquilo que está aos olhos, ao tato, aos sentidos em geral, em excesso.&lt;br /&gt;Minha readaptação – e aqui relembro meu satisfatório esgar em forma de distorcido sorriso canalha, quando apresentei a idéia a Isaac – nada mais é do que a transformação de O Processo, do gênio Kafka, em filme, sob o hediondo aspecto sexual!&lt;br /&gt;Sei bem agora, que os dias me tolheram o vislumbre esperançoso de sucesso e me presentearam com enrugadas convicções realistas, que minha obra nada mais é do que um filme pornô baseado no livro kafkiano. Compartilho desta limitada visão após sofrer toda sorte de desilusão, o que não diminui em nada o impacto de minha genialidade.&lt;br /&gt;Podem os grandes literatos, os acadêmicos, os críticos e mesmo os togados senhores da ABL notar todos os detalhes da obra kafkiana, seu papel no estabelecimento de um realismo submerso em fantasia, em pesadelos, a plasticidade sufocante do gélido ar europeu, os diálogos bem sustentados, a crítica ferrenha ao sistema judiciário, à condição humana e ao caminho do homem na efervescente passagem do século XIX ao XX. Nenhum deles, contudo, ou somente poucos, confesso não dar a mínima para estes portentosos senhores, reparou um instante sequer em toda a carga erótica desta obra-prima!&lt;br /&gt;Ou muito me engano ou há somente duas saídas para nosso querido Kafka. A primeira, na qual acredito piamente: era um misógino acobertado por genialidade. A segunda, uma visão um tanto quanto brasileira: era um safado incurável. Minha opinião, entretanto, não basta, tenho de relevar o que o próprio escreveu: “Não se sentia...” – ele está a falar de K., enquanto este espera pela Senhorita Bürstner, ao qual beija posteriormente – “... particularmente atraído por ela, pois nem mesmo recordava exatamente que aspecto tinha, mas como queria falar-lhe, irritava-se ao constatar que a moça ao chegar tão tarde contribuía para que também o fecho desse dia estivesse cheio de inquietude e confusão. Tinha ela a culpa, do mesmo modo, de que naquela noite K. não tivesse comido e de que tampouco poderia fazer ambas as coisas se ele agora fosse à taberna onde Elsa servia como camareira”.&lt;br /&gt;Ressalto outro ponto, aos que possam duvidar de minhas convicções, quando K. sente-se atraído pela mulher do porteiro do Tribunal, que é molestada pelo estudante de pernas tortas e barbicha ruiva: “K. deu precipitadamente dois passos em direção a eles, dispondo-se a tirá-la dele, e, se fosse necessário, a estrangular o estudante. Mas nesse momento a mulher exclamou: ´tudo é inútil; (...) não posso ir-me com você (...)’”. E K. brada, por certo ciumento: “E não quer ver-se livre dele!”. De fato, as mulheres praticam papéis subservientes nesta obra, padecendo sempre de uma passividade alarmante, que beira à manipulação, e ao total desprezo do narrador pelas mesmas. Mas esse não é o ponto fulcral.&lt;br /&gt;Revelo peremptoriamente que o livro muito me excitou. Se por acaso estas memórias caírem em mãos alheias e estas mesmas mãos não tiverem percorrido as páginas de O Processo, rogo-lhe, leitor, que leia de imediato este livro, de maneira adequada, sob pena de considerá-lo um ignorante. E espero que mais pessoas, como eu, tenham notado toda esta degeneração. Senhorita Bürstner provavelmente se presta à prática de sexo corporativo, não tenho dúvida. É uma datilógrafa. Vai cedo ao trabalho, volta tarde. A mulher do porteiro é vítima de todo tipo de assédio por parte dos operadores de Direito, e vê nisso uma forma de poder, nunca resistindo. Seu marido, um tremendo corno, nada faz, embora queira, pois se vê ameaçado pela tirania daqueles que lhe transam a mulher. A enfermeira Leni, amante de todos, inclusive de K., tão perspicaz, julga poder influir nos destinos do processo do protagonista, assim como ama todos os acusados defendidos por seu patrão, o advogado Huld. Há ainda Montag, as endiabradas meninas do prédio de Titorelli, Elsa, e por aí vai. Todas imprestáveis, como o próprio Josef K. (continua...)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-402002512172695565?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/402002512172695565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=402002512172695565&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/402002512172695565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/402002512172695565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/02/zaratustra-tem-que-morrer.html' title='Zaratustra Tem Que Morrer'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-4060370454991435681</id><published>2010-02-04T14:37:00.006-02:00</published><updated>2010-06-17T14:12:42.315-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pobre Resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Interpretação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J. D. Salinger'/><title type='text'>(((())))</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse post quebrarei as barreiras éticas que comumente ergo antes de escrever e publicar para o blog. Quebrarei a ética ao menos no que se refere à não-inserção de assuntos de cunho íntimo. Desejarei do alto – ou baixo – de minha cadeira, em nome de um morto e em sua homenagem, agradecimentos aos que se mostraram tão sensibilizados e comovidos com o falecimento do dito, não se contiveram e espalharam pela mídia as suas mensagens em formato reportagem ou crônica.&lt;br /&gt;Quebro as barreiras justamente porque o autor morto referido me é de grande importância. Desde muito jovem ouvia dizer de sua “obra-prima”, e pensava: “Preciso ler!”. Não sei por que cargas d'água, embora nunca tenha deixado de lembrar o título do livro, adiei a leitura até o fim da minha adolescência. “Não vou mais adiar!”, decidi subitamente, e corri até a biblioteca pública a fim de requisitar o volume.&lt;br /&gt;“Cuidado com esse livro! Ele deixa a gente pinel!”, disse a atendente – nesta época eu sequer sabia que “Pinel”, na verdade, é um vocábulo originário do nome de um Hospital Psiquiátrico; só depois de batizado o homônimo hospital é que pinel recebeu a pejorativa carga a designar “lunáticos”.&lt;br /&gt;Não dei importância, porém, às recomendações de “cuidado com o conteúdo do livro” da bibliotecária. Meus motivos para ler “O Apanhador no Campo de Centeio” eram menos “pungentes” do que os que embalaram a leitura de David Chapman, John Hincley Jr., Marilyn ou Charles Manson, entre tantos outros. Eu queria apenas dar vazão ao ímpeto à leitura e não corroborei – que eu saiba – a teoria da conspiração de que a leitura do “Apanhador...” seria como uma chave a desencadear o espírito assassino que há em certos indivíduos. Desejava apenas que o livro me trouxesse boas e bem elaboradas questões.&lt;br /&gt;No entanto, tão rápido quanto os olhos moviam sob o orientar das linhas escritas, sem que eu percebesse as ideias em movimento, algo mudava irremediavelmente na alma. Só para fazer uma breve citação: a partir do “O Apanhador no Campo de Centeio” (marco mais nítido a dividir o antes e o depois), decidi levar mais além as palavras que desde a infância eu riscava no caderno. As raízes plantadas na alma por tal livro alcançaram indizível profundidade. O mundo não voltaria a ser o mesmo, assim como as vistas lançadas em suas paisagens pelos mesmos olhos antes tanto quanto indiferentes, tocavam as coisas de outra maneira; agora singular, suave e melancolicamente.&lt;br /&gt;Ante a morte de J.D. Salinger, as infindáveis matérias sobre autor falecido e seus livros – autor este que passou o último meio século recluso e reagindo violentamente às tentativas dos médias de lançar o seu nome outra vez no picadeiro do circo da mídia –; diante de reportagens que especulavam sobre as doenças psicossomáticas que, muito possivelmente, levavam Holden Caulfield a ser como ele era – ou melhor: como ele é –, ou mesmo perante as lembranças sobre o que já disseram a respeito de J.D. Salinger (sempre o imaginei sorrindo largamente das especulações do mundo ao redor de seu ermitério – inclusive das doenças que os psicólogos&amp;nbsp;passavam a aplicar no decorrer das décadas&amp;nbsp;a cada sentimento humano de inconformidade), pensei em quebrar a escrita do blog e fazer uma homenagem póstuma.&lt;br /&gt;Ao invés de enviar votos psicográficos a Salinger, acender velas ou incensos, no entanto, tomarei a liberdade de usar duas ou mais frases de sua autoria e dirigi-las a todos aqueles que, nunca o tendo lido, resolveram se sentir comovidos com o falecimento do autor, e escrever reportagens, exaltar, especular, criticar “O Apanhador no Campo de Centeio” ou outras obras deste que me é e sempre será tão caro.&lt;br /&gt;A vocês, críticos, exaltadores de plantão, especuladores de rodinha&amp;nbsp;e profissão, “num espírito de congraçamento, antes que nos juntemos aos demais – os que estão encalhados por aí por toda parte, inclusive, estou certo, os loucos ao volante de meia-idade que insistem em nos mandar para a Lua, os vagabundos que se creem iluminados por Buda, os fabricantes de cigarros com filtro para os homens que sabem escolher o melhor, os beatniks, os mal-ajambrados e os petulantes, os adeptos de cultos obscuros, todos os imponentes peritos que tão bem sabem o que devemos ou não fazer com nossos humildes órgãos sexuais, todos os jovens barbudos, orgulhosos e iletrados, bem como os guitarristas sem talento, os assassinos do budismo zen e os delinquentes juvenis de roupas padronizadas, todos esses que, do alto de sua infinita ignorância, olham para este esplêndido planeta por onde (por favor, não me interrompam agora), passaram o Palhaço Biriba, Cristo, Shakespeare – antes de nos juntarmos a todos eles, eu muito particularmente lhe peço, velho amigo (para dizer a verdade, quase imploro), que aceite de mim este despretensioso buquê de recém-desabrochados parênteses: (((())))”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Citação entre aspas retirada do livro: “Seymour: uma apresentação”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-4060370454991435681?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/4060370454991435681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=4060370454991435681&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4060370454991435681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4060370454991435681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/02/blog-post.html' title='(((())))'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-4189118416385746677</id><published>2010-01-12T18:15:00.002-02:00</published><updated>2010-06-17T14:15:03.119-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Curso de Letters, Cours de Letras, Kours di Lettres, Tecaj del Cartas... (II)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizia no post abaixo que o uso de “estrangeirismos” não é o culpado pelo tipo de leitura que atualmente, mundo a fora, ocupa a maior parcela de criados mudos, estantes, pastas de escolas dos leitores – pelo contrário: erigir restrições é que acaba legando obras relevantes à poeira do esquecimento. Seja como for, porém, gostaria de deixar mais algumas palavras a esse respeito.&lt;br /&gt;Para fazê-lo, e a fim de que tais palavras não soassem inconsistentes, fiz breve pesquisa nas listas de livros mais vendidos propagadas por aí. Queria corroborar a minha impressão: modismos, e não qualidade, figuram nas listas. Obviamente devemos considerar as raras, mas persistentes exceções.&lt;br /&gt;Sei que muitos não gostam que se entre em tal discussão. Alguns dizem: “Não importa vender livros. O que vale é escrevê-los!”. Infelizmente, no entanto, a medida&amp;nbsp;para se chegar&amp;nbsp;ao número daqueles que leem determinada obra impressa, e em alguns casos digitalizada, são as vendas. Não necessariamente pelo dinheiro que se ganha ao vender muitos livros (é praticamente impossível sobreviver apenas da arte nos dias atuais), mas não digam que não se deseja leitores e se escreve apenas para a própria satisfação ou algo do tipo. Do contrário não se publicaria tanto em blogs.&lt;br /&gt;Nesse âmbito negar o pensamento que nos leva a desejar e tomar medidas para a ampla disponibilização de textos aos leitores passa próximo ao conceito que leva alguém a ler apenas a literatura que é originariamente escrita em seu idioma natal. Talvez seja um dos fatores que fazem as listas de mais vendidos exibirem poucas obras consideradas amplamente relevantes. A partir daí, inclusive, poderia-se afirmar que os pares de Aldous Huxley, Saul Bellow, Dostoiévski, entre tantos outros conhecidos autores, não os leem, posto que eles não pensavam duas vezes antes de lançarem mão de “estrangeirismos” para darem o justo peso à expressão que queriam dizer. Francês, Latim, Italiano e por aí vai, não eram o idioma em que eles corriqueiramente se comunicavam, mas foram usados pelos autores em circunstâncias singulares. Igualmente desejaram disponibilizar seus textos aos leitores. Haveremos de nos abdicar de tal leitura e condená-la à obscuridade?&lt;br /&gt;Ainda sobre a questão do constrangimento de se admitir a aspiraçaõ do autor por leitores... obviamente há de se escrever a partir do próprio gosto – e que seja bom gosto! –, não se pode pensar em agradar a ninguém a não ser a si mesmo no momento da criação (posto que o risco de se cair no banal seria imenso), mas é claro que se escreve igualmente desejoso de que o mote descrito seja debatido por outras pessoas.&lt;br /&gt;Cometo aqui a indelicadeza de citar a frase que certo amigo me disse dentro do contexto de uma conversa informal: “Escrevo para me comunicar. Atendo ao chamado à comunicação. Só não sei se sou chamado ou se sou eu quem chamo...”.&lt;br /&gt;Ora, se escrevemos movidos pelo impulso à comunicação, não seria incoerente negar a possibilidade ou o desejo de que as obras sejam lidas? Não vejo outra maneira de comunicação a não ser tornar as obras acessíveis aos leitores. E deixemos momentaneamente de lado as comunicações mediúnicas e telepáticas, psicografia e congêneres, ou mesmo a comunicação que estabelecemos com outras espécies – a chinela a comunicar o medo às baratas, a mão a afagar ou escorraçar os gatos, o chicote a encontrar o lombo do cavalo –, e respondamos sinceramente se colocar livros à venda em livrarias, sebos, etc., escrever para blogs, sites e por aí vai, não são uma expressão desse desejo de comunicação. Tal desejo não é, pura e simplesmente motivo para constrangimento. Não é incompatível com filosofias ou ideais. &lt;br /&gt;Embora desejasse dispor de mais tempo para poder mais assiduamente e melhor me comunicar, não sou idiota ou capitalista ao ponto de pensar em termos de “vendas” ou “cifras” ao tornar acessível o que escrevo (do contrário não publicaria gratuitamente em blogs e etc.),&amp;nbsp;e indubitavelmente não me sinto culpado por procurar levar o que eu escrevo ao maior número de pessoas possível. &lt;br /&gt;Anseio para que o número de leitores a se depararem com meus textos seja cada vez mais razoável. Não se trata de pretensão, pois não sobrestimo as qualidades do que escrevo (se é que há qualidades no que escrevo!), mas atendo ao inevitável chamado, gosto do debate, e acredito que são os leitores que justificam o ato de escrever. Igualmente não sou pretensioso ao ponto de achar ou querer que alguma obra de minha autoria figure na lista dos mais vendidos (que importância podem ter tais listas?). Nem todas as pessoas possuem o tipo de ética que lhes permita abdicar de princípios em prol exclusivamente de vendas e lucros. Nem todos conseguem tomar a igreja e congêneres como mote apenas por se tratarem de excelentes garotos propaganda.&lt;br /&gt;Porém, outra vez lhes digo: há exceções nas listas dos mais vendidos. De tempos em tempos aparecem autores de diversas nacionalidades que conseguem ir além de preconceitos e constrangimentos. Figuram na lista com suas relevantes obras&amp;nbsp;talvez por qualquer milagre ou falha da conjuntura.&lt;br /&gt;Correndo o risco de um dia ser chamado de preconceituoso ou algo do tipo, porém, vi acima de tudo best-sellers apontados nas listas. Não que necessariamente best-sellers, em minha reles opinião, constituam obras irrelevantes unicamente pelo estigma. Mas, infelizmente, a minha parca experiência me leva a crer que muito do que entra em tais listas não é duradouro como obra de arte.&lt;br /&gt;Uma curiosidade é que já conhecia o nome dos raros autores cujas obras me interessaram. Já os havia encontrado em sebos. &lt;br /&gt;Seria também pela dificuldade de se chegar às obras relevantes – muitas vezes relegadas a sebos escondidos em bairros distantes do centro das cidades – devido ao alto preço dos livros (o que leva os editores a temerem em dobro pelo seu investimento), às dificuldades de se publicar numa cultura e pensamento mundial vigente “de uma vida dedicada ao dinheiro e consumo de novas tecnologias”, à lei do mais forte regida pelas cifras monetárias, enfim, devido a tudo isso que existem tão poucos leitores assíduos – e mais raros ainda se tornam quando nos referimos a leitores de obras que possuem indiscutíveis qualidades? Aí está outro assunto a ser pensado...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-4189118416385746677?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/4189118416385746677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=4189118416385746677&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4189118416385746677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4189118416385746677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/01/curso-de-letters-cours-de-letras-kours_12.html' title='Curso de Letters, Cours de Letras, Kours di Lettres, Tecaj del Cartas... (II)'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-7648536193377668884</id><published>2010-01-12T14:04:00.005-02:00</published><updated>2010-06-17T14:15:28.449-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Curso de Letters, Cours de Letras, Kours di Lettres, Tecaj del Cartas...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curso de Letras: leio na placa à frente do edifício. Fico curioso!, ou seria melhor dizer: sinto certo estranhamento? É que se entende por tal curso o estudo de diversas letras – e não apenas daquelas que se juntam neste ou naquele idioma. Tudo bem: n'algumas das instituições que oferecem tal ensino, escolhe-se 2 idiomas a serem maiormente abordados no decorrer dos períodos. Mas não é o que verdadeiramente acontece e se pode ver através das grades curriculares disponíveis para consulta nos sites das universidades de qualquer que seja o lugar. Aborda-se muito pouco além do material escrito no idioma local. &lt;br /&gt;Além de certas circunstâncias, como a falta de tempo para amplos e diversificados estudos, conjuntura em que se vive e por aí vai, haveria algum pré-conceito ou excesso de egocentrismo imbuídos que impeçam a ampla abordagem não apenas dos autores que se expressaram através do idioma local, mas igualmente através de qualquer literatura relevante nascida pelo mundo a fora?&lt;br /&gt;Os testes de avaliação para ingresso nos cursos, ou seja, os diferentes métodos para ingresso de estudantes aplicados por instituições de ensino de diferentes localidades, bem que servem para dar resposta à nossa interrogação. Sempre se exige do estudante apenas a leitura de obras de autores locais. A partir desses testes, portanto, podemos concluir que o ensino não poderia se chamar “Curso de Letras”. O correto seria dizer “Curso de Algumas Letras”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não que as listas apresentadas aos que pretendem cursar tal disciplina sejam constituídas por obras irrelevantes. Não necessariamente, de igual maneira, apresentam a eles literatura de qualidade. O fato, no entanto, é que a boa literatura oriunda destas ou daquelas fronteiras não exclui a literatura de qualidade de todo o mundo; e restringir as tais listas, bem como todo o estudo proposto, tendo como base fronteiras geográficas e idioma é se abdicar de amplo leque de conhecimentos.&lt;br /&gt;Creio que o pré-conceito que nos leva a restringir as leituras a determinada nacionalidade, ou melhor: aos nossos pares, é aquele mesmo pré-conceito que nos leva a erigir regras ortográficas de acordo com nossa vontade – e não em comum acordo com o natural e inquebrantável desenvolver das linguagens. Não são acordos ortográficos que aproximam nações, mas o natural e irrestrito contato com obras relevantes de diversas origens através de&amp;nbsp;variados veículos (livros, blogs, etc.). Para tal, no entanto, faz-se mister que o contato com obras de arte seja orientado pela sede e não por qualquer conceito retrógrado.&lt;br /&gt;E não me venham os ditos “puristas” tecerem críticas a esse respeito, dizerem que se faz necessário valorizar o “patrimônio nacional” ou que a leitura de obras “estrangeiras” acarreta “estrangeirismos” e consequentemente desvirtua os idiomas. Temos que valorizar qualquer obra relevante! Além do mais, as bravatas dos “puristas” são um tanto quanto inúteis, pois “estrangeirismos” tomam os idiomas por outras portas, e não serão bravatas que os impedirão. Façam como&amp;nbsp;os "grandes autores"&amp;nbsp;de variadas nacionalidades&amp;nbsp;e escrevam literatura de qualidade para que os leitores se interessem pela sua própria cultura! Tornem tal&amp;nbsp;arte acessível! Trata-se de atitudes mais efetivas. Porém, não escrevam e se entreguem à criação pretendendo nada além da qualidade. Caso contrário fatalmente não se conseguiria escrever linhas relevantes.&lt;br /&gt;E prossigo propondo aos “puristas” que encontrem correspondente em seu idioma natal, por exemplo, para o vocábulo &lt;em&gt;insight&lt;/em&gt;. Muitas vezes, citando as pobres linhas que escrevo, vejo-me obrigado a fazer uso de certos “estrangeirismos” para designar exatamente aquilo em que pensara. Acredito que o mesmo ocorre a autores de diversas nacionalidades. Pelo menos dentro do meu parco vocabulário, jamais encontrei exata correspondência para o vocábulo &lt;em&gt;insight&lt;/em&gt;. Espero, no entanto, que contem com mais amplo vocabulário e me passem a dica! Serei grato à sorte... embora não veja mal na interação entre culturas e não acredite que ela pudesse repercutir na completa dissolução desse ou daquela cultura – quando muito repercutiria no nascimento de uma terceira!&lt;br /&gt;Ocorrem exageros no uso de “estrangeirismos”, ou mesmo no fato de, em determinados períodos históricos, os leitores se interessarem ou serem levados a se interessarem maiormente pelas obras paridas dentro de determinadas fronteiras? Há certos “fenômenos”, como modismos, tendências editoriais de mercado, etc. – fenômenos modernos? – que, às vezes, levam certos leitores ou sua íntegra a simplesmente se absterem da literatura perpetrada por seus pares? Sim, ocorre tudo isto, porém, não é o uso de “estrangeirismos” sem abusos ou uma eclética biblioteca pessoal que o acarretam.&lt;br /&gt;Ah!, como anseio por literatura relevante e de boa qualidade! Fico sempre à espreita de lançamentos e novas edições de qualquer que seja a nacionalidade. Nem sempre encontro traduzidas para o meu idioma natal as obras que me despertaram a atenção. Lastimo as circunstâncias que levam ao fato de as prateleiras dos livreiros nem sempre contarem com literatura relevante – ou no mínimo não lhes darem o merecido destaque para que o leitor a possa encontrar –, mas isso pode se tratar apenas de mera questão de opinião ou gosto pessoal. &lt;br /&gt;De qualquer maneira, contudo, deixaria de ler obras relevantes, somente por não ser possível encontrá-las traduzidas para o meu idioma ou por não terem sido originalmente escritas em minha linguagem natal? Ah!, isso é que não! Anseio por obras de qualidade, pois elas vão muito além das fronteiras das universidades, políticas, estados, nações, continentes... a arte flutua em esfera bela e sublime enquanto Babel perece por picuinhas. Um brinde à diversa Humanidade!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-7648536193377668884?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/7648536193377668884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=7648536193377668884&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7648536193377668884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7648536193377668884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/01/curso-de-letters-cours-de-letras-kours.html' title='Curso de Letters, Cours de Letras, Kours di Lettres, Tecaj del Cartas...'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-2919187336559734120</id><published>2010-01-10T14:23:00.002-02:00</published><updated>2010-06-17T14:18:38.712-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flôr da Pele'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os Porras do iê iê iê'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Boca do Lixo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boris Casoy, dos mais respeitados âncoras brasileiros de telejornais – respeitado sobretudo pelos ditos “conservadores” – há poucos dias, resumiu perfeitamente bem numa única máxima o pensamento de seu tempo. Trata-se do perfeito reflexo de uma sociedade com nossos atuais valores. Segue abaixo, para aqueles que ainda não se inteiraram completamente do ocorrido através de outros veículos, breve resumo do ocaso.&lt;br /&gt;Durante a apresentação de seu telejornal, logo após dar a deixa para o intervalo e sem saber que o seu áudio ainda estava aberto, o supracitado jornalista comentou espirituosamente o vídeo que acabara de ser exibido – onde dois “garis”, cumprindo a praxe do fim de ano, desejavam a todos um 2010 maravilhoso. Seguem o vídeo e a máxima destacada:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object height="344" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XmIzFVhVMV8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XmIzFVhVMV8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“... que merda!, dois lixeiros desejando felicidades!, do alto das suas vassouras!, dois lixeiros!, o mais baixo da escala do trabalho!”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte ao da frase acima, Boris Casoy pediu singelas desculpas aos “garis” e telespectadores. Há quem acredite que&amp;nbsp;as desculpas foram sinceras... Que merda! Obviamente o âncora não desceria do seu "alto degrau" da escala do trabalho!&lt;br /&gt;Fico só imaginando o âncora durante a reunião de pauta sendo aconselhado por seus pares a pedir desculpas. Constrangido por ser obrigado a se desculpar, à contragosto de seus preconceitos erigidos ao longo de 70 e tantos anos, apenas pela prática do “bom tom” e preservar do “status”. Sequer se sentia culpado, já que o preconceito, para gente como ele, cujos valores valem muito menos do que o tênis de um único “gari”, é algo como “convicções pessoais”. Pediu desculpas como quem besunta o ego de lustra-móveis. Depois “ferrou” os funcionários que exibiram o vídeo e aqueles que esqueceram de fechar o áudio. Sou capaz de apostar que na próxima virada de ano, naquele telejornal, não se verá nada além de economistas e congêneres desejando felicidades.&lt;br /&gt;Boris Casoy se acha com a razão, e talvez esteja certo, já que a imbecilidade por ele perpetrada não resume a estupidez. Não se trata de acontecimento isolado, pelo contrário, é prática velada, mas corriqueira como o demonstra o clima descontraído do vídeo acima. É a praxe não apenas nos meios jornalísticos. A estupidez é quase imbatível e atualmente conta com espantoso número de seguidores. E como nos revela o ditado: “Em terra de loucos, a lucidez leva ao manicômio!”...&lt;br /&gt;Já tive o desprazer de acompanhar inúmeras situações semelhantes. Meses atrás, por exemplo, após passar pelo crivo de certa amiga, recebi dezenas de e-mails que criticavam a minha “mania” de escrever tanto engenheiro como lixeiro com iniciais em minúscula. Cliquem &lt;a href="http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/06/yes-somos-todos-gringos-ou-retorica.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; para conferência de minha resposta.&lt;br /&gt;Portanto, Casoy não é o único. Infelizmente não será o último a propagar suas filosofias anãs. “É reflexo do tempo”, como já o disse o poeta. A frase do jornalista sequer me surpreendeu. Apenas corrobora as minhas aspirações por mudanças. Tais poderiam começar pelos lixeiros.&lt;br /&gt;Pena que o salário dos profissionais da limpeza pública não permita a todos o acesso à rede. Kurt Rudolf Mirow, em seu “A Ditadura dos Cartéis”, reproduziu os dizeres de um “grande” empresário do ramo eletrônico, que insistia na ideia de que os lixeiros jamais poderiam receber bons salários, posto que não quereriam seguir atuando como lixeiros. Porém, quisera eu que todos acessassem a Web, e chegassem a esse blog. Se fosse possível e pudesse fazê-lo, aconselharia-os a despejarem na mansão do Boris Casoy todo o lixo que recolhem mundo a fora. Seria um excelente – e muito apropriado – novo depósito. As mudanças poderiam começar por aí – embora o coração humano, ah!, ele é quem precisa de novos valores!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-2919187336559734120?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/2919187336559734120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=2919187336559734120&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2919187336559734120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2919187336559734120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/01/boca-do-lixo.html' title='Boca do Lixo'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-5326479716895099090</id><published>2010-01-10T12:34:00.002-02:00</published><updated>2010-06-17T14:20:09.257-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pobre Resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='E se...?'/><title type='text'>Simples Idade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não mais palavras para dizer o quanto sou antiquado... sempre serei como sempre o fui. Ainda imagino, além de todas as vaidades, veleidades, banalidades, os martelos do piano a tocarem suavemente suas respectivas cordas; e as cordas vocais a vibrarem as mesmas palavras. As frases sempre partiram da ausência – mesmo quando ainda soavam como algo fascinante, porém incompreensíveis para meus parcos conhecimentos – mas a ideia, creio, nunca deixou de se fazer presente. Sou antiquado e a vejo com a máxima simplicidade, por isso complexa, acima de modas, disputas pelo poder, ideais políticos, fronteiras, tribos, religiões, nacionalidades... e talvez, justamente pela simplicidade, a vejam como impossível. Seria realmente impossível? Impossível separá-la das algúrias do tempo? Pois a sinto atemporal! E mesmo quando a tiram da cartola para uma dança midiática, não se perde de mim o encanto. Antiquado que sou, porém, jamais conseguirei dizê-la com tão ampla simples profundidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/al9OidwzorU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/al9OidwzorU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-5326479716895099090?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/5326479716895099090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=5326479716895099090&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/5326479716895099090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/5326479716895099090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/01/simples-idade.html' title='Simples Idade'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-4302345416978687076</id><published>2010-01-07T16:33:00.015-02:00</published><updated>2010-06-17T14:22:28.551-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flôr da Pele'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Xadrez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os Porras do iê iê iê'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Madame Yang e as Incríveis Novidades Tecnológicas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabem aquelas câmeras de tirar fotografias da aura? Muitas as conhecem como Fotos Kirllian... &lt;br /&gt;Pois bem.&amp;nbsp;Jamais&amp;nbsp;dediquei tempo&amp;nbsp;a pensar em tal "maravilha tecnológica", mas nos últimos dias, ou melhor: desde a minha publicação do post “Fernanda Young e o Cheirinho do Loló”, venho pensando em tal engenhoca. Não especificamente nas Fotos Kirllian, mas na verdade, pensando se não seria muito mais interessante uma câmera&amp;nbsp;capaz de filmar&amp;nbsp;o ego das pessoas. Seria divertido ver as cenas filmadas em circunstâncias específicas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não é que já inventaram tal coisa? Descobri tal inovação após algumas pesquisas na Web. O vídeo abaixo mostra justamente a primeira experiência com tal aparelho: a filmagem do ego da Madame Yang (também conhecida como&amp;nbsp;Feranda Young)&amp;nbsp;reagindo à publicação do meu post e porteriormente aos textos da coluna do jornalista Artur Xexéo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal coluna é publicada em famoso jornal de ampla circulação cá no Brasil. Não sei como captaram as imagens da reação do ego de Fernanda Yang, mas os paparazzis têm lá suas artimanhas&amp;nbsp;para conseguirem imagens das celebridades. Acompanhem abaixo a reação do ego da Fernanda Young (ou Madame Yang) diante dos citados textos, e logo após cliquem nos links pós-vídeo para entenderem melhor a razão de os profissionais da fofoca terem se interessado pelo uso da nova tecnologia e se esforçado para registrarem as imagens diretamente do escritório da Yang:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;object height="345" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1MLry6Cn_D4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1MLry6Cn_D4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="345"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes dos links, permitam-me explicar algumas &lt;em&gt;cosas. &lt;/em&gt;Dia 14/11/09 publiquei o post “Fernanda Young e o Cheirinho do Loló”. Desde então, e mesmo&amp;nbsp;dias antes, tenho me mantido um bocado distante do computador. Trabalhando bastante e aproveitando qualquer tempo vago para escrever. Portanto tal post ainda se encontra entre os últimos publicados nesse blog. Basta rolar a janela que encontrarão inclusive as razões que me levaram a escrevê-lo e publicá-lo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre tal post, recebi e-mails elogiosos. Uma mensagem eletrônica, no entanto, chamou a minha atenção. Dizia já no título: "Acabaram com você em poucas palavras".&amp;nbsp;As supostas palavras que "acabaram" com minha moral vieram no corpo do texto:&amp;nbsp;"Uma maricona que vive de fazer trocadilhos, e gargalha igual hiena histérica das próprias piadas, debochando do trabalho dos outros. Rá-rá”. Tal e-mail incluía igualmente um link para o twitter da Madame Yang, onde o mesmo simpático texto a mim enviado fora postado. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dias depois recebo outra mensagem parecida, com os dizeres: “A hiena gargalhante e o seu humor sem graça... Vou levar em conta a possível esclerose. Ria, hiena. Ria!”. Tal simpatia foi propagada igualmente através do twitter da afamada apresentadora, romancista, roteirista, artista do nu&amp;nbsp;e etc. Outro e-mail, recebido no mesmo dia,&amp;nbsp;ameaçava: “Vamos queimá-lo na rua da cultura”. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respondo logo à ameaça com uma simples pergunta: “Existe tal rua?". Pois se existe uma rua da cultura, certamente a Fernanda Young não mora lá!”. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito&amp;nbsp;sinceramente que alguém com vasta cultura no mínimo&amp;nbsp;conte igualmente&amp;nbsp;com o talento de bem receber qualquer tipo de crítica. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os apelidos supostamente atribuídos à minha pessoa, no entanto,&amp;nbsp;não me ofenderam. Não os respondi na ocasião em que chegaram à minha caixa postal porque pessoas de minhas relações me aconselharam o silêncio. Eles estavam certos: a melhor reação diante de grosserias é deixá-las com seus respectivos donos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hiena Gargalhante ou Histérica são&amp;nbsp;apelidos bem bonitinhos. Quanto ao “maricona”... só o que me chateia é perceber que ainda hoje se usa tão pejorativos e preconceituosos vocábulos. Mas não me ofende. Afinal, a opção sexual de qualquer pessoa não é medida&amp;nbsp;para avaliação de caráter – como o pensa Fernanda Young e possivelmente o seu marido (O Pênis). Fiquei&amp;nbsp;chateado, porém,&amp;nbsp;ao&amp;nbsp;pensar se algum homossexual não teria ficado ofendido; sobretudo aqueles homossexuais que leem ou assistem aos programas que a Yang escreve. &lt;br /&gt;Portanto,&amp;nbsp;não vou contrariar o “maricona” da apresentadora. Como diria Keanu Reaves: "Não há nada de errado em ser gay. Portanto, uma simples negação já equivaleria a um julgamento". Minha esposa sabe muito bem a minha opção sexual. Porém, ela não me torna mais ou menos homem. &lt;br /&gt;Só gostaria de saber o quanto de Alexandre Machado (também conhecido como O Pênis, marido da Fernanda Young e seu “parceiro” em inúmeros trabalhos), tem nas respostas supostamente a mim dirigidas através de mensagens eletrônicas ou Twitter. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Decidi escrever este post ao ler a coluna do competente jornalista Artur Xexéo. Embora muitas vezes expresse pontos de vista que não condizem com os meus, costuma fazê-lo com brilhantismo que me&amp;nbsp;leva a&amp;nbsp;repensar conceitos. Continuo com meus pontos de vista, mas o debate me leva a conclusões inusitadas. É esclarecedor. E quando "calha" termos opiniões semelhantes... amplio os meus pontos de vista ou no mínimo passo a expressá-los com maior desenvoltura. Tal jornalista se viu envolvido num imbróglio devido a uma eleição que realiza há 15 anos na época da Confraternização Universal. E adivinhem quem o atacara com desmedido ímpeto? Justamente a apresentadora do ego acima retratado em sua idêntica reação ante as críticas de diferentes origens.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cliquem na sequencia para melhor compreensão do imbróglio: &lt;a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/12/22/as-malas-de-2009-na-eleicao-da-coluna-de-artur-xexeo-915324986.asp"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://twitpic.com/vv16k/full"&gt;aqui²&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://diversao.terra.com.br/gente/noticias/0,,OI4189988-EI13419,00-Discussao+entre+Fernanda+Young+e+colunista+ganha+novo+capitulo.html"&gt;aqui³&lt;/a&gt;, e igualmente &lt;a href="http://twitter.com/youngPORRA"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E prometo não mais enfadar o leitor com posts sobre a apresentadora doidona e seu marido O Pênis. O vídeo acima servirá como resposta a qualquer possível email ou post no twitter que “alguém” dirigir à minha pessoa. Tal silêncio é inspirado pelo o que o jornalista Artur Xexéo prometeu fazer em sua&amp;nbsp;mais recente inserção&amp;nbsp;na coluna para&amp;nbsp;a qual ele escreve. Pois bem: "Madame Yang" está igualmente apartada deste blog. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-4302345416978687076?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/4302345416978687076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=4302345416978687076&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4302345416978687076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4302345416978687076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2010/01/madame-yang-e-as-incriveis-novidades.html' title='Madame Yang e as Incríveis Novidades Tecnológicas'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8950139954961739234</id><published>2009-12-09T16:55:00.002-02:00</published><updated>2010-06-17T14:26:09.726-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Interpretação'/><title type='text'>Para JL</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="344" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/n65ioGS4ycI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/n65ioGS4ycI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Outra vida, talvez?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;às vezes...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;a leveza dos dedos de&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Jason Lytle&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;a transcrever o mundo das&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;teclas de seu piano&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;e resumir a leitura da vida&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;simples como dó e lá.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;outra vida, talvez?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;outra tristeza, às vezes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;que tomasse o peito&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;pouco mais leve?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;mais... suavemente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;poesia sem palavras?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;lágrimas a umedecer teclado&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;inspirar, fenecer, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;como asas de borboletas azúis&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;outra vida, talvez.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8950139954961739234?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8950139954961739234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8950139954961739234&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8950139954961739234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8950139954961739234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/12/para-jl.html' title='Para JL'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-2147483445642268977</id><published>2009-12-08T02:12:00.001-02:00</published><updated>2010-06-17T14:28:00.467-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><title type='text'>XXXVII</title><content type='html'>Água gelada&lt;br /&gt;dor cortante&lt;br /&gt;no peito&lt;br /&gt;corpo saciado&lt;br /&gt;mente fervilhar&lt;br /&gt;a tormenta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-2147483445642268977?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/2147483445642268977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=2147483445642268977&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2147483445642268977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2147483445642268977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/12/xxxvii.html' title='XXXVII'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-3800300711475695742</id><published>2009-12-07T17:51:00.002-02:00</published><updated>2010-06-17T14:29:18.912-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raras Indicações'/><title type='text'>Sombras de Silício</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: medium; line-height: normal;"&gt;{comecemos por aqui}: a mesma sombra&lt;br /&gt;esteve por baixo de muitos corpos, de suas&lt;br /&gt;águas e urgências, algumas primitivas, que num&lt;br /&gt;ápice atravessaram o subterrâneo&lt;br /&gt;de todo o tempo. {e depois, porventura, alguém dirá}:&lt;br /&gt;o mesmo sexo não produz o mesmo filho, bem&lt;br /&gt;como a mesma frase não gera o mesmo amor.&lt;br /&gt;e então talvez haja necessidade de falar por escrito,&lt;br /&gt;dentre as sombras de carolinas a florir,&lt;br /&gt;e escrever por exemplo isto:&lt;br /&gt;&lt;i&gt; não sei em que sombra te foste probabilizar. continuo&lt;br /&gt;sentada sobre a memória náufraga e hirsuta&lt;br /&gt;que ainda constrói&lt;br /&gt;lugares distantes com aves de silício,&lt;br /&gt;com corpos sem corpos que&lt;br /&gt;afinal são arte, e sensações que partem&lt;br /&gt;do seu epicentro&lt;br /&gt;à procura de uma distância onde se possam medir.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sylvia Beirute&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-3800300711475695742?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/3800300711475695742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=3800300711475695742&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3800300711475695742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3800300711475695742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/12/sombras-de-silicio.html' title='Sombras de Silício'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-3452662720928587396</id><published>2009-11-14T16:35:00.011-02:00</published><updated>2010-06-17T14:30:18.223-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flôr da Pele'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os Porras do iê iê iê'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Fernanda Young e o Cheirinho do Loló</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis o motivo que me leva a não firmar compromisso com trabalhos que não têm sequer uma linha rascunhada (e apenas pulsam no ritmo da vontade): desisti de escrever sobre a protagonista da capa da Playboy, Fernanda Young, e a Pop Star da Uniban. &lt;br /&gt;Tinha algumas coisas em mente – durante vários dias insights martelaram os pensamentos –, porém, deixei o tempo passar. Os dois adventos já receberam críticas e esculacho de diversas origens – e a minha vontade de igualmente fazê-lo esmoreceu. Ou melhor: tornou-se menor do que o enfado.&lt;br /&gt;Resumidamente, no entanto, relato aqui o que pretendia escrever no post que nunca será mais do que uma inspiração perdida ao infinito. Inicialmente, tencionava responder, por minha própria conta e risco, às supostas razões que a citada romancista-modelo-artista-do-nu (Fernanda Young – doravante designada apenas pela sigla FY), alegou como preponderantes na sua decisão de posar nua. Eis as questões enumeradas e suas respectivas respostas (apenas para a ideia geral de como seria o post perdido):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Salvar o erotismo da breguice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Saul Bellow tem razão quando diz que o homem “intelectual” se tornou realmente uma criatura presa à explicações – ainda que os atos impliquem interesse apenas para os próprios indivíduos.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;2 – Não devo nada a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Ora, ora... Será que ela recusou o cachê?”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;3 – Em alguns lugares do mundo, as mulheres ainda são obrigadas a tampar seus corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A resposta virá anexada ao item 9. &lt;em&gt;(Para que não fiquemos ansiosos enquanto não chegamos lá, contentemo-nos com a seguinte urubuservação: “tampar” o corpo?; não seria melhor dizer: “cobrir” o corpo? É que tampar sugere o sujeito que se esquece de descer a “tampa” do vaso.)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;4 – Vingança pura e simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Já dizia o famoso personagem homônimo do programa mexicano Chaves do 8: “A vingança nunca é plena...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – Em meus livros, sou mil ou mais vezes mais exposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Vai ver é porque a tampa era pequena para o tamanho do... bom... do corpo (pensaram o que? - voltem ao item 3 para esclarecerem as dúvidas).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;6 – Vou fazer 40 anos no ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;em&gt;“Parabéns! É mesmo uma bela idade! Me chame para comer do... bom... do bolo? (Acho que ela não vai me convidar não.)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 – Irritar a mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;em&gt;“Já não há suficiente número de gente irritada, não?”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 – Estou me lixando para o que os idiotas vão achar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;em&gt;“Eu também!”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;9 – É a primeira vez que uma coelhinha da Playboy tem oito romances publicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;em&gt;“É a primeira vez que vejo uma suposta defensora dos direitos das mulheres designar outra mulher (ou a si mesma!) como coelhinha.&lt;/em&gt; (Esta resposta serve igualmente ao item 3.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 – Não existem BBB's suficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;em&gt;“Pensei em me abster de comentar esta colocação – FY tem razão! –, mas pode esperar, pois se não existem, certamente ela se candidatará – já pensou: irritando muito mais gente diariamente?”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após as colocações acima e suas respectivas “observações”, ainda no post que eu decidi não mais escrever, abordaria as declarações que, bem no fundo, moveram a publicação do tal (ops!, moveriam, né?). É que, coincidente à chegada da Playboy nas bancas, o novo “romance” de FY&amp;nbsp;ilustrará rapidinho as prateleiras das livrarias. &lt;br /&gt;Poxa vida! Que estratégia de marketing! Por que nunca pensei nisso antes? Vai ver é porque minha beleza é meio underground – ou não reside propriamente no físico – ou dou maior importância à literatura que circula em outros antros – ou ainda não pintou o convite da G Magazine - ah!, eles nunca me convidariam mesmo – quem sabe? O fato é que se referindo ao “romance” (intitulado “O Pau”), e o relacionando a ter posado nua, disse FY (seguem naquele mesmo esquema colocação dada e observação recebida):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Posar nua trouxe uma inspiração e um vigor que eu não sentia desde que escrevi meu 4º romance.&lt;br /&gt;2 – Mostrei que uma mulher de 40 anos pode ser bela e vigorosa.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Resposta dos itens 1 e 2 unificada para o deleite daqueles leitores que detestam posts por demais longos – ainda que posts jamais escritos: &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;em&gt;“Não entendi! As mulheres de 40 anos são realmente belas e vigorosas, mas se tu não sentias vigor desde o teu 4º romance, e “O Pau” é o 9º livro que publicas, como poderias “mostrar” tal coisa?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – O título do livro seria “Identificação com o Inimigo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;em&gt;“Não entendi! Homens e mulheres são inimigos? Espero que não! Adoro as mulheres! Que me perdoem os homens, mas as acho muito mais interessantes! E o que a frase da Anna Freud (bem retratada na música da banda The National – cliquem &lt;a href="http://www.lastfm.com.br/music/The+National/_/Anna+Freud"&gt;aqui&lt;/a&gt; para a conferência) tem a ver com “O Pau”? Pô! Tô começando a duvidar da minha capacidade de interpretar o que as pessoas dizem!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;4 – O ensaio me ajudou a despir de preconceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;em&gt;“Não entendi! Como alguém que julga o homem pelo pênis (vide logo após a pausa), ou o homem “um pênis”; que tece mil e um comentários sobre BBB's (não que eu seja fã delas), entre outros (não quero me estender ad infinitum), julga-se despida de preconceitos? Despida sim, mas de preconceitos?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pausa para a respiração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sim, segue abaixo a colocação que mereceria a resposta mais longa&amp;nbsp;a figurar&amp;nbsp;no post que não mais escreverei sobre a Fernanda Young e a Pop Star da Uniban (igualmente coloco a resposta apenas por curiosidade escatológica):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – O pênis é objeto de traição, símbolo que atrai e trai. Tire o pênis de um homem e ele não será mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Uau! Chego a me arrepiar ao ler um troço desses! “Tire o pênis de um homem e ele não será mais nada”. Nussinhora! E meu pênis ainda passou a ser um objeto! Nem se eu vivesse na Idade Média teria pensado em tal coisa! Por outro lado, fiquei com dó d'“O Pênis” (o marido da Fernanda Young – aqui usar sigla ao invés de substantivos seria fugir de dar nome à Vagina). O quê tal figura, “O Pênis” (marido da FY), terá pensado ao descobrir que ela o considera um pênis e mais nada? Oh!, dó! &lt;br /&gt;Ah!, quer saber? Que dó d'“O Pênis” qual nada! Fiquei com dó, isto sim, dos tetraplégicos e acidentados que não podem fazer o uso de seu pênis ao qual se refere a FY – será que eles passaram a se considerarem menos homens&amp;nbsp;após lerem a colocação da Vagina? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fiquei com certa irritação... não por mim... mas por gente que foi rebaixada a apenas um pênis e não está mais conosco a fim de responder. Cito alguns (limitando-me à literatura): Fernando Pessoa, Vinícius de Morais, Carlos Drummond de Andrade, Rilke, Machado de Assis, Saul Bellow, Dostoiévski, Kafka, Camus, Huxley, Jack London, Thomas Mann, Baudrillard; mas não só, pois penso igualmente em todas as mulheres que, naquele momento, foram usurpadas de sua voz por cabulosa figura; mulheres como Nélida Piñon, Marguerite Yourcenar, Cecília Meireles, Conceição Evaristo, Virgínia Wolf, etc. &lt;br /&gt;É uma pena! Pena que a sociedade sempre busque os extremos e nunca o equilíbrio. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ainda bem que Fernanda Young “tem” unicamente filhas, né? Vai ver seria um desgosto muito grande conceber “pênis” como os supracitados. Se bem que desgosto seria o deles ao descobrir que a mãe&amp;nbsp;supostamente os considera unicamente como uma genital."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;E não perco mais tempo falando sobre o post que eu não mais escreverei. E se querem ver outras referências sobre o assunto que nunca foi debatido nesse blog, peço que leiam o post abaixo – que, inclusive, contém uma pincelada sobre a Pop Star da Uniban – outro triste evento! Antes disto, porém, desculpem-me, mas sou obrigado a incluir outras duas ou três ressalvas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.5 – Não vi o ensaio ou a Playboy (acho que vi cabe melhor do que li);&lt;br /&gt;2.5 – Uma dúvida insistente da minha mente doentia – sempre dada a fazer correlações esdrúxulas: será que FY é vegetariana? Ah!, tatuagens nada têm a ver com vegetarianismo mesmo...&lt;br /&gt;3.5 – Torço pra valer para que a Playboy nunca faça o convite para a Nélida Piñon!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3.75 - Estou começando a me adaptar a estas listas enumeradas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-3452662720928587396?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/3452662720928587396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=3452662720928587396&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3452662720928587396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3452662720928587396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/11/fernanda-young-e-o-cheirinho-do-lolo.html' title='Fernanda Young e o Cheirinho do Loló'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-5046601667601419199</id><published>2009-11-14T03:22:00.005-02:00</published><updated>2010-06-17T14:31:32.984-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pobre Resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raras Indicações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Trinados para o meu Passarinho &amp; História com Pênis e Cabeça</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde as inúmeras mudanças pelas quais passou este blog (visual, conceitual, caminho, etc.), há cerca de 6 ou 7 meses, nunca mais houve um post sobre livros de outros autores a emanar suas ondas literais a partir deste sítio pela Internet a fora. Não porque tenha deixado de ler e falar a respeito de livros diversos no dia-a-dia – adoro! –, mas porque outros o escrevem com maior talento. Cliquem &lt;a href="http://www.universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt; e vejam o exemplo que mais me vem à mente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quebro tal ausência neste post, por dois motivos que a justificam. Em primeiro lugar, pelo privilégio de ter lido dois excelentes livros nos últimos meses (dentre outros); e por eles me parecerem tão bem casados com determinados lances que me tomaram o pensamento, ou a atenção, que seja por alguns minutos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro desses exímios livros a serem abordados, leva o sugestivo título “História com Pênis e Cabeça” (Edições Mortas), da autoria de &lt;a href="http://www.editoracantoescuro.blogspot.com/"&gt;Vitor Vicente&lt;/a&gt;. O título pode até ser sugestivo, porém, é também sútil como o texto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trata-se de uma lírica quase que inteiramente em formato de roteiro de teatro, onde o personagem, sob o clima dos Talking Heads, equilibra-se entre os dizeres e contradizeres da razão (ou da cabeça), e os reclames do corpo (por ser óbvio, abstenho-me de citar qual parte do corpo é interlocutora de tais reclames).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vitor prova, através deste texto, que é possível e louvável debater tal contradição sem nenhum resquício de ranço – e o faz sem clichês, com inteligência apuradíssima, maturidade que, se já transpirava em suas primeiras publicações, nesse livro grita em tão elevado timbre que só após algumas semanas afastado do término da leitura, pude reunir palavras para descrevê-lo com razoável amplitude.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E mais: Vitor não perde a bem-humorada ironia que caracteriza sua obra (como em Henry Miller?). O autor nos leva a todo o momento a dar aquele sorriso, como se disséssemos: “Que malandro! É isto mesmo!”. “...simples como 1-2-3”, e grande! (sem trocadilhos por favor).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resumindo: Vitor dá lição sobre como colocar às vistas temas como o de “História com Pênis e Cabeça” sem cair na falácia midiática ou posar nu para qualquer que seja a revista de ampla circulação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O outro livro que quero “resenhar” se chama “Trinados para o meu Passarinho”. É da autoria da Urda Alice Klueger, e foi lançado pela Editora Hemisfério Sul.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não são todos os dias em que livros mudam a nossa concepção sobre coisas que consideramos importantes. Quando se lê notícias sobre atos contra universitárias trajando curtos vestidos, e se percebe tanto as concepções da aluna quanto dos demais universitários ali envolvidos – quiçá de grande parte da humanidade? –, pergunta-se: que tipo de circunstâncias os levaram até aquele cume – ou seria melhor dizer até aquela esfera?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal evento levou-me a pensar no “Trinados para o meu Passarinho”, assim como outro acontecimento (a ser tratado de maneira sucinta no post a seguir), levou-me a perceber mais amplamente outros sem-número de méritos do “História com Pênis e Cabeça”. Sobre o primeiro, no entanto, cheguei à conclusão, que talvez o que nos falte é justamente o que Urda canta em altos brados – por que em tal livro a autora canta tão bela melodia quanto a da ave do título. E igualmente levou um par de dias até que eu nominasse a profundidade deste cantar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor relatado por Urda em situações diversas não se encontra em cada esquina... é “algo” que nasce, grita, descansa, volta a suspirar com imensa força... a cada nova descoberta, a cada nova amizade, em cada segundo durante o bom trabalho; o amor enquanto se dorme ou desperta. E principalmente: o amor do itinerante pela estrada - com que tantas vezes Vitor igualmente nos brindou e talvez nem tenha se dado conta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No "Trinados..." o amor é tudo o que há – inclusive o meio por qual a vontade se revela e concretiza. É a atmosfera onde se flutua, sonha, caminha. Talvez a própria vida?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Urda alcançou a proeza de escrever o texto exato para aquelas horas em que a compreensão parece tão frágil e quase nos escapa (como em alguns momentos pareceu escapar à autora!). Mas, em sua profundidade, não se resume a tal... não sei... impossível dizer tudo o que o texto significa...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só sei que quem não tem amor genuíno para consigo próprio não sabe nem por onde começar a senti-lo pelo semelhante – e todas as coisas são semelhantes! O que transborda no livro da Urda, segundo penso, é o que falta para que acontecimentos como os aqui referidos simplesmente deixem de ter sentido – e se esvaiam como poeira ao vento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-5046601667601419199?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/5046601667601419199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=5046601667601419199&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/5046601667601419199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/5046601667601419199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/11/trinados-para-o-meu-passarinho-historia.html' title='Trinados para o meu Passarinho &amp;amp; História com Pênis e Cabeça'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8311740421097577667</id><published>2009-11-11T16:32:00.005-02:00</published><updated>2009-11-11T18:25:17.963-02:00</updated><title type='text'>On-Line – O Livro e o Blog</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tentando escapar ileso ou fugir ainda que ferido das notícias que ecoam por aí (Fernanda Young capa da Playboy e prestes a lançar seu novo romance - “O Pau” -, livremente inspirado numa frase da Anna Freud - “identificação com o inimigo” - e de declarações do tipo: “Tire o pênis de um homem. O que lhe sobra? Não sobra nada!” (pretendo abordar tanto a Playboy quanto o romance quanto a autora num post programado para breve); ou de acontecimentos como o ampla e mundialmente propagado acontecimento numa faculdade por aí (não sei porque, mas creio que a notícia da romancista peladona de alguma maneira, em meu cérebro, relaciona-se ao micro-vestido da tal aluna – quisera eu me formar em direito e ir a minhas audiências vestindo apenas cuecas-box – imaginem o conforto!); à par, pelo menos por uns dias, deste tipo de rodopiar midiático, venho tentando escrever alguns textos novos e outros tantos que há muito estavam na gaveta. Vê-los ali era tormento deveras perturbador e decidi esvaziar as gavetas arquivando as besteiras juvenis de tempos idos (coisas do tipo “O Pau”) e dando corpo ao que me parece valer a pena. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dentre os novos projetos, no entanto, figura aquele em que mais venho trabalhando. Registro aqui o título (semi-provisório), pois ando sem grana – quando será que a Playgirl surgirá para me tirar do sufoco? - e economizo criando desde já uma prova da autoria do despautério. Chama-se On-Line. E como o enredo tem intrínseca ligação com as vias digitais da Web, decidi acatar a ideia de uma amiga e fazer uma espécie de “diário eletrônico” sobre a criação de tal livro. Não tenho a menor ideia do que escreverei por lá. Detalhes do processo de criação? Dúvidas, pesadelos, risadas que se propagaram no decorrer da tal? Não sei... só sei que não poderia assumir sozinho tal endereço eletrônico e me acumular ainda mais de (des) ocupações. Obriguei a tal amiga a assumir ao menos 75% dos textos a serem publicados no sítio. Até porque o “livro” (que nem ao menos sei se real mente será agraciado com o ponto final) surgiu durante uma conversa despretensiosa que tivemos via Internet. Ela está inteiramente à par do que se trata tal texto e conta com minha displicente “supervisão” (nada como a super visão das tatuagens da Young).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seja como for, sintam-se convidados a visitar, e participarem com qualquer que seja a colaboração, clicando &lt;a href="http://www.onlineolivro.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Obrigado a todos e digam não ao espartilho! &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8311740421097577667?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8311740421097577667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8311740421097577667&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8311740421097577667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8311740421097577667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/11/on-line-o-livro-e-o-blog.html' title='On-Line – O Livro e o Blog'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-9007081300447659655</id><published>2009-11-11T16:05:00.002-02:00</published><updated>2009-11-11T16:05:50.179-02:00</updated><title type='text'>XXXVI</title><content type='html'>Ao invés do equilíbrio&lt;br /&gt;os extremos&lt;br /&gt;ao invés de harmonia&lt;br /&gt;conflitos de interesses&lt;br /&gt;sempre&lt;br /&gt;por todo o sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-9007081300447659655?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/9007081300447659655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=9007081300447659655&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/9007081300447659655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/9007081300447659655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/11/xxxvi.html' title='XXXVI'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-4445157742357537015</id><published>2009-11-11T15:41:00.003-02:00</published><updated>2009-11-11T15:43:24.232-02:00</updated><title type='text'>XXXV</title><content type='html'>Chuvas no fim do dia&lt;br /&gt;hora do caos&lt;br /&gt;quisera ficar só&lt;br /&gt;um pouco mais&lt;br /&gt;distante dali&lt;br /&gt;onde a cabeça dói&lt;br /&gt;mas, sem abrigo,&lt;br /&gt;retorno.&lt;br /&gt;Tristeza é úmida&lt;br /&gt;como a água que cai.&lt;br /&gt;Leve minha alma&lt;br /&gt;Leve meu susto&lt;br /&gt;silencie pensamentos&lt;br /&gt;afogue&lt;br /&gt;eu desastre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-4445157742357537015?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/4445157742357537015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=4445157742357537015&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4445157742357537015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4445157742357537015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/11/xxxv.html' title='XXXV'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8176621215002110267</id><published>2009-11-11T15:24:00.002-02:00</published><updated>2009-11-11T15:34:53.853-02:00</updated><title type='text'>XXXIV</title><content type='html'>Montanhas azuis no horizonte...  &lt;br /&gt;às vezes, apenas às vezes,  &lt;br /&gt;quisera eu construir  &lt;br /&gt;meu edifício sobre elas  &lt;br /&gt;e lá viver!  &lt;br /&gt;Ou quem sabe o vale...  &lt;br /&gt;que me ofertasse montanhas  &lt;br /&gt;onde esconder o meu  &lt;br /&gt;rosto?    &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8176621215002110267?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8176621215002110267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8176621215002110267&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8176621215002110267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8176621215002110267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/11/xxxiv.html' title='XXXIV'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-4325768546061463596</id><published>2009-11-11T15:00:00.001-02:00</published><updated>2009-11-11T15:19:38.477-02:00</updated><title type='text'>VI</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;“As pessoas fazem de tudo um pouco a fim de arruinarem o que já é bom só pelo prazer de dizerem que agora é novo.”&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“Após 70 anos de inúmeras frustrações, aparece novo sopro de esperanças; como é possível insistir nos mesmos erros que levam ao fracasso e arruinar com a vista do horizonte?”&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“O futuro é seco como o bagaço de cana... Não sou capaz de exaltar com palavras floreadas, porém, não me ofendes com a beleza de suas fantasias.”&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“A casa como uma prisão a poucos passos do bosque!”&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“Tudo é rosa do lado de lá. Como mangas prestes a apodrecerem.”&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“Quanto mais abastados os habitantes de um lugar: mais abastado o lixo espalhado pelas ruas!”&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“Aos olhares enfadados e preconceituosos presto o meu passarinhar!”&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“A partir do momento em que se discute, exclusiva ou exageradamente, a maior importância da verdade ou beleza, deixa-se de buscar a verdade e enxergar a beleza.”&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-4325768546061463596?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/4325768546061463596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=4325768546061463596&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4325768546061463596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4325768546061463596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/11/vi.html' title='VI'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-5934163639321431453</id><published>2009-10-26T19:58:00.002-02:00</published><updated>2009-10-26T19:58:42.692-02:00</updated><title type='text'>XXXIII</title><content type='html'>Cantas com alegria&lt;br /&gt;pois ainda não cantou&lt;br /&gt;em teu peito hora inflado&lt;br /&gt;a sufocante voz do&lt;br /&gt;amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-5934163639321431453?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/5934163639321431453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=5934163639321431453&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/5934163639321431453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/5934163639321431453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/xxxiii.html' title='XXXIII'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8921863107867778288</id><published>2009-10-26T19:56:00.002-02:00</published><updated>2009-10-26T19:56:53.550-02:00</updated><title type='text'>XXXII</title><content type='html'>O que acontece conosco?&lt;br /&gt;Teria o mundo tocado&lt;br /&gt;nossos bens&lt;br /&gt;outrora resguardados?&lt;br /&gt;Permitimos tal toque&lt;br /&gt;e agora&lt;br /&gt;não há volta apenas&lt;br /&gt;acomodar&lt;br /&gt;à poeira do mundo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8921863107867778288?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8921863107867778288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8921863107867778288&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8921863107867778288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8921863107867778288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/xxxii.html' title='XXXII'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-3051509609350949689</id><published>2009-10-26T19:54:00.000-02:00</published><updated>2009-10-26T19:54:21.584-02:00</updated><title type='text'>XXXI</title><content type='html'>Admiro personalidades&lt;br /&gt;contraditórias&lt;br /&gt;só não me afeiçoo a&lt;br /&gt;elas&lt;br /&gt;talvez as leve para cama&lt;br /&gt;mas não me chamem&lt;br /&gt;amigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-3051509609350949689?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/3051509609350949689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=3051509609350949689&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3051509609350949689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3051509609350949689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/xxxi.html' title='XXXI'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-1889427335490488725</id><published>2009-10-26T19:47:00.001-02:00</published><updated>2009-10-26T19:48:33.830-02:00</updated><title type='text'>XXX</title><content type='html'>E sugas até a gota&lt;br /&gt;a flacidez do seio inerte&lt;br /&gt;antes que vermes infertilizem&lt;br /&gt;o solo&lt;br /&gt;antes que a foice&lt;br /&gt;o sangue derrame&lt;br /&gt;decepe todos os sonhos&lt;br /&gt;decrete&lt;br /&gt;nem seio nem nada&lt;br /&gt;pereço&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;portanto&lt;br /&gt;imponho&lt;br /&gt;o&lt;br /&gt;perecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-1889427335490488725?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/1889427335490488725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=1889427335490488725&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1889427335490488725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1889427335490488725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/xxx.html' title='XXX'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-1001255855687020557</id><published>2009-10-26T19:42:00.002-02:00</published><updated>2009-10-26T19:42:39.252-02:00</updated><title type='text'>XXIX</title><content type='html'>Não me perguntes nada&lt;br /&gt;me calo&lt;br /&gt;como as árvores&lt;br /&gt;afrontadas&lt;br /&gt;pelo lenhador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-1001255855687020557?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/1001255855687020557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=1001255855687020557&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1001255855687020557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1001255855687020557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/xxix.html' title='XXIX'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-4835969433481902399</id><published>2009-10-26T19:39:00.002-02:00</published><updated>2009-10-26T19:39:59.352-02:00</updated><title type='text'>XXVIII</title><content type='html'>Seria seu aquele &lt;br /&gt;cocô&lt;br /&gt;boiando alegremente&lt;br /&gt;despejado pelo canal&lt;br /&gt;fluvial?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-4835969433481902399?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/4835969433481902399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=4835969433481902399&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4835969433481902399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/4835969433481902399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/xxviii.html' title='XXVIII'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8410702790289871238</id><published>2009-10-26T19:36:00.002-02:00</published><updated>2009-10-26T19:36:53.675-02:00</updated><title type='text'>XXVII</title><content type='html'>Os campos não são tão&lt;br /&gt;verdes&lt;br /&gt;como verdes campos&lt;br /&gt;que o homem&lt;br /&gt;não tocou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8410702790289871238?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8410702790289871238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8410702790289871238&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8410702790289871238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8410702790289871238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/xxvii.html' title='XXVII'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-2156637603280224664</id><published>2009-10-26T19:33:00.000-02:00</published><updated>2009-10-26T19:33:00.837-02:00</updated><title type='text'>XXVI</title><content type='html'>Meus pensamentos flutuam&lt;br /&gt;junto ao lixo sobre superfície&lt;br /&gt;de águas podres&lt;br /&gt;- e já disseram qu'estas linhas&lt;br /&gt;cheiravam a flores!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-2156637603280224664?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/2156637603280224664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=2156637603280224664&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2156637603280224664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/2156637603280224664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/xxvi.html' title='XXVI'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-3887189564762334813</id><published>2009-10-26T19:29:00.002-02:00</published><updated>2009-10-26T19:29:59.208-02:00</updated><title type='text'>XXV</title><content type='html'>Alimentar-se do lixo ingerido&lt;br /&gt;pelo animal morto e refogado&lt;br /&gt;- fumaça nas chaminés &lt;br /&gt;das indústrias – cigarro&lt;br /&gt;plástico nas águas dos&lt;br /&gt;rios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-3887189564762334813?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/3887189564762334813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=3887189564762334813&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3887189564762334813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3887189564762334813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/xxv.html' title='XXV'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8923156383856963086</id><published>2009-10-26T19:25:00.001-02:00</published><updated>2009-10-26T19:26:54.798-02:00</updated><title type='text'>XXIV</title><content type='html'>Àqueles que jamais se satisfarão&lt;br /&gt;com o que se vive ao redor &lt;br /&gt;– serão apenas meus olhos ou mero azar? –, &lt;br /&gt;mudança grátis até o&lt;br /&gt;mais longínquo planeta&lt;br /&gt;por ser colonizado &lt;br /&gt;– entrego o meu bilhete&lt;br /&gt;e digo adeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8923156383856963086?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8923156383856963086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8923156383856963086&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8923156383856963086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8923156383856963086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/xiv.html' title='XXIV'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-6410412141039652271</id><published>2009-10-26T19:05:00.002-02:00</published><updated>2009-10-26T19:08:14.781-02:00</updated><title type='text'>V</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Penumbra não é luz suave nem brandura do brilho. É agonia do “adivinhe quem é”&amp;nbsp;e tristeza cândida da solidão.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A sociedade atual não permite a fidelidade à princípios pessoais. É quase impossível manter princípios não por motivos abstratos, mas por razões práticas. Por exemplo: a própria fidelidade. Como respeitá-la se cônjuges e amigos quase não se veem? Acaba-se aceitando ou adotando indiferente a infidelidade. A oportunidade, junto a sentimentos como a raiva e o “dar de ombros”, faz o ato. E sem princípios não há virtude nenhuma.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A vida é mesmo a maior contradição em si!”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“É muito fácil e cômodo escolher o cume da montanha, erigir seu edifício, tomar morada lá no alto, e dizer: que linda cidade e perfeita! Desça cá entre os que vivem – e convivem – e me diga algo sobre o lixo espalhado!”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Todas as flores são belas. Umas exalam melhor outras nem tanto perfume.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-6410412141039652271?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/6410412141039652271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=6410412141039652271&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6410412141039652271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6410412141039652271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/v.html' title='V'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-1333474557874890029</id><published>2009-10-26T12:22:00.001-02:00</published><updated>2009-10-26T12:29:36.838-02:00</updated><title type='text'>Os Nomes na Máquina VIII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora os interessados em adquirir o seu exemplar de "Os Nomes na Máquina" podem fazê-lo pessoalmente ou através do site de uma das principais livrarias brasileiras. Tal livro acaba de ser disponibilizado nas Livrarias Cultura (Porto Alegre, São Paulo, Recife, Brasília, Campinas), e pode ser encontrado tanto nas lojas físicas quanto na virtual (&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/"&gt;http://www.livrariacultura.com.br/&lt;/a&gt;). A dica para quem preferir comprar on-line é fazer uma pesquisa por autor, pois infelizmente o título do livro sofreu uma pequena alteração - está disponibilizado como "Os Nomes &lt;strong&gt;&lt;em&gt;da&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Máquina". O erro de digitação impõe uma diferença pequena, porém, fundamental. De qualquer maneira, no entanto, pode-se chegar ao livro e comprar seu exemplar pesquisando pelo título levemente alterado ou clicando aqui: &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2911554&amp;amp;sid=872011087111026437011122346&amp;amp;k5=1DD75392&amp;amp;uid"&gt;http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2911554&amp;amp;sid=872011087111026437011122346&amp;amp;k5=1DD75392&amp;amp;uid&lt;/a&gt;=.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comprem logo antes que ele se esgote e se faça necessário um período de espera até a próxima reimpressão ou edição! (risos.)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-1333474557874890029?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/1333474557874890029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=1333474557874890029&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1333474557874890029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1333474557874890029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/os-nomes-na-maquina-viii.html' title='Os Nomes na Máquina VIII'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-568921046702029809</id><published>2009-10-18T19:18:00.001-02:00</published><updated>2009-10-18T19:19:54.335-02:00</updated><title type='text'>VV e os Pombos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chovia à distância na grande cidade das sete colinas – soubera que tal denominação se referia igualmente a determinado município do outro lado do Atlântico, mas, ah!, a notícia mais parecia um futricar em plena feira!. Aquela, sim, era a verdadeira aldeia das sete colinas, capital de uma nação que não se integrava à nenhum dos cardeais da rosa dos ventos, singular... e por vezes renegada como os seus habitantes o eram – e cujos tais, entre muitas motivações, se não andavam curvados devido ao peso de volume invisível a se acumular nas costas, demonstravam através do olhar o quanto suceder passos é pesado quando se tem passado de quaisquer características a lhe espreitar a sombra.&lt;br /&gt;Talvez, sem nenhuma projeção estatística quanto possibilidades de acerto, no entanto, justamente a chuva a tragar a cidade, prédios e seres, tornasse ainda mais árdua a travessia do rio, cortar suas águas sobre a balsa que todos os dias levava tantos corpos da província desconhecida à colmeia infestada. Enfim, talvez a chuva, fosse o motivo para que ele se sentisse ainda mais oprimido – alma cheia de cicatrizes e mágoas parecidas com as feridas do rio. Já não bastasse a opressão que sentia ao perpetrar as coisas as quais era obrigado a dedicar todos os seus dias!&lt;br /&gt;Era sempre o mesmo e às vezes um bocado pior. Como se aos poucos, a cada metro vencido pela combustão vagarosa do diesel, a paisagem de tantas lembranças o fosse anulando. A travessia era tortuosa! Porém, VV – se é que podemos nos permitir tal liberdade usando o substantivo representado por duas letras restritas aos íntimos –, não se queixava verbalmente (embora não pudesse conter os palavrões que lhe vinham aos pensamentos).&lt;br /&gt;Aportar, tomar o metrô, saltar naquela mal-fadada estação. Pior era ser obrigado a cruzar a praça tão movimentada. Antigamente ele se permitia e gostava de tomar largo gole daquele café amargo. A cafeteria se situava em frente à praça, numa das esquinas, em pleno calçadão portal de entrada para visitas à baixa turística. Por fim, VV acabava marcando encontros com amigos, conhecidos e desconhecidos, precisamente naquele ponto devido à sua fácil referência. Além do mais, o estabelecimento remetia a outras terras. Tantos lugares para itinerar e não se sentir tão mal! Sentado à mesa, ouvidos atentos aos idiomas diversos entoados por todos os tipos de semblantes de turistas, VV chegava a planejar tais viagens. Mas agora não mais... tal liberdade durou tão pouco! &lt;br /&gt;O sabor do café até que não era mal – os ânimos se renovavam – e conversar sob a aura de Fernando Pessoa (nem vale a pena citar a alma de Almada Negreiros), era no mínimo singular. Ah!, mas Lagoa Henriques, maldito escultor... A estátua existia desde sempre, mas... a consciência de sua existência... VV passara a não gostar de míseras homenagens póstumas. Maldita estátua de Fernando Pessoa, malditos pombos, malditos turistas! Quisera que todo o bronze que há no planeta tivesse sido consumido antes da consumação daquele impropério! Agora não mais se sentava nas mesas do estabelecimento. Suava em bicas, a cabeça doía, as vistas turvavam...&lt;br /&gt;Antes de tomar definitivamente tal decisão, porém, VV se sentara uma última vez ao redor da mesa que lhe permitia a melhor vista. Pedira um expresso apenas pelo poder permanecer ao menos meia-hora sentado a observar. Imediatamente passou a sentir os frêmitos que nos últimos tempos, maiormente em lugares como aquele, acometiam-no, eriçavam-lhe os pelos em arrepios de repugna, tremiam-lhe as mãos, balançavam-lhe freneticamente a cabeça ante certos acontecimentos. &lt;br /&gt;Tal mal começara justo naquele café, durante um encontro com uma garota, e VV nem sequer conseguira concentração para levar a moça em seus braços! Maldito ser de bronze que nada tinha a ver com o poeta! Mero objeto sem significado abduzido e assediado por grupos de turistas a cada parcos minutos! “Que lugar emblemático!”, eles diziam, rentes ao metal, tocando em seus ombros estreitos, acariciando a frieza do chapéu, da nuca, das faces mortas. &lt;br /&gt;VV observando com os atentos olhos de uma suindara, enquanto as turistas mais “abertas” chegavam a sentar no colo de pernas cruzadas em 4 da tentativa de reproduzir o poeta em suas poses costumeiras. Engraçadinhos fingindo ajustar a gravata borboleta. Parvos simulando cumprimentos na mão içada. Ah!, se o poeta estivesse vivo... ou se a estátua pudesse reagir com seu imenso pau de bronze no traseiro da turista, os dedos nos olhos do primeiro que surgisse para uma apresentação ridícula, palavras na medida exata que os fizessem levar de volta na bagagem todas as desmedidas asneiras.&lt;br /&gt;“Nem acredito que abracei Fernando Pessoa!”&lt;br /&gt;“Nem acredito que tomei café com Fernando Pessoa!”&lt;br /&gt;“Nem acredito que tirei fotos ao lado de Fernando Pessoa!”&lt;br /&gt;“O poeta é morto! Vocês viram ele levantando a xícara até à boca? Tiraste fotos ao lado de um monte de metal! Cite um só verso do poeta... merda!”, dizia mentalmente VV, justamente no instante em que algum desavisado turista decidira abraçar por trás o monumento – pose de papagaio de pirata sob os cliques dos amigos.&lt;br /&gt;Logo os turistas invertiam as posições, agora dois casais, amigos, todas as partes do globo, abraçando o corpo frio. E os pombos... ah!, os pombos! Não era só o corpo frio que os turistas abraçavam. Levavam por todo o planeta nas roupas o cocô dos pombos que viviam naquela região e adoravam deixar seu rastro na forma ao qual emprestam o nome do poeta.&lt;br /&gt;“Vocês estão abraçando merda! Não veem?”&lt;br /&gt;VV se revoltava não apenas pela repugnância da cena - “não se podia tomar um café sossegado na cidade das sete colinas – quiçá em toda a terra?” -, mas, igualmente, e quanto às doenças? VV não se cansava de acrescentar em pensamentos nomes à sua letrada lista: criptococose, histoplasmose, salmonelose... E, indiferente, o povo não se cansava de se esfregar à merda.&lt;br /&gt;Outro frêmito: jovem bêbado a elucubrar um idioma escandinavo se pondo em paralelo e encostando a própria bochecha no que seria a bochecha direita do poeta. Seus olhos chegavam a fibrilar de desmedido êxtase. De certo pensava estar compartilhando da mesma sombra proporcionada pelo chapéu de Fernando Pessoa.&lt;br /&gt;“Agora bote a língua pra fora e lamba a mancha branca a dois centímetros do teu nariz!”, pensava VV.&lt;br /&gt;O primeiro expresso se acabara mais depressa do que o espanto causado pelas cenas e, devido aos olhares atravessados dos garçons, apressados quanto ao rodízio de clientes e notas, VV já terminava a segunda xícara do líquido revigorante.&lt;br /&gt;Ele não sabia o porquê, mas aquelas cenas irresistíveis, durante o restante do dia, faculdade e colegas, trabalhos e colegas – parvos com raras exceções –, ou mesmo antes e depois, desde que botava os pés em solo que não o de casa, a cidade à distância sob chuva ou sol vista da balsa que o conduzia sem vontade; durante tudo, enfim, vivenciado naquele ponto ao lado do Atlântico, sempre o perseguiam sem trégua.&lt;br /&gt;VV jamais saberia muito bem o motivo – muitas vezes sequer admitia a relação –, mas o cocô dos pombos abraçado pelos turistas através da dita estátua de Fernando Pessoa – ah!, maldito Lagoa Fernandes que aceitara aquela encomenda por saber que em menos de dez minutos após sua hipotética recusa, o sim, talvez sem talento, surgiria –, algum dia, junto a outros motivos que esta narrativa se abstêm de explicar, acabaria levando VV a um ponto mais distante do deveras citado oceano. E quem sabe um dia todos os oceanos não tivessem sobre suas águas, e em sua colorida memória de corais, as vistas sempre cheias do brilho que resplandece cada canto escuro lançadas por VV durante suas buscas?&lt;br /&gt;Até os limites temporais alcançados por estas linhas, porém, VV apenas decidira não mais se sentar naquelas pequenas mesas cheias de detalhes e cheiro de temperos e venenos vitorianos. Cruzava direto e com olhos baixos a praça e o calçadão, mas apenas pela força da necessidade. Preferia o quarto de casa e suas portas e janelas trancadas. Os Mão Morta e Nick Cave a girarem na vitrola – VV precisava comprar agulhas novas que abrandassem os chiados dos lp's! -, e ter verdadeira e intrinsecamente um encontro com o poeta – entre tantos outros! - através do simples estender de mãos até as prateleiras de suas estantes. Inclusive, assim sendo, VV não se sujava com dejetos de pombos – dentre outros tantos!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-568921046702029809?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/568921046702029809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=568921046702029809&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/568921046702029809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/568921046702029809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/vv-e-os-pombos.html' title='VV e os Pombos'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-6576658290359773620</id><published>2009-10-15T04:10:00.002-03:00</published><updated>2009-10-15T04:10:19.720-03:00</updated><title type='text'>XXIV</title><content type='html'>Outros minutos vão-se agora&lt;br /&gt;destes parcos minutos&lt;br /&gt;semana inteira perdida&lt;br /&gt;na abstrata abstração&lt;br /&gt;do eu só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-6576658290359773620?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/6576658290359773620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=6576658290359773620&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6576658290359773620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6576658290359773620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/xxiv.html' title='XXIV'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-6723438980697331570</id><published>2009-10-15T04:06:00.000-03:00</published><updated>2009-10-15T04:06:01.881-03:00</updated><title type='text'>XXIII</title><content type='html'>Baforada: que palavra! &lt;br /&gt;Dá um trago?&lt;br /&gt;De virada: que expressão!&lt;br /&gt;Quero um gole.&lt;br /&gt;Picada de mosquito&lt;br /&gt;cheiro de anil&lt;br /&gt;dormência, altivez&lt;br /&gt;como se tudo agora&lt;br /&gt;suavemente mais&lt;br /&gt;denso&lt;br /&gt;como todo veneno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-6723438980697331570?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/6723438980697331570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=6723438980697331570&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6723438980697331570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6723438980697331570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/xxiii.html' title='XXIII'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8426239277601653066</id><published>2009-10-15T04:01:00.001-03:00</published><updated>2009-10-15T04:01:49.987-03:00</updated><title type='text'>XXII</title><content type='html'>E deixem dizerem&lt;br /&gt;se não falarem&lt;br /&gt;digo eu: fale!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8426239277601653066?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8426239277601653066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8426239277601653066&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8426239277601653066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8426239277601653066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/xxii.html' title='XXII'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-7186662951322588324</id><published>2009-10-15T03:59:00.001-03:00</published><updated>2009-10-15T04:00:02.140-03:00</updated><title type='text'>XXI</title><content type='html'>O que é maldade ali&lt;br /&gt;transpira arrogância acolá&lt;br /&gt;O que agride aqui&lt;br /&gt;difama a chama&lt;br /&gt;sabe-se-lá&lt;br /&gt;Sozinho&lt;br /&gt;minha sóbria maldade&lt;br /&gt;arrogância, calor&lt;br /&gt;sensaboria&lt;br /&gt;pavor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-7186662951322588324?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/7186662951322588324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=7186662951322588324&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7186662951322588324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7186662951322588324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/xxi.html' title='XXI'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-3248013347271597225</id><published>2009-10-15T03:55:00.002-03:00</published><updated>2009-10-15T03:55:28.643-03:00</updated><title type='text'>XX</title><content type='html'>Parece que se esvai&lt;br /&gt;um tanto a cada&lt;br /&gt;quanto tempo pergunta&lt;br /&gt;há amor sem lágrimas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-3248013347271597225?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/3248013347271597225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=3248013347271597225&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3248013347271597225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3248013347271597225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/xx.html' title='XX'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-3244954058494699366</id><published>2009-10-15T03:52:00.002-03:00</published><updated>2009-10-15T03:52:57.504-03:00</updated><title type='text'>XIX</title><content type='html'>Alcalino calor escorre pela testa&lt;br /&gt;testa paciência turva vistas&lt;br /&gt;visto minhas roupas, segredo&lt;br /&gt;segregado pelo sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-3244954058494699366?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/3244954058494699366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=3244954058494699366&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3244954058494699366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3244954058494699366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/xix.html' title='XIX'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-6118026335087966305</id><published>2009-10-15T03:49:00.002-03:00</published><updated>2009-10-15T03:49:57.321-03:00</updated><title type='text'>XVIII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porta, passo, passa &lt;br /&gt;trama, traça, trouxa&lt;br /&gt;frouxo, feixe, falha&lt;br /&gt;derrama, derradeiro, dia&lt;br /&gt;morro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-6118026335087966305?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/6118026335087966305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=6118026335087966305&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6118026335087966305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6118026335087966305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/xviii.html' title='XVIII'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-6397793208134089514</id><published>2009-10-15T03:40:00.002-03:00</published><updated>2009-10-15T03:43:21.077-03:00</updated><title type='text'>IV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A espera gerou filhos. Pena que eles nasceram mortos.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A paciência é como o cigarro: arde a brasa até o toco; depois, jogo fora.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Falácias quixotescas: quimeras farsantes.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“...quantas vezes nascer morrer, quantos infernos e purgatórios n'único dia?”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Se vinte minutos soubessem falar, diriam: mentira! Hora e meia: vamos lá!”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Já me disseram: substitua a fumaça chupando balas. Quisera eu responder num rompante de raiva bipolar: tente tragar, caro...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Uma cidade sempre prestes a explodir.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Esperar é das piores lástimas que se poderia inventar. Seria pela dúvida se o alguém virá alguma hora ou a bunda a doer na cadeira? Aqueles que passam olhando de través ou os que permanecem olhando através?”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Esperar: só os políticos merecem!”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Costumava repetir o dito: 'nem que a vaca tussa'. Depois de tantas doenças loucas aviárias suínas, não duvido... digo: nem que o dia raie, e não o parta.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Amigos da escrita encasulados – meu casulo...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-6397793208134089514?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/6397793208134089514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=6397793208134089514&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6397793208134089514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6397793208134089514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/10/iv.html' title='IV'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-7315040642245195345</id><published>2009-09-20T11:14:00.014-03:00</published><updated>2009-09-20T11:38:35.517-03:00</updated><title type='text'>III</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Escritores ou são muito emocionais, ou muito 'técnicos' para falarem a respeito de suas próprias obras."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sucesso é o realizar de um trabalho bem-feito e bonito. Reconhecimento, este sim, tem a ver com a reação do espectador ante o bem-feito e bonito trabalho." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span&gt;Se puder entenda a sociedade: os economistas são mais bem remunerados que os médicos!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Livros de auto-ajuda: eis o maior legado para a humanidade da psicologia que hoje se ensina nos meios acadêmicos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A psicologia moderna é como um programador de computadores que agenda uma tarefa para a máquina. Às quinze-horas aparece na tela: 'Eu Sou Feliz!'. Isto não quer dizer que o computador é feliz. Apenas cumpre a função ao qual foi condicionado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Deve existir um lugar onde se possa gritar!” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-7315040642245195345?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/7315040642245195345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=7315040642245195345&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7315040642245195345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/7315040642245195345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/09/iii.html' title='III'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8214031241764045618</id><published>2009-09-13T14:57:00.002-03:00</published><updated>2009-09-13T14:59:34.415-03:00</updated><title type='text'>XVII</title><content type='html'>Telefone toca&lt;br /&gt;Adeus tranquil'idade&lt;br /&gt;Toque!&lt;br /&gt;Chuva no telhado&lt;br /&gt;Adeus cidade&lt;br /&gt;Chova!&lt;br /&gt;Sol através da janela&lt;br /&gt;Janela sempre sol&lt;br /&gt;Vida!?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8214031241764045618?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8214031241764045618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8214031241764045618&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8214031241764045618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8214031241764045618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/09/xvii.html' title='XVII'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-3818024619955543933</id><published>2009-09-07T11:25:00.003-03:00</published><updated>2009-09-07T11:28:53.934-03:00</updated><title type='text'>II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Os grandes sonhadores e realizadores da história humana, mergulhados na amargura do arrependimento ou no conforto de um mal mental, foram chamados de loucos, vagabundos, utopistas etc., ou desprezados pela mesquinha pequenez humana. As duas coisas muitas vezes são complementares e acontecem ao mesmo tempo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A busca pela originalidade não pode ser ignorada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma só exceção é a abertura, o caminho para a abnegação, subjugação de um ser perante o outro e as testemunhas do feito.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dizem os psicólogos que deveríamos nos adaptar ao mundo e não o contrário. Mas o que fazer quando se sabe que o mundo está errado? Igual agir erroneamente?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Chamam no velho sabedoria o que no jovem apontaram não passar de sonhos.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-3818024619955543933?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/3818024619955543933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=3818024619955543933&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3818024619955543933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3818024619955543933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/09/ii.html' title='II'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-1317807593961537133</id><published>2009-08-20T12:22:00.001-03:00</published><updated>2009-08-20T12:29:31.420-03:00</updated><title type='text'>Os Nomes na Máquina VII</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Confira, &lt;a href="http://borapralabh.blogspot.com/2009/07/os-nomes-na-maquina.html"&gt;clicando aqui&lt;/a&gt;, a resenha escrita pela cara jornalista Letícia Murta a respeito do livro “Os Nomes na Máquina”. Tal resenha foi publicada no site &lt;a href="http://borapralabh.blogspot.com/"&gt;Bora Pra Lá BH&lt;/a&gt;. Os interessados em participar do sorteio de 1 exemplar do livro, poderão igualmente &lt;a href="http://borapralabh.blogspot.com/2009/07/os-nomes-na-maquina.html"&gt;clicar aqui&lt;/a&gt;, e obter informações dos trâmites do concurso promovido pelo citado site.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-1317807593961537133?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/1317807593961537133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=1317807593961537133&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1317807593961537133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/1317807593961537133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/08/os-nomes-na-maquina-vii.html' title='Os Nomes na Máquina VII'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-3580599079931985087</id><published>2009-08-14T12:09:00.001-03:00</published><updated>2009-09-07T11:28:38.997-03:00</updated><title type='text'>I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Envelhecer é se adaptar, cada dia um pouquinho – e integrar mais e mais –, à bagunça instituída.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Será que os reles textos que escrevo sairiam ou soariam vazios se por acaso eu deixasse de me sujar daquilo que descrevo em cada linha, palavra, letra?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Gatos são gatos e não tentem fazê-los se comportarem como seres humanos (o mesmo vale para os cachorros, maritacas, peixinhos dourados, etc.). Gatos são mais... felinos. Gatos tomam banho de língua, comem porcarias na rua, pulam o muro do vizinho, fazem estardalhaço enquanto copulam...&lt;br /&gt;Seres humanos são diferentes (o mesmo vale para todas as culturas). Seres humanos são mais... humanos. Seres humanos assistem a novelas, tomam banho de língua, fazem estardalhaço enquanto copulam, pulam o muro do vizinho, comem porcarias na rua, destroem o mundo onde vivem...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Usar ou ser usado pelo dinheiro?”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-3580599079931985087?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/3580599079931985087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=3580599079931985087&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3580599079931985087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/3580599079931985087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/08/i.html' title='I'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-9075774755983994189</id><published>2009-08-14T11:35:00.003-03:00</published><updated>2009-08-14T12:08:39.275-03:00</updated><title type='text'>Que não Venham Cataclismos</title><content type='html'>Pensamentos idiotas, que às vezes passam por minha cabeça, e que por acaso, ao longo dos anos – desde que passei a anotar pelo menos metade das idéias bestas que às vezes me ocorrem –, registrei n’alguns cadernos há muito encerrados em gavetas, acontecerão nesse blog em alguns posts doravante.&lt;br /&gt;Coisas bestas apenas pelo registrar das coisas, pois torço – &lt;em&gt;pero no mucho&lt;/em&gt; –, longe esteja o tempo das brochuras de aforismos.&lt;br /&gt;Pensamentos supracitados intercalarão, a partir de hoje, e no decorrer dos posts inconstantes e muitas vezes inconvenientes, as demais inserções – inclusive as numeradas (peças-ensaios-poemas tirados dos mesmos cadernos riscados em tempos vários e que jamais pretendi compilar) – compilados por acaso aqui nestas linhas digitalizadas.&lt;br /&gt;Pensamentos bestas pura e simplesmente... como todas as idades o são; apresentados(as) em séries enumeradas pelo confundir futuro das visitas fortuitas.&lt;br /&gt;E que nunca chamem tais inserções de confessionais – apenas idiotas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-9075774755983994189?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/9075774755983994189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=9075774755983994189&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/9075774755983994189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/9075774755983994189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/08/que-nao-venham-cataclismos.html' title='Que não Venham Cataclismos'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-6624594495729450301</id><published>2009-08-03T12:20:00.004-03:00</published><updated>2009-08-03T12:29:06.291-03:00</updated><title type='text'>Obras In-Blog</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acabam de ir para o ar os blogs informativos tanto do "Os Nomes na Máquina", quanto da obra "Elo, Entrelinhas &amp;amp; Alucinações", publicada no ano passado. Façam uma visita e saibam mais sobre os livros citados - de maneira mais ampla e rápida -, clicando nos links:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.osnomesnamaquina.blogspot.com/"&gt;http://www.osnomesnamaquina.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.eloentrelinhasealucinacoes.blogspot.com/"&gt;http://www.eloentrelinhasealucinacoes.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tais blogs serão atualizados com o decorrer do tempo - embora às vezes não com tanta frequência -, de acordo com o surgir de notícias, etc. Sugestões poderão ser enviadas para o mail: &lt;a href="mailto:drb.contato@terra.com.br"&gt;drb.contato@terra.com.br&lt;/a&gt;. Desde já fica o meu muito obrigado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-6624594495729450301?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/6624594495729450301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=6624594495729450301&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6624594495729450301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/6624594495729450301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/08/obras-in-blog.html' title='Obras In-Blog'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-8966056177954607588</id><published>2009-08-02T21:28:00.002-03:00</published><updated>2009-08-02T21:29:50.574-03:00</updated><title type='text'>XVI</title><content type='html'>Tua elucubração não é&lt;br /&gt;Teu fascínio pela arte&lt;br /&gt;Atuar, atores, atrizes&lt;br /&gt;Seria o gosto pelo falso&lt;br /&gt;Ou pela arte de encenar?&lt;br /&gt;Quererias encenar agora&lt;br /&gt;Diante de mim&lt;br /&gt;Agora, ou todas as noites?&lt;br /&gt;Teu sorriso às vezes remete&lt;br /&gt;Dentes brancos opacos&lt;br /&gt;Mentira!&lt;br /&gt;Tem todo o tempo do mundo&lt;br /&gt;Para aprender a beijar&lt;br /&gt;Diferente a cada boca&lt;br /&gt;Diferentes batons e brilhos&lt;br /&gt;Bocas sem brilho ou batom&lt;br /&gt;Bocas sem sorriso.&lt;br /&gt;Quererias experimentar todos gostos?&lt;br /&gt;Começarias pelo fel&lt;br /&gt;Agora?&lt;br /&gt;Todo dia acordo&lt;br /&gt;Como se o dia começasse&lt;br /&gt;Os pesadelos&lt;br /&gt;Noite eterna&lt;br /&gt;Sonhos que não realizam&lt;br /&gt;Nada&lt;br /&gt;Agora e nunca&lt;br /&gt;Resta sempre&lt;br /&gt;O vermelho que desconfia&lt;br /&gt;Queres?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-8966056177954607588?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/8966056177954607588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=8966056177954607588&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8966056177954607588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/8966056177954607588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/08/xvi.html' title='XVI'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878646243505360333.post-468996907617097705</id><published>2009-08-02T21:22:00.000-03:00</published><updated>2009-08-02T21:23:11.873-03:00</updated><title type='text'>XV</title><content type='html'>Aceito o que me entregas&lt;br /&gt;E o gosto amargo&lt;br /&gt;Em nossas bocas...&lt;br /&gt;Aceitas qualquer coisa&lt;br /&gt;Que suponha passiva&lt;br /&gt;Supostamente emanar?&lt;br /&gt;Não aceites como sou&lt;br /&gt;Mude&lt;br /&gt;O destino que nos prende&lt;br /&gt;Mude&lt;br /&gt;E procure outros braços.&lt;br /&gt;Olhos mais castanhos&lt;br /&gt;Gosto mais salgado&lt;br /&gt;Ou doce&lt;br /&gt;Ou amargo&lt;br /&gt;Membros diferentes&lt;br /&gt;Tesos, coesos&lt;br /&gt;Pele mais clara&lt;br /&gt;Enrugada ou lisa.&lt;br /&gt;Não o aceites como é&lt;br /&gt;Mude&lt;br /&gt;Tudo volta ao ponto&lt;br /&gt;Mude&lt;br /&gt;Até perceber que tudo é o mesmo.&lt;br /&gt;Mesmos líquidos de odores&lt;br /&gt;Tão díspares&lt;br /&gt;Mesmos corpos de espessuras&lt;br /&gt;Nunca o bastante&lt;br /&gt;Mesmo suor&lt;br /&gt;Mude.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878646243505360333-468996907617097705?l=danielricardobarbosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/feeds/468996907617097705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878646243505360333&amp;postID=468996907617097705&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/468996907617097705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878646243505360333/posts/default/468996907617097705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielricardobarbosa.blogspot.com/2009/08/xv.html' title='XV'/><author><name>Daniel Ricardo Barbosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
